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Sintomas de AVC, causas e tratamentos

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Sabe identificar os sintomas do AVC isquémico ou hemorrágico e que o derrame cerebral é a principal causa de mortalidade e incapacidade em Portugal, com as mulheres a terem maior risco? Três portugueses a cada hora sofrem um Acidente Vascular Cerebral, um dos quais não sobrevive e, dos restantes metade ficará com sequelas incapacitantes.

A Sra Maria Ivone de 78 anos no início da manhã após o banho, sentiu a boca ao lado, com dificuldade em falar e perda de força do lado direito do corpo. O seu marido, o Sr. Carlos alertou imediatamente o 112 que levou a Sra. Maria Ivone para um hospital em Lisboa com via verde AVC que prestou o tratamento adequado.

Após uma semana de internamento, a Sra. Maria Ivone regressou a casa com algumas sequelas de AVC isquémico do lado esquerdo: disartria (dificuldade em falar) e pouca força no lado direito do corpo que implicam novos desafios na sua vida e uma equipa de profissionais de saúde para dar todo o suporte e apoio na sua recuperação e reabilitação.

Segundo a Sociedade Portuguesa do AVC (SPAVC), tem-se verificado uma diminuição de incidência (novos casos) de derrame cerebral, mas a prevalência tem aumentado, sobretudo porque na última década têm aumentado os sobreviventes.

Na loja online de ortopedia e geriatria ou nos Centros Mais que Cuidar no Porto, Entroncamento, Lisboa e Almada pode encontrar à venda produtos de apoio ou se preferir também oferecemos a opção para aluguer de cadeiras de rodas, aluguer de camas articuladas hospitalares entre outros auxílios, além de serviços de cuidados de saúde ao domicílio como o apoio domiciliário, que poderão dar um contributo importante no tratamento do AVC.

Leia este artigo até ao final para saber quais os sintomas de AVC, as causas e tratamentos.

Veja abaixo os tópicos que serão abordados neste artigo:

O que é AVC ou derrame cerebral?

o que e avc ou derrame cerebral

O Acidente Vascular Cerebral (AVC), também conhecido como «derrame cerebral», é uma doença não transmissível e é uma das principais causas de morte, internamento e incapacidade adquirida em todo o mundo.

O AVC é uma situação de emergência médica, que se caracteriza por um défice neurológico de instalação súbita que reflete o compromisso de determinadas regiões do sistema nervoso central e tem uma duração superior a 24 horas.

Quando o défice neurológico tem uma duração inferior a 24 horas, com recuperação total das funções comprometidas, falamos em acidente isquémico transitório (AIT).

Em qualquer dos casos, esta situação resulta de um distúrbio na circulação do cérebro que leva a uma redução do fornecimento de oxigénio às células cerebrais, que assim entram em sofrimento e acabam por morrer.

Portugal é o país da Europa Ocidental com mais mortes por AVC. Por ano, em cada 1000 habitantes, 2 sofrem um AVC.

Todos os anos, cerca de 1,3 milhões de pessoas na Europa sofrem um primeiro AVC. Consequentemente, o impacto socioeconómico do derrame é considerável, com um custo anual na Europa na ordem dos 45 biliões de euros. Segundo as projeções mais recentes da European Stroke Organisation (ESO), a carga global de AVC na Europa sofrerá um aumento de mais de 35% até ao ano 2050 devido, em grande parte, ao envelhecimento da população.

O AVC é uma doença que é totalmente dependente do tempo. Isso significa que quanto mais rápido for o tratamento, maiores são as hipóteses de recuperação completa.

Desta forma, torna-se essencial a identificação dos sinais e sintomas e o atendimento médico imediato.

Tipos de Acidente Vascular Cerebral

Em função do mecanismo envolvido na lesão do tecido cerebral, existem dois tipos de AVC:

  • AVC Isquémico
  • AVC Hemorrágico

AVC Isquémico

avc isquemico o que e

Nestes casos, existe uma obstrução à passagem do sangue em consequência da formação de um coágulo sanguíneo (trombo) no interior de uma artéria cerebral, ou quando um coágulo é transportado para o cérebro depois de se ter formado noutra parte do corpo.

A interrupção do fornecimento de sangue a uma determinada região do cérebro produz sintomas específicos, relacionados com as funções neurológicas dependentes da área afetada.

Este tipo de AVC, vulgarmente designado de trombose, representa cerca de 80% dos casos.

AVC Hemorrágico

avc hemorragico o que e

Resulta da rutura de uma artéria cerebral com consequente hemorragia, sendo os sinais e sintomas agravados pelo aumento súbito da pressão dentro do crânio (intracraniana) e pelo inchaço (edema) dos tecidos. Corresponde aos restantes 20% dos casos.

Como diferenciar um AVC isquémico do AVC hemorrágico?

avc isquemico e avc hemorragico

Não existe uma forma clínica segura, eficaz e definitiva para identificar se o AVC é isquémico ou hemorrágico. A forma mais eficaz para diferenciar qualquer um deles e evitar possíveis complicações, é iniciar o tratamento com a maior urgência possível. Exames de imagem como o TAC ou ressonância magnética  devem ser feitos para promover um diagnóstico mais seguro da doença.

No entanto, cientificamente sabe-se que o AVC hemorrágico costuma apresentar sintomas graves mais rapidamente. O agravamento progressivo do estado de consciência, perda de consciência (desmaio), agravamento súbito dos reflexos neurológicos e convulsões podem indicar um AVC hemorrágico.

Quais são os sinais de que uma pessoa está a sofrer um AVC?

sinais e sintomas de avc ou derrame cerebral

Os sinais do Acidente Vascular Cerebral surgem de um momento para o outro, sem razão imediata evidente. São sinais comuns de AVC o aparecimento súbito de:

  • Diminuição do equilíbrio e instabilidade
  • Desvio da face (“boca ao lado”)
  • Dificuldade em falar ou não entender as palavras que ouve
  • Fraqueza ou paralisia do braço, perna ou face, de um lado do corpo
  • Perda de visão, visão dupla ou visão turva
  • Dor de cabeça intensa e súbita

Por vezes os sintomas de um AVC são difíceis de reconhecer. Infelizmente, a falta de conhecimento pode levar a uma tragédia que poderia ser evitada ou reduzida.

Três perguntas simples podem ajudar na identificação de um AVC (3 F`s!):

  • Fala: pedir à pessoa que diga uma frase. Foi capaz de dizer a frase e com as palavras pronunciadas corretamente?
  • Face: pedir para sorrir. Fica com a boca simétrica ou de um lado não mexe tão bem, ficando com a boca torta?
  • Força nos membros: pedir que levante os braços. Foi capaz de levantar os dois e mantê-los esticados para a frente de forma igual, ou um tem tendência a cair?

Se apresentar pelo menos um destes sinais, isso pode significar um AVC! Telefone de imediato para o 112! É muito importante ir com a máxima urgência ao hospital mais próximo.

Sintomas de AVC

avc sintomas

As manifestações clínicas desta doença vão depender do tipo de acidente vascular cerebral (isquémico ou hemorrágico), da área afetada (localização e extensão) e da idade e estado de saúde geral do doente. Os principais sinais e sintomas de AVC incluem:

Alterações da sensibilidade

sintomas avc dormencia perda ou diminuição da força muscular

As sensações de dormência ou entorpecimento (parestesias), e a perda (anestesia) ou diminuição (hipoestesia) da sensibilidade são frequentes e costumam associar-se às alterações da força muscular.

Dor de cabeça (cefaleias)

sintomas avc dor de cabeça

Quando presente, esta dor de cabeça é súbita, intensa e não cede aos analgésicos.

Alterações visuais

sintomas avc perda subita de visão

A perda súbita da visão é normalmente motivo de grande angústia no doente. Quando a perda da visão é transitória, trata-se da amaurose fugaz. As alterações da visão podem ainda incluir sensação de «sombra» ou «cortina» no campo visual e visão dupla (diplopia).

Alterações motoras

sintomas avc fraqueza ou paralisia dos membros
sintomas avc na face, boca torta

Pode ocorrer paralisia (diminuição ou ausência da motricidade) ou paresia (paralesia incompleta ou diminuição da motricidade) de uma determinada parte do corpo ou de um lado do corpo, dependendo da localização e da extensão da área afetada.

Uma pessoa que tenha sofrido um AVC na parte esquerda do cérebro vai sofrer de fraqueza ou paralisia no lado direito do corpo. Se O AVC ocorrer na parte direita do cérebro as alterações vão surgir no lado esquerdo do corpo.

A perturbação da marcha tem o nome de ataxia.

Também é frequente, a paralisia de um lado da face como mostra a imagem da direita.

Alterações da fala e da compreensão

sintomas avc perda da fala, afasia
sintomas avc dificulade na compreensão

Quando uma pessoa sofre uma lesão no lado esquerdo do cérebro, onde está localizado o centro da linguagem (que se refletirá no lado direito do corpo), pode sentir a sua fala afetada e as competências linguísticas diminuídas.

A perda completa da fala chama-se afasia.

Afasia é um distúrbio de linguagem com prejuízo para a comunicação e compreensão auditiva. Neste caso, a habilidade intelectual pode ser mantida, mas o doente perde total ou parcialmente, a sua capacidade de usar a linguagem, expressar os seus desejos através da fala, compreender a linguagem falada, ler e escrever.

Esta situação provoca grande frustração no doente, que se sente incapaz de comunicar com o exterior e verbalizar o que está a sentir.

Às vezes, a dificuldade só atinge os movimentos da fala (disartria), o que leva à dificuldade em pronunciar sons, tornando a fala da pessoa lenta e incerta.

Alterações da deglutição

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A sequela na deglutição (disfagia) reflete-se na dificuldade em engolir, devido à função afetada dos órgãos da mastigação (lábios, língua, palato) ou na estimulação afetada do reflexo de deglutição. Estas dificuldades podem ser identificadas pela tosse ou pelo pigarro ao engolir. A incapacidade de diagnosticar e tratar estas limitações, podem levar a pneumonia causada pela inalação de comida para os pulmões (aspiração).

Confusão mental e agitação psicomotora

sintomas avc confusão mental

Em função da zona do cérebro afetada, pode surgir desorientação no tempo e no espaço, que pode ser acompanhada de agitação motora, irritabilidade ou mesmo agressividade. Pode existir também a dificuldade no reconhecimento de pessoas próximas como o cônjuge, filhos ou pais.

Alterações das emoções

sintomas avc depressão

Podem surgir também dificuldades em controlar as emoções, ou a expressão de emoções inadequadas. Os problemas mais comuns após um AVC são a depressão e a ansiedade.

Convulsão ou coma

sintomas avc convulsão

Mais comum nos casos de hemorragia intracerebral, em que o hematoma pode aumentar de tamanho e comprimir as estruturas em redor, provocando convulsão ou mesmo o coma.

Causas e riscos que podem provocar um AVC

avc causas e riscos

O AVC isquémico divide-se em quatro subgrupos com diferentes causas:

  1. AVC isquémico cardioembólico: ocorre quando o embolo que causa o derrame cerebral parte do coração.
  2. AVC isquémico aterotrombótico: é provocado por doença que causa formação de placas nos vasos sanguíneos maiores (aterosclerose), provocando a oclusão do vaso sanguíneo ou a formação de embolos.
  3. AVC isquémico de outra etiologia: é o mais comum em pessoas jovens e pode estar relacionado com problemas da coagulação do sangue.
  4. AVC isquémico criptogénico: surge quando a causa do Acidente Vascular Cerebral isquémico não foi identificada, mesmo após investigação detalhada pela equipa médica.

O AVC hemorrágico tem como causa, principalmente, a pressão arterial alta descontrolada e a rutura de um aneurisma. No entanto, também pode ser provocado por outros fatores, como:

  • Arritmias cardiacas.
  • Doenças das válvulas cardíacas.
  • Vasculite (inflamação dos vasos sanguíneos) que pode ser provocada por infeções a partir de doenças como a tuberculose, sífilis e doença de Lyme.
  • Insuficiência cardíaca (IC).
  • Enfarte agudo do miocárdio (EAM).
  • Malformações cardiacas congénitas.
  • Ferimentos na cabeça ou no pescoço.
  • Tratamento com radiação para cancro no pescoço ou cérebro.
  • Hemofilia ou outros distúrbios da coagulação do sangue.

Existem inúmeros fatores de risco, muitos deles comuns à maioria das doenças cardiovasculares, e que podem ser divididos em modificáveis e não modificáveis:

Fatores de risco modificáveis:

avc riscos como prevenir
  • Hipertensão arterial;
  • Diabetes mellitus;
  • Tabagismo;
  • Stress;
  • Dislipidémia (alterações dos lípidos ou gorduras no sangue);
  • Obesidade;
  • Sedentarismo;
  • Apneia obstrutiva do sono;
  • Consumo excessivo de álcool;
  • Abuso de drogas;
  • Tratamentos hormonais (ex: contracetivos hormonais ou terapêuticas de substituição que contenham estrogénios);
  • Doenças cardíacas (ex: arritmias, doenças das válvulas cardíacas);
  • Malformações das artérias ou das veias cerebrais.

Fatores de risco não modificáveis:

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  • Idade (superior a 55 anos);
  • Sexo (os homens são habitualmente mais afetados, contudo, depois dos 50 anos, o risco entre homens e mulheres é semelhante em virtude da diminuição dos níveis de estrogénio que ocorre com a menopausa);
  • Raça (pessoas de raça africana têm um risco acrescido de doença cerebrovascular e cardiovascular);
  • Episódio anterior de AVC, AIT ou outra doença cardiovascular;
  • Antecedentes familiares de doença cardiovascular ou cerebrovascular.

Como prevenir o AVC?

avc como prevenir

Como vimos, muitos fatores de risco contribuem para o aparecimento de um derrame cerebral.

Alguns desses fatores não podem ser modificados, outros entretanto, dependem apenas da pessoa e são os principais para prevenir o Acidente Vascular Cerebral tais como:

  • Não fumar.
  • Não consumir álcool em excesso;
  • Não consumir drogas;
  • Manter uma alimentação saudável;
  • Beber bastante água diariamente;
  • Manter o peso ideal;
  • Praticar exercício físico regularmente;
  • Controlar a pressão arterial
  • Controlar os níveis de glicemia e de colesterol

A adequação dos hábitos de vida diária é primordial para a prevenção do AVC.

 

AVC Diagnóstico

avc diagnóstico

O diagnóstico de AVC é da responsabilidade do médico e habitualmente, é feito por serviços de saúde de emergência, com base no conjunto de sintomas e nos resultados dos exames de imagem.

O objetivo é identificar a causa do AVC (obstrução ou hemorragia), o local, a extensão e a gravidade da lesão e fazer o encaminhamento rápido do doente para o serviço especializado no tratamento.

Quais os exames para diagnosticar AVC?

avc exames para diagnosticar

Os exames mais utilizados para diagnosticar o derrame são:

  • Tomografia Axiar Computadorizada (TAC)
  • Ressonância magnética (RM)
  • Ultrassonografia das artérias vertebrais e das carótidas
  • Angiografia cerebral (método radiológico que estuda o interior dos vasos sanguíneos)
  • Análises ao sangue (o nível de açúcar no sangue é medido imediatamente, porque um nível baixo de açúcar no sangue (hipoglicemia) causa ocasionalmente, sintomas similares aos dos AVC, como paralisia de um lado do corpo).
  • Eletrocardiograma

Sequelas AVC isquémico e hemorrágico

sequelas avc isquémico e hemorrágico

Mais de dois terços dos sobreviventes ficam com sequelas após um AVC. Podem ser mais ligeiras ou mais graves, algumas reversíveis e outras permanentes, mas com impacto na qualidade de vida quer pessoal, familiar, social e profissional.

Muitas destas complicações podem ser ultrapassadas, ou, pelo menos o doente deve aprender a viver com elas. A reabilitação deve ser iniciada o mais cedo possível.

Geralmente, os principais danos físicos são a perda da força, equilíbrio e tonus muscular de um dos lados do corpo que dificulta o movimento para andar, sentar ou deitar e, em alguns casos, o doente fica acamado ou usa cadeira de rodas para se movimentar.

Alterações da fala

Muitos doentes têm dificuldade em falar, tendo o tom de voz muito baixo, não conseguindo dizer algumas palavras de forma completa (disartria) ou mesmo perdendo totalmente a capacidade para falar (afasia), o que dificulta a interação com a família e os amigos.

Apraxia

sequelas avc apraxia dificuldade em se expressar

Além da dificuldade na fala, um doente de AVC com apraxia perde a capacidade de se expressar por gestos e mímicas e de realizar tarefas motoras em sequências. Por exemplo: a pessoa sabe o que é uma chave e sabe o que é uma fechadura, mas não consegue ligar uma coisa à outra, inserindo a chave na fechadura.

É uma sequência que o doente não sabe fazer. Nestas situações o doente precisa de reaprender a fazer estes processos através de exercícios de repetição. Ele precisa de ter consciência de um conjunto de movimentos que anteriormente, eram automáticos.

Perda de mobilidade

sequelas avc paresia ou heliplegia dificuldade em andar

A dificuldade em andar, deitar ou sentar ocorre devido à perda de força, de músculo e de equilíbrio de um dos lados do corpo, apresentando o braço e a perna de um dos lados do corpo paralisado e caído, conhecida por hemiplegia.

Habitualmente, o braço e a perna afetados ficam rígidos e é difícil de movimentar, sendo que a sensibilidade do lado atingido pode diminuir, aumentando o risco de queda e de traumatismo.

Alterações na face

sequelas avc boca torta

A face pode ficar assimétrica, podendo apresentar a «boca torta», olho caído de apenas um dos lados da face e testa sem rugas.

Alguns doentes têm dificuldade em engolir alimentos sólidos ou líquidos, conhecido por disfagia, o que aumenta o risco de engasgamento, e por isso, torna-se necessário adequar os alimentos à capacidade do doente para comer, preparando alimentos moles ou usar espessantes para otimizar a consistência das refeições.

O doente pode ver o ouvir mal do lado das alterações.

Incontinência urinária e fecal

sequelas de avc incontinência urinária e fecal uso de fraldas

A incontinência urinária e das fezes é frequente e, o doente não consegue sentir a vontade de ir à casa de banho, sendo na maioria das situações, necessário a utilização de fraldas e noutras, a utilização de algália.

Confusão e perda de memória

sequelas avc confusão ou perda de memória

O doente pode apresentar confusão e ter dificuldade em compreender ordens simples e em reconhecer objetos familiares (agnosia visual), não sabendo para que servem, como usar a escova dos dentes para pentear os cabelos, por exemplo.

Por outro lado, a perda de memória pode levar à dificuldade na orientação no tempo e no espaço.

Nestas situações, o doente normalmente necessita do apoio de um familiar ou de um cuidador profissional para ajudar a realizar as suas atividades de vida diária.

Depressão e sentimentos de revolta

sequelas avc depressão e isolamento

É frequente o doente que teve um derrame cerebral, desenvolva uma depressão causada pela alteração hormonal e pela dificuldade em viver com as alterações repentinas causadas pela doença, podendo levar a aumento da irritabilidade e isolamento do doente.

Esquecimento da parte do corpo afetada

sequelas avc esquecimento da parte afetada do corpo

Esta sequela surge quando o doente tem falta de percepção da metade afetada do corpo, como se essa parte já não lhe pertencesse. Trata-se de uma sequela grave mas que normalmente desaparece depois dos três primeiros meses.

Os quadros de esquecimento podem ser de três tipos: visual, motor e sensitivo. Ou seja, o doente consegue movimentar-se, perceber e sentir as coisas, mas o cérebro não processa essas possibilidades.

Esta situação é trabalhada pela equipa de reabilitação no sentido de praticar exercícios com o doente de forma a que ele volte a percecionar o lado afetado.

Lesões no tronco cerebral

sequelas avc lesões cerebrais

O tronco cerebral é a parte do encéfalo que pode ser atingida em doentes com AVC.  É no tronco cerebral que estão localizados os centros responsáveis pelas atividades vitais, como a respiração. Lesões no tronco cerebral podem deixar sequelas graves e até mesmo, levar à morte (a gravidade dependerá da extensão da lesão).

Doentes com este tipo de sequela podem apresentar paralisia nos dois lados do corpo, estrabismo e dificuldade em engolir.

Alterações do comportamento

sequelas avc agitação e apatia

As alterações do comportamento são comuns em doentes de derrame e são provocadas por uma lesão na parte frontal do cérebro. O doente geralmente tem quadros de agitação e quadros de apatia, passando por sintomas como a perda de iniciativa ou as explosões de raiva sem causa aparente.

AVC tem cura?

cura de avc

Não existe uma resposta pré-estabelecida para esta pergunta. Como vimos anteriormente, o derrame cerebral não tem uma causa única e um tratamento generalizado.

O seu impacto depende das áreas do cérebro afetadas e da gravidade da lesão pelo que o tratamento e a recuperação são diferentes de pessoa para pessoa.

Mesmo não tendo sofrido nenhum efeito, ou quase, que altere as suas capacidades, esses sobreviventes de AVC (cerca de um terço) deverão sempre realizar alterações ao seu estilo de vida e controlar os fatores de risco para a prevenção de um novo AVC.

Tratamentos após um AVC

tratamentos após diagnóstico de avc isquémico ou hemorrágico

O tratamento de AVC isquémico pode incluir:

  • Medicamentos: como antiplaquetários, medicamentos para controlar a hipertensão, anticoagulantes e medicamentos para destruir coágulos).
  • Injeção de um medicamento através de um cateter para dissolver o coágulo (trombólise intra-arterial).
  • Inserção de um cateter numa artéria, geralmente na virilha, e depois através da aorta até uma artéria do pescoço.
  • Uso de instrumentos através do cateter para retirar um coágulo (trombectomia mecânica).
  • Cirurgia para remover depósitos de gordura que estejam a obstruir o fluxo sanguíneo numa artéria do pescoço (endarterectomia).

O tratamento do AVC hemorrágico pode incluir:

  • Tratamentos que ajudem o sangue a coagular, como vitamina k e transfusões de plasma fresco ou de plaquetas.
  • Controlo da pressão arterial elevada
  • Inserção de stents através de um cateter até à área afetada para tratar uma rutura de aneurisma cerebral (a causa mais comum de hemorragia sub-aracnoideia), um tipo de avc hemorrágico)
  • Quando necessário, cirurgia para retirar sangue acumulado ou colocação de um dreno para aliviar o aumento da pressão no crânio (pressão intra-craneana).

O foco dos tratamentos posteriores e contínuos é:

  • Prevenir AVC posteriores
  • Prevenir e tratar os problemas que os derrames cerebrais podem causar
  • Ajudar as pessoas a recuperar o máximo possível as suas funções (reabilitação).

Como é a recuperação depois de um AVC?

recuperação após avc

Reabilitação multidisciplinar

Como vimos anteriormente, as sequelas de um derrame podem ser as mais variadas, de acordo com as áreas do cérebro atingidas. Por isso, é muito importante que o doente de AVC possa ter acesso, conforme as suas necessidades, a uma reabilitação multidisciplinar.

Como é formada a equipa de reabilitação?

equipa de reabilitação avc

No processo de reabilitação estão envolvidos os doentes, os cuidadores e os profissionais de saúde de diferentes valências e intervenções:

Médico Fisiatra

médico fisiatra ao domicilio em portugal avc

Habitualmente elabora um plano terapêutico, que envolve o doente e a equipa pluriprofissional e tem o foco na funcionalidade e na qualidade de vida do doente. É o responsável pela coordenação da equipa e pela gestão e tratamento de sequelas de AVC que incluem: dor, espasticidade, depressão, disfagia, incontinência, etc.

Os tratamentos mais usados por este profissional de saúde no tratamento e reabilitação do Acidente Vascular Cerebral incluem:

  • Infiltrações articulares
  • Bloqueios de nervos periféricos
  • Toxina botulínica na espasticidade
  • Videofluoroscopia da deglutição
  • Estudos urodinâmicos
  • Ecografia músculo-esquelética

Enfermeiros de reabilitação

enfermagem ao domicilio em portugal avc

São responsáveis pela reeducação funcional motora, treino de atividades de vida diária e ensino sobre otimização ambiental.

Além disso, as suas principais intervenções no processo de reabilitação do doente com AVC incluem:

  • Posicionamento e transferências
  • Promover o Autocuidado
  • Apoio à mobilidade e locomoção
  • Estimulação cognitiva
  • Alimentação
  • Cuidados com a pele
  • Treino e controlo de esfincteres
  • Ensino ao doente, familia e cuidadores

Aconselhamento sobre uso de ajudas técnicas e produtos de apoio: camas articuladas, colchões, cadeiras de rodas, poltronas e cadeirões, cadeiras de banho, andarilhos, muletas, bengalas, ajudas na transferência, etc

Fisioterapeuta

fisioterapia em portugal avc

O fisioterapeuta é responsável por manter e restaurar o máximo movimento e capacidade funcional do doente. As técnicas de tratamento, exercícios e atividades que mais utiliza incluem:

  • Relaxamento dos músculos
  • Manter as articulações a funcionarem corretamente
  • Posicionamento correto
  • Estimular movimentos e ganhar força
  • Melhorar a sensibilidade
  • Melhorar o equilíbrio e mudanças de posição
  • Treino da marcha e resistência ao esforço

Terapeuta Ocupacional

terapia ocupacional em portugal avc

Ajuda a facilitar e capacitar o doente para as atividades do dia-a-dia, bem como ocupações significativas para restaurar funções. As principais atividades, exercícios e técnicas que utiliza são:

  • Atividades dos membros superiores
  • Funcionalidade da mão
  • Sensibilidade dos membros superiores
  • Ensino das AVD (Atividade Vida Diárias)
  • Produtos de apoio e adaptações em casa
  • Uso da cadeira de rodas

Saiba como escolher a melhor cadeira de rodas

Terapeuta da Fala

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Tem um papel fundamental na avaliação, no diagnóstico e no tratamento das perturbações da fala, da linguagem e da deglutição. Para isso, utiliza exercícios, técnicas de tratamento e ensino de estratégias para:

  • Ler e escrever
  • Comunicar
  • Articulação verbal e voz
  • Engolir, beber e comer
  • Linguagem

psicólogo em portugal avc

É da sua responsabilidade realizar avaliações psicológicas e fazer o acompanhamento psicológico, bem como fazer a identificação e reabilitação de alterações cognitivas. Desta forma, as suas avaliações, técnicas e exercícios incluem:

  • Treino cognitivo
  • Ensino de estratégias
  • Funções cognitivas

Assistente social

assistente social em portugal avc

Organiza recursos e presta cuidados ao nível psicossocial, relacional e cultural que envolve avaliações, acompanhamento e ações relacionadas com:

  • Habitação, emprego e finanças
  • Ajudas sociais, impostos e financiamento dos Produtos de Apoio
  • Direitos

Nutricionista

nutricionista em portugal avc

Define o melhor regime alimentar para o tratamento e prevenção de complicações e desenvolve estratégias para conciliar as necessidades nutricionais do doente. Para isso, faz:

  • Proposta de dieta
  • Avaliação do estado nutricional e necessidades do doente
  • Adaptações da alimentação e suplementos

Ortoprotesico

ortoprotesico em portugal avc

Estuda, constrói, adapta e aplica dispositivos biomecânicos. Adapta o domicílio do doente e locais de trabalho de forma a reduzir barreiras. As suas intervenções incluem o estudo e a adaptação de produtos de apoio, tais como:

Adaptar a casa para um doente de AVC

adaptar a casa para um doente de avc

O regresso a casa do doente que sofreu um AVC pode ser um momento psicologicamente complexo porque:

  • Pode ser o regresso à familia, a um ambiente conhecido e reconfortante;
  • Mas também pode ser um momento emocionalmente difícil e duro, a que se associa a sensação de desamparo, pela falta dos recursos materiais e humanos, do ambiente hospitalar.

Assim, é muito importante criar um ambiente acolhedor, com o mínimo de dificuldades possível. Pode ser necessário adaptar a casa às características da pessoa que sofreu um derrame cerebral, especialmente se precisar de cadeira de rodas.

Existe também a possibilidade de solicitar a visita de um técnico especializado da Mais que cuidar para realizar um estudo e levantamento das adaptações que podem ser feitas em casa tendo em conta as necessidades do doente.

Nalgumas situações, o aluguer de produtos de apoio como camas articuladas, poltronas, cadeiras de rodas e cadeiras de banho poderão ser a melhor opção uma vez, que o doente se encontra num processo de reabilitação e tem grande potencial de melhoria e recuperação.

Adaptar o quarto

adaptar quarto avc

No quarto do doente que sofreu um AVC podem ser implementadas alterações de forma a melhorar a mobilidade, a segurança e o conforto. No quarto devemos ter atenção à cama e à disposição das mesas de cabeceira.

O quarto deve ser arejado, bem iluminado e estar a uma temperatura média (nem muito quente, nem muito frio).

Caso o doente apresente dificuldades de mobilidade e necessite de utilizar uma cadeira de rodas, deve configurar-se o quarto de forma a que permita a circulação da cadeira e facilite a passagem da cadeira de rodas para a cama e vice versa.

Devem ser retirados tapetes ou outros objetos que possam interferir com o andar do doente no quarto.

Cama Articulada

avc cama articulada hospitalar

A cama é um dos locais onde o doente passará a noite e algumas horas do dia. Nalguns casos mais complicados, o doente terá a necessidade de passar o dia todo na cama.

A altura da cama deve permitir que a pessoa possa sentar-se nela confortavelmente, com os pés assentes no chão.

Conheça as 5 grandes vantagens das camas articuladas.

Na fase inicial da recuperação deve ser avaliada a hipótese de adquirir uma cama articulada elétrica regulável em altura. Mais tarde, à medida que o doente for fazendo progressos na sua recuperação, poderá dispensá-la. É por isso, aconselhável ponderar as vantagens de fazer o aluguer de uma cama articulada elétrica e só fazer a compra se vier a ser necessária permanentemente.

Cama articulada hospitalar: comprar ou alugar? Confira

Atualmente existem camas articuladas eléctricas com a regulação da altura do estrado ao chão que facilitam a entrada e saída do doente e por outro lado, facilitam, o trabalho dos cuidadores evitando por exemplo, lesões nas costas.

Estas camas têm um design moderno e agradável, sobretudo as que utilizam madeiras nas cabeceiras e nas guardas laterais e habitualmente enquadram-se bem no ambiente doméstico evitando assim, as recordações das camas de ferro do hospital.

As guardas laterais da cama são importantes para garantir segurança do doente, e podem ajudar também, no seu posicionamento e movimentação na cama.

O pendural é um acessório que pode ser colocado na estrutura da cama, na zona da cabeceira e que pode ser uma ajuda interessante na mobilização do doente na cama porque pode estimular a força e o membro superior (braço) afetado.

Algumas camas articuladas elétricas permitem também a elevação da zona dos pés que pode ser muito útil se o doente apresentar inchaços (edemas) ou problemas de circulação nas pernas ou pés.

Colchão ortopédico / anti-escaras

colchão ortopedico anti-escaras avc

Tal como a cama articulada, a escolha do colchão é muito importante para garantir todo o conforto ao doente e ajudá-lo na sua recuperação. Normalmente, os colchões para camas articuladas hospitalares são chamados de colchões ortopédicos, colchões hospitalares ou colchões anti-escaras.

Preferencialmente, o colchão deve ter uma altura mínima de 15 cm e deve ser composto por espumas de viscoelástico e espumas de alta resiliência (HR) com a densidade de pelo menos 40 Kg/m3. A espuma de viscoelástico deve ter uma altura de pelo menos 4 cm e uma densidade de 50 Kg/m3. A capa deve ser impermeável e em tela viscoelástica para facilitar a sua limpeza e a ajudar na proteção da pele.

Este tipo de composição dos colchões proporciona grande conforto e comodidade ao doente e ajuda a prevenir lesões na pele.

Mesas especiais e de apoio

mesa especial de apoio avc

A mesa de cabeceira deve ser colocada do «lado são» do doente porque facilita a sua  autonomia.

Existem mesas especiais que poderão ser muitos úteis: as mesas de apoio e as mesas de trabalho para comer, escrever, ler, etc. Estas mesas devem ser estáveis, sólidas e com altura adequada (de preferência reguláveis em altura). Existem ainda mesas especiais para cadeiras de rodas.

Poltrona ou sofá ortopédico

poltrona sofá ortopédico avc

A existência de uma poltrona no quarto do doente poderá ser muito útil para promover o descanso e o conforto. Sempre que possível, o doente deve fazer levante da cama para evitar as complicações associadas às situações de acamado. Por norma, os sofás tradicionais são muito baixos e não reclinam.

Existem poltronas que reclinam de forma manual ou elétrica e ajudam a pessoa a ter uma posição de descanso e conforto. Existem ainda outras poltronas elétricas que para além de reclinar para trás, também ajudam a pessoa a levantar-se ou a sentar-se de forma mais cómoda e segura.

Há também mesas de apoio apropriadas para pessoas que estão sentadas em poltronas que são muito estáveis e funcionais.

Adaptar a casa de banho

avc adaptar a casa de banho

Podem ser feitas algumas adaptações ao nível da casa de banho de forma a assegurar a segurança, a melhor mobilidade e conforto para o doente com AVC.

Alteador de sanita

avc alteador de sanita

Ao nível da sanita, de forma a facilitar o sentar e o levantar, pode ser adaptado um alteador de sanita e colocado um quadro de sanita para o doente utilizar a força dos braços para se sentar e para se levantar. Existem alteadores de sanita reguláveis em altura com apoio de braços.

Cadeiras para banheira

avc cadeiras para banheira

Em situações em que o doente tome banho na banheira, existem vários produtos de apoio que podem ser utilizados:

  • A prancha de banheira é indicada para situações em que o doente tem equilíbrio de tronco. É um produto de apoio muito fácil de utilizar e simples de aplicar na banheira.
  • A cadeira de banho rotativa, é um dos produtos de apoio mais utilizados em situações em que o doente apresenta graves problemas de mobilidade. Ela permite que o doente se sente fora da banheira, e depois levantando os pés, permite que o doente fique sentado de forma segura e confortável dentro da banheira. Normalmente, estas cadeiras de banho para banheira têm um formato ergonómico que facilita a higiene íntima.
  • O elevador de banheira eletrónico é uma solução a considerar em situações em que os doentes têm o hábito e o gosto de tomar banho de forma imersiva na banheira.

Existem degraus especiais anti-derrapantes que facilitam a entrada do doente na banheira.

Cadeiras e bancos para poliban

avc cadeiras e bancos para poliban

Nas situações que existe casa de banho com poliban pode ser indicado a utilização de um banco ou uma cadeira especial. Estes produtos de apoio no poliban têm os pés anti-derrapantes e são reguláveis em altura permitindo a adaptação ao utilizador. Existem modelos com apoio de costas e com apoios de braços para oferecerem mais segurança e conforto ao doente.

Há também modelos especiais para serem fixados na parede do poliban.

Cadeiras de banho com rodas

avc cadeiras de banho com rodas

Em casos de doentes, com complicações graves de AVC ao nível da mobilidade, pode ser adequado a utilização de uma cadeira de banho com rodas. Estas cadeiras são utilizadas sobretudo para fazer a higiene do doente dentro do poliban e também facilitam as necessidades fisiológicas na sanita porque se adaptam facilmente na sanita e têm uma abertura no assento para o efeito.

Existem modelos em que o doente tem autonomia para controlar a cadeira de banho e outros modelos em que necessita da ajuda de outra pessoa para se deslocar.

Barras de apoio

avc barras de apoio

As barras de apoio são muito importantes para garantir segurança ao doentes na casa de banho. Habitualmente são colocadas na parede da banheira ou do poliban e podem ser fixas ou destacáveis com um mecanismo de ventosas.

Há ainda barras de apoio para colocar ao lado da sanita que são rebatíveis e outras para colocar na parte externa da banheira de forma a facilitar a entrada e saída do doente.

O apoio da família dos doentes durante a reabilitação

avc apoio da família na reabilitação

O apoio prestado pela família a um doente a recuperar de um AVC é fundamental para o sucesso da recuperação e da reabilitação. Habitualmente, quando o doente regressa a casa, os seus familiares serão responsáveis por assegurar os tratamentos posteriores, e pela procura de soluções e formas de melhorar a qualidade de vida do doente.

Cuidar de um membro da família que sofreu um derrame cerebral, pode ser um grande desafio, com uma elevada exigência física, mental e emocional que se caracteriza pela incerteza sobre o futuro que podem deixar o cuidador ou os cuidadores bastante exaustos.

Quando a família se prepara para os meses iniciais após o Acidente Vascular Cerebral é importante tomar a decisão sobre quem será o cuidador principal, e os termos em que ele pode cumprir o seu papel.

Sabendo que a saúde mental e física dos cuidadores exigem quase a mesma atenção que o doente, e eles também devem ter horas e dias de descanso.

Nestas situações pode ser muito útil contratar um serviço de apoio domiciliário para dar todo o suporte necessário ao doente e sua família.

Conclusão

avc conclusão médica

“Action Plan For Stroke in Europe 2018-2030” é o título do documento que estabelece objetivos e metas para proporcionar melhores cuidados aos doentes com AVC na Europa, a partir da intervenção em quatro áreas de atuação estruturais (prevenção primária, fase aguda, reabilitação e vida Pós-AVC), o qual deve ser implementado de forma faseada até 2030, adaptando as estratégias à realidade local de cada país.

O derrame cerebral continua a ser a principal causa de morte em Portugal. É fundamental desenvolver estratégias na área da educação para a saúde da população de forma a ter uma prevenção eficaz desta doença.

Após o Acidente Vascular Cerebral, o desafio é o seu tratamento no mais rápido período de tempo possível, de forma a diminuir ao máximo as suas sequelas e complicações.

No processo de reabilitação e vida pós-avc é muito importante o envolvimento da família do doente e as competências de uma equipa multidisciplinar de forma a promoverem uma melhor readaptação e reintegração do doente no seu ambiente familiar e social.

Nesse processo de reabilitação, sobretudo no regresso do hospital para casa, é importante o apoio de uma estrutura multidisciplinar como a Mais que Cuidar que oferece soluções rápidas e profissionais nas questões relacionadas com a adaptação da casa para melhorar a mobilidade, a segurança e o conforto do doente, bem como todos os serviços de suporte na assistência domiciliária nos cuidados de saúde, como o apoio domiciliário, a enfermagem, a fisioterapia, a terapia da fala e a fisiatria.

Referências

*Atenção: O Blog Mais que Cuidar é um espaço informativo, de divulgação e educação sobre de temas relacionados com saúde e bem-estar, não devendo ser utilizado como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde.

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