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Dicas para estimular o apetite nos idosos

Dicas para estimular o apetite nos idosos

À medida que envelhecemos, frequentemente o apetite começar a diminuir, o que pode acontecer por diversas razões, como questões de saúde, mobilidade reduzida, alterações gastrointestinais, ou outras.

Por causa disto, pode ser um verdadeiro desafio encorajar os idosos a comer alimentos ricos em nutrientes quando têm pouco ou nenhum apetite para o fazer.

Muitas vezes, as pessoas tendem a procurar alimentos de conveniência que podem ser ricos em gorduras inflamatórias, açúcar e ingredientes processados que podem fazer com que um metabolismo lento diminua ainda mais rapidamente o seu ritmo.

Quando a idade começa a avançar o objetivo deverá ser aumentar a densidade dos nutrientes e não o tamanho ou a quantidade das porções dos alimentos.

Existem algumas opções alimentares simples e nutritivas que podem ser dadas a pessoas idosas com um apetite em declínio.

O mau apetite não indica necessariamente um problema, mas há alguns sinais de aviso a ter em conta, mas existem algumas coisas fáceis que se podem fazer para ajudar os idosos a obter a nutrição mais adequada.

Os problemas alimentares dos idosos podem ser causados por uma série de fatores diferentes que vão desde a falta de interesse pela comida devido a alterações nas papilas gustativas, depressão ou solidão.

Bem como a falta de energia para cozinhar, perda de apetite devido a condições de saúde e efeitos secundários da medicação, além das naturais alterações dado que o apetite muda com a idade.

Conseguir que os idosos que não têm apetite para comer ingeram alguns alimentos pode ser um desafio, porque podem recusar-se a comer. Mas isso não muda o facto de é necessário providenciar a nutrição de que necessitam.

Uma taxa metabólica mais baixa e uma menor atividade física significa que os idosos geralmente precisam de menos calorias, o que é normal.

Problemas dentários ou alterações gastrointestinais, como a intolerância à lactose, que surge com a idade também podem afetar o apetite. Mudanças no sentido do olfato, paladar e mesmo na audição podem afetar também o prazer da comida.

Mudanças no sabor dos alimentos ou no apetite também ocorrem em conjunto com algumas doenças graves, incluindo cancros da cabeça e do pescoço, disfunções das glândulas salivares, perturbações da tiroide, infeções da boca e da garganta, doenças periodontais, Parkinson ou Alzheimer.

Quaisquer alterações inexplicáveis à saúde alimentar dos idosos, incluindo perda de peso inesperada, aumento de peso ou mal-estar geral, devem ser verificadas por um médico.

As mudanças fisiológicas, percetivas e outras que podem levar a uma diminuição do apetite dos idosos, que o envelhecimento traz, podem exigir uma abordagem mais abrangente para encontrar soluções para aumentar o apetite.

No entanto, se os idosos fazem más escolhas alimentares devido à mudança dos seus gostos, ou se não estão a ter o apetite suficiente para comer, pode ser motivo de preocupação.

É fundamental que os idosos obtenham a nutrição mais adequada para as suas necessidades alimentares que estão em mudança com a idade, porque as deficiências vitamínicas ou nutricionais podem causar problemas de saúde significativos.

Causas para a falta de apetite nos idosos

Por vezes, mudanças simples nos hábitos ou nos alimentos podem fazer uma grande diferença para encorajar os idosos que perderam o apetite a comer.

Ao experimentar novas ideias e procedimentos, é importante ser paciente, criativo, continuar a experimentar, e tentar não se desencorajar.

Estas são algumas das razões pelas quais os idosos perdem o apetite:

Falta de exercício

O exercício físico moderado e as atividades do dia a dia ajudam a aumentar o apetite. Por vezes, é só mesmo o que falta, os idosos precisam de aumentar o apetite antes de poderem comer.

Desidratação

A desidratação pode provocar falta de apetite. A insuficiência de líquidos no organismo leva a um maior desgaste e consequentemente à perda da vontade de comer.

Falta de rotina

Estabelecer uma rotina diária onde as refeições são comidas à mesma hora todos os dias pode ajudar o corpo a sentir-se pronto para comer à hora habitual.

 Falta de capacidade para preparar refeições

Os idosos que vivem sozinhos podem não comer porque preparar as suas próprias refeições é demasiado difícil para eles.

Perda do paladar e do olfato

Com a idade, as papilas gustativas de muitas pessoas tornam-se menos capazes de detetar os sabores dos alimentos. A comida normal pode ser desagradável e pouco apetitosa para as pessoas.

 Dificuldade em mastigar

Se comer se tornou demasiado difícil ou desagradável mastigar, engolir, ou comer de forma independente, muitos adultos mais velhos simplesmente não querem ou recusam-se a comer.

Estes problemas podem ser causados por:

 Sensibilidade aos cheiros

Por vezes as pessoas desenvolvem uma sensibilidade ao cheiro de certos alimentos que as pode fazer sentir náuseas ou sem vontade de comer.

 Depressão ou solidão

A depressão afeta 1 em cada 10 idosos e muitas vezes provoca a falta de ânimo e a perda do apetite.

Muitos idosos podem também não gostar da hora das refeições porque não têm ninguém com quem comer e a sua solidão intensifica-se.

 Perda de controle

Quando os idosos são dependentes de outros para tudo, podem ficar acamados e muitas vezes perdem o controle sobre como querem viver as suas vidas, precisando de apoio domiciliário. E não poder escolher o que comer faz com que uma pessoa não queira comer de todo.

Os horários de refeição são desagradáveis

Se a hora das refeições se transformou num momento de conflitos ou discussões sobre a comida, esta pode começar a ficar associada a um incómodo que tem que ser evitado.

Dicas para estimular o apetite

Existem diferentes estratégias que podem ser aplicadas para estimular o apetite nos idosos, mas umas das primeiras coisas a fazer é descartar condições graves de saúde, efeitos secundários de medicamentos, ou problemas dentários como causa da perda de apetite.

Se estes problemas não estiverem a causar a perda de apetite, a melhor aposta é experimentar diferentes formas de conseguir que o idoso coma, até encontrar uma que resulte.

Efeitos secundários dos medicamentos

Outro fator importante é solucionar o desconforto causado pelos efeitos secundários dos medicamentos.

Alguns medicamentos causam boca seca, por exemplo. A boca seca significa que as glândulas salivares não produzem saliva suficiente, o que pode tornar os alimentos com sabor diferente e difícil de engolir.

Antes das refeições, pode pedir-se ao idoso para mastigar alguma pastilha sem açúcar, escovar os dentes ou utilizar um elixir oral, pode melhorar a sensação de sabor e, em última análise, estimular a ingestão de nutrientes.

Estes procedimentos fazem fluir a saliva, reduz o desconforto e melhora a capacidade de sentir o sabor dos alimentos, o que pode estimular o idoso a comer.

Outra solução é eliminar gostos estranhos causados por efeitos secundários da medicação. Alguns medicamentos causam um sabor estranho na boca que afeta a forma como os alimentos ou a água sabem.

Se a carne tiver um sabor estranho ou metálico para o idoso, em alternativa pode servir-se diferentes fontes de proteínas como feijões ou lacticínios. Usar garfos e facas de plástico se os talheres metálicos piorarem o sabor

Se a água tiver um sabor estranho, acrescentar menta, fruta fatiada, limão ou pepino. Pode-se também experimentar intensificadores de água com sabor, disponíveis nos supermercados.

Fazer da hora da refeição uma experiência agradável

Algumas pessoas respondem bem a um ambiente agradável e boa companhia para o jantar. Pondo a mesa e acendendo umas velas com música suave, pode criar um ambiente mais propício ao apetite.

Pode ser muito solitário ou deprimente comer sem companhia o tempo todo. Sentar e comer com alguém, conversando sobre temas agradáveis durante a refeição, pode ser uma forma mais agradável de estimular o apetite.

Facultar escolhas e controlo

Quando alguém está doente ou fragilizado, perde a sua independência. Recusar-se a comer pode parecer uma forma de recuperar algum controlo sobre a sua própria vida.

Devolver ao idoso algum desse controlo, dando-lhe opções entre diferentes alimentos ou envolvendo-o no planeamento de refeições, pode fazer uma grande diferença.

Controlar a ingestão de água

Servir água entre as refeições e limitar os fluidos durante as refeições, pode ajudar a gerir o apetite. A desidratação pode suprimir o apetite, por isso é importante manter o idoso hidratado.

Alguns líquidos são necessários para ajudar a humedecer e engolir os alimentos com segurança, mas servir muitos líquidos durante as refeições pode encher demasiado o estomago dos idosos para que possam depois comer bem.

Tentar deixar a maioria das bebidas para relaxar após as refeições e encorajar o idoso a beber água entre as refeições como um hábito saudável.

Tornar os sabores da comida mais fortes

As papilas gustativas tornam-se frequentemente menos sensíveis à medida que envelhecemos. Os alimentos insípidos não vão ajudar a estimular o apetite muito facilmente.

Usar temperos mais fortes ou ligeiramente mais picantes, mas garantindo que os alimentos não estão azedos.

Utilizar alimentos a diferentes temperaturas

Algumas pessoas mudam as suas preferências pelos alimentos através da temperatura da comida. Consumir refeições quentes, muito quentes ou frias, pode ser uma forma de ver qual a temperatura de que os idosos mais gostam.

Estimular o apetite com um pouco de álcool

Tomar uma pequena quantidade de cerveja ou vinho antes de uma refeição pode ser uma forma segura de estimular o apetite da pessoa idosa.

Naturalmente, verificar primeiro com o médico para se certificar de que o álcool não interfere com a medicação nem prejudica a saúde do idoso.

Tirar partido de momentos de fome

Se o idoso pedir mais comida, poderá dar-se uma segunda refeição ou colocar porções maiores no prato.

Não importa que horas são ou que alimentos são, basta aproveitar a sensação de fome que o idoso tem para obter mais algumas calorias e nutrientes para o corpo.

Encorajar refeições sociais

A ideia de comer sozinho pode ser desagradável para pessoas de todas as idades.

Para os idosos, questões de mobilidade, a morte do cônjuge e dificuldades de transporte, significa que é menos provável que partilhem refeições com outros.

Centros de idosos, templos ou igrejas e centros comunitários podem ter jantares semanais e outros eventos à hora das refeições para idosos.

Por outro lado, promover encontros de refeições com amigos, familiares ou prestadores de cuidados, pode ser uma boa alternativa.

Densidade versus quantidade

Aumentar a densidade dos nutrientes, não o tamanho das porções. Uma grande quantidade de alimentos pode ser intimidante. Em vez disso, é melhor proporcionar opções alimentares ricas em calorias.

Desta forma é preferível aumentar a densidade nutritiva das refeições em vez de aumentar o volume dos alimentos.

Abacates, azeite, e manteiga de amendoim são exemplos de alimentos densos em nutrientes, que têm gorduras saudáveis.

 Estabelecer um horário de alimentação regular

O corpo humano tende a funcionar melhor com regularidade, o mesmo acontecendo com os sinais que o corpo dá de fome e sede. Desta forma, quando nos desviamos dos padrões habituais de funcionamento, o mesmo acontece com o apetite.

Se o idoso não estiver habituado a uma rotina de refeições, deve começar-se lentamente por introduzir uma pequena bebida ou lanche como uma refeição normal. Isto pode ajudar a estimular os sinais de fome do corpo.

Considerar estimulantes do apetite para os idosos

Alguns idosos têm algum sucesso com os estimulantes do apetite prescritos, mas é sempre aconselhável consultar o médico previamente para saber se esta é uma boa opção.

O médico pode debater com os familiares ou cuidadores os prós e os contras, incluindo os efeitos secundários e a adequação, dado o estado geral de saúde do idoso.

Alimentos que constituem uma boa nutrição para os idosos

Nem todos os alimentos são aconselháveis ou adequados para os idosos, no entanto alguns podem ser combinados para assegurar uma boa nutrição.

Estes são exemplos de alimentos saudáveis que são nutritivos e mais densos caloricamente, mais indicados para idosos com falta de apetite ou desnutrição:

Nozes e sementes podem ser adicionadas a aveia, cereais, saladas ou comer uma mão cheia ao lanche.

Manteigas vegetais como manteiga de amendoim, manteiga de amêndoa ou outras, podem ser servidas em torradas, bolachas e também com bananas, maçãs e aipo.

Uma boa opção pode ser uma sandes de manteiga de amendoim e geleia com um copo de leite ou misturar manteiga de amendoim em papas de aveia ou adicionar a smoothies.

Abacates podem acompanhar saladas, sanduíches ou adicionados num smoothie.

O azeite é um alimento muito saudável que se pode utilizar para saltear legumes e carnes, utilizar como molho de salada, adicionar ao arroz ou puré de batata.

O leite é uma boa fonte de proteína quer seja de origem animal ou vegetal e pode-se misturar em pudins, puré de batata, sopas, carnes moídas, vegetais, cereais cozidos, batidos de leite, iogurte e panquecas.

Os ovos são um alimento muito completo que se podem adicionar a estufados, rolo de carne, puré de batata, cereais cozidos e salada de frango ou atum.

Outra fonte de proteína importante é o queijo que pode ser consumido como aperitivo ou numa sanduíche, ou mesmo adicionar aos cozinhados, batatas, legumes e sopas.

Fazer smoothies ou milkshakes com leite ou iogurte, fruta variada, manteiga de amendoim e banana ou abacate, pode servir como lanche ou refeição principal. Pode-se adicionar proteínas em pó para aumentar a quantidade de proteínas na bebida.

Os alimentos mais ricos em proteínas incluem:

  • Carnes como a carne de vaca, frango, peixe, peru, borrego, porco
  • Leite, queijo e iogurte
  • Manteiga de amendoim
  • Feijão seco e ervilhas

Conclusão

A diminuição do apetite é comum entre as pessoas idosas. Com papilas gustativas mais fracas e rotinas sedentárias, os corpos mais envelhecidos são menos propensos a assinalar a sensação de fome que os leva a comer.

No entanto, a perda de apetite pode levar à perda de peso e a uma má nutrição. Por isso, é essencial que os idosos comam refeições nutritivas, obtenham calorias suficientes e mantenham um peso saudável e estável.

Existem diversas formas de estimular o apetite e escolher os melhores alimentos para aumentar o apetite que os idosos podem incorporar nas suas dietas e nos seus hábitos alimentares.

As muitas mudanças fisiológicas e de estilo de vida que o envelhecimento traz, podem causar diferentes formas de perda de apetite entre os idosos.

Mas muitas vezes, as causas para esta situação são problemas de saúde graves que requerem tratamento.

Se ocorrerem mudanças nos hábitos alimentares da pessoa idosa perda ou ganho de peso inexplicável ou letargia geral, o mais aconselhável é consultar o médico, para que seja possível descartar alguma doença.

Ter menos interesse nos alimentos pode ser um efeito secundário do envelhecimento normal.

Mas ao procurar aconselhamento médico sobre o que fazer quando o idoso não come e ao tomar medidas para promover uma alimentação mais saudável, pode ajudar o idoso a obter os nutrientes de que ele necessita.

Quer a falta de apetite do idoso se deva ao envelhecimento típico ou a um problema de saúde, que deve ser tratado por profissionais de saúde qualificados, há algumas coisas práticas que se podem fazer para ajudar o idoso a obter uma nutrição suficiente.

As estratégias para estimular o apetite servem sobretudo para garantir que o idoso tem uma nutrição adequada e suficiente para manter a sua saúde e garantir uma melhor qualidade de vida.

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Referências:

  • Medical Guardian
  • US National Library of Medicine
  • National Institutes of health

*Atenção: O Blog Mais que Cuidar é um espaço informativo, de divulgação e educação sobre temas relacionados com saúde e bem-estar, não devendo ser utilizado como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde.

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