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Quais as 5 principais doenças do coração nos idosos?

Quais as 5 principais doenças do coração nos idosos?

Estamos todos a envelhecer. Estima-se que cerca de 60% das pessoas na Europa terão mais de 65 anos de idade em 2050.

A proporção da população com mais de 80 anos, está a aumentar mais rapidamente e a esperança de vida em todas as idades também está a aumentar.

Aos 65 anos a esperança de vida varia de 14,9 a 18,9 anos e aos 80 anos de 6,9 a 9,1 anos para homens e mulheres, respetivamente.

As doenças cardiovasculares são a causa de morte mais frequente em pessoas com mais de 65 anos de idade, sendo também responsáveis por uma morbilidade considerável e uma grande incapacidade.

Doenças cardiovasculares como a hipertensão e a doença cerebrovascular, e doenças cardíacas como a doença arterial coronária, arritmias e insuficiência cardíaca, aumentam a incidência com o avançar da idade.

O próprio processo de envelhecimento também afeta o sistema cardiovascular. É difícil diferenciar o envelhecimento normal, que é inevitável, das doenças relacionadas com a idade e que são potencialmente evitáveis ou tratáveis.

Os pacientes mais velhos diferem dos pacientes de qualquer idade em virtude das suas outras comorbilidades e da utilização múltipla de medicamentos.

Quanto mais se conhecer as mudanças que acontecem no corpo à medida que se dá o envelhecimento e como lidar com elas, melhor será a preparação para lidar com todas as mudanças de saúde, incluindo as doenças do coração.

Como o coração muda com a idade

As pessoas com 65 anos ou mais são muito mais propensas do que as mais novas a sofrer um ataque cardíaco, a ter um AVC, ou a desenvolver doenças coronárias, vulgarmente conhecidas como doenças cardíacas e insuficiência cardíaca.

As doenças cardíacas são também uma das principais causas de incapacidade, limitando a atividade e prejudicando a qualidade de vida de milhões de pessoas mais idosas.

O envelhecimento pode causar alterações no coração e nos vasos sanguíneos. Por exemplo, à medida que se envelhece, o coração não pode bater tão depressa durante a atividade física ou em momentos de stress como quando se é mais novo.

Contudo, o número de batimentos cardíacos por minuto, ou o ritmo cardíaco, em repouso não se altera significativamente com o envelhecimento normal.

As mudanças que acontecem com a idade podem aumentar o risco de doença cardíaca de uma pessoa.

Uma das principais causas de doença cardíaca é a acumulação de depósitos de gordura nas paredes das artérias durante muitos anos.

A boa notícia é que há coisas que se podem fazer para atrasar, atenuar, ou possivelmente evitar ou inverter o risco associado a estas doenças.

A mudança mais comum que ocorre com o envelhecimento, é o aumento da rigidez das grandes artérias, chamada aterosclerose, ou endurecimento das artérias.

Este processo causa tensão arterial elevada, ou hipertensão, que se torna mais comum à medida que envelhecemos.

A tensão arterial elevada e outros fatores de risco, incluindo o avanço da idade, aumentam o risco de desenvolver aterosclerose.

Como existem vários fatores de risco modificáveis para a aterosclerose, esta não é necessariamente uma parte normal do envelhecimento.

A placa acumula-se dentro das paredes das artérias e, com o tempo, endurece e causa o seu estreitamento, o que limita o fluxo de sangue rico em oxigénio para os órgãos e outras partes do corpo.

O oxigénio e os nutrientes do sangue são fornecidos ao músculo cardíaco através das artérias coronárias.

As doenças cardíacas desenvolvem-se quando a placa se acumula nas artérias coronárias, reduzindo o fluxo de sangue para o músculo cardíaco. Com o tempo, o músculo cardíaco pode ficar enfraquecido ou danificado, resultando em insuficiência cardíaca.

Os danos cardíacos podem ser causados por ataques cardíacos, hipertensão arterial de longa duração, diabetes e uso crónico de bebidas alcoólicas.

A idade pode causar outras mudanças no coração, como por exemplo:

Existem alterações relacionadas com a idade no sistema elétrico que podem levar a arritmias, um batimento cardíaco rápido, lento ou irregular, e consequentemente à necessidade de um pacemaker.

As válvulas, que são as partes unidirecionais, semelhantes a portas que se abrem e fecham para controlar o fluxo sanguíneo entre as câmaras do coração, podem tornar-se mais espessas e mais rígidas.

Válvulas mais rígidas podem limitar o fluxo de sangue para fora do coração e provocar fugas, o que pode causar a acumulação de fluido nos pulmões ou em certas partes do corpo, como as pernas, pés e abdómen.

As câmaras do coração podem aumentar de tamanho. A parede do coração engrossa, pelo que a quantidade de sangue que uma câmara pode conter pode diminuir, apesar do aumento do tamanho total do coração.

O coração pode encher-se mais lentamente. A hipertensão prolongada é a principal causa do aumento da espessura da parede do coração, o que pode aumentar o risco de fibrilação atrial, um problema comum de ritmo cardíaco nas pessoas mais velhas.

Com o avançar da idade, as pessoas tornam-se mais sensíveis à ingestão de sal, o que pode causar um aumento da pressão sanguínea e inchaço do tornozelo ou dos pés.

Outros fatores, tais como doenças da tiróide ou quimioterapia, podem também enfraquecer o músculo cardíaco.

Existem ainda outros fatores que não se podem controlar, como a história médica familiar, que podem aumentar o risco de desenvolver doenças cardíacas.

5 principais doenças do coração nos idosos

Levar um estilo de vida saudável pode ajudar a evitar ou atrasar as doenças mais graves que afetam o coração. Mas, quais são então as principais doenças do coração nos idosos?

Tensão alta

Esta é uma das doenças cardíacas mais frequentes nos idosos. A pressão sanguínea considera-se alta quando está acima de 140 x 90 mmHg em 3 avaliações médicas consecutivas.

A tensão arterial alta está geralmente associada ao excesso de consumo de sal na alimentação, associado a um estilo de vida sedentário e antecedentes familiares da doença.

Por outro lado, pessoas com uma dieta bem equilibrada podem desenvolver a doença devido ao envelhecimento dos vasos, que aumentam a pressão sobre o coração e dificultam a contração cardíaca.

Embora raramente provoque sintomas, a pressão alta deve ser controlada, porque pode causar o desenvolvimento de outros problemas de saúde mais graves, como a insuficiência cardíaca, aneurisma ou AVC.

Cardiopatia isquémica

Este problema cardíaco ocorre quando as artérias que transportam o sangue para o coração ficam entupidas e deixam de poder levar oxigênio suficiente ao músculo cardíaco.

Desta forma, as paredes do coração podem ficar com a sua capacidade de contração total ou parcialmente reduzida, o que leva a dificuldades no bombeamento de sangue no coração.

Geralmente, a cardiopatia é mais frequente quando o colesterol está alto, mas pessoas com diabetes ou hipotireoidismo também têm maior probabilidade de desenvolver esta doença.

Os sintomas incluem dor constante no peito, palpitações e cansaço excessivo depois de caminhar ou subir escadas.

Esta doença do coração deve ser tratada para evitar a ocorrência de complicações mais graves, como a insuficiência cardíaca, arritmias ou paragem cardíaca.

Insuficiência cardíaca

A insuficiência cardíaca, ou insuficiência cardíaca congestiva, é uma doença que impede o coração de bombear o sangue de forma adequada. Embora o coração continue a bombear sangue, não o faz a um ritmo suficientemente adequado para que o organismo continue a funcionar.

A fadiga e a falta de ar são sintomas comuns que, se não forem tratados, podem ter um grande impacto nas atividades diárias do idoso. Mesmo em coisas simples como caminhar ou subir escadas.

Arritmia

A arritmia cardíaca representa um ritmo anormal do coração. Assim, o coração pode bater demasiado lento, demasiado rápido, ou de forma irregular.

Sem um ritmo adequado, o coração não funciona de forma tão eficaz, levando a que possa não ser capaz de bombear sangue suficiente para fornecer oxigénio e nutrientes a outros órgãos.

Complicações da válvula cardíaca

As complicações da válvula cardíaca podem ser variadas e afetar o coração de diferentes formas.

No caso da estenose, as válvulas do coração não abrem o suficiente para permitir que o sangue circule de forma normal.

Quando as válvulas do coração não fecham de forma correta, permitindo a passagem do sangue, ocorre a regurgitação.

Tal como as artérias do coração, as válvulas cardíacas também precisam de funcionar corretamente para evitar complicações de saúde no coração que podem ter grande impacto na vida do idoso.

Conclusão

A doença cardíaca é a condição mais frequente em idosos e é uma das principais causas de morte.

Os problemas mais comuns que levam a estadias hospitalares são a insuficiência cardíaca, a doença arterial coronária e a fibrilação atrial.

Para as pessoas com mais de 75 anos, a tensão arterial elevada é a condição cardíaca mais comum.

O envelhecimento normal provoca a rigidez do coração e dos vasos sanguíneos, o que pode levar à ocorrência destas doenças nas pessoas idosas.

A tensão arterial aumenta com a idade. Ao longo da vida, 9 em cada 10 indivíduos têm tensão arterial elevada ou hipertensão arterial.

O ritmo cardíaco máximo também diminui à medida que se envelhece, devido a mudanças na capacidade do coração para se adaptar às suas próprias condições.

Por outro lado, a função e mobilidade, diminuem à medida que os músculos enfraquecem.

Ser fisicamente ativo é a melhor forma de abrandar a perda muscular e manter a capacidade aeróbica.

Embora muitos idosos permaneçam independentes, a sua capacidade para fazer atividade física moderada ou extenuante diminui, a não ser que tomem medidas para preservar a capacidade e a autonomia física.

Mesmo na velhice a prática de exercício físico aliado a uma alimentação saudável, continuam a ser imprescindíveis para manter uma boa saúde e atenuar os efeitos naturais do envelhecimento.

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Referências:

  • Sociedade Portuguesa de Cardiologia
  • National institute on Aging
  • Health Heart and Aging
  • Journal Heart

*Atenção: O Blog Mais que Cuidar é um espaço informativo, de divulgação e educação sobre temas relacionados com saúde e bem-estar, não devendo ser utilizado como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde.

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