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Tensão arterial baixa, normal ou alta: valores ideais, quais os riscos e como medir?

16 de Dezembro de 2019
tensão arterial valores ideais como medir

Sabe quais são os valores de tensão arterial baixa, normal e alta (hipertensão)? Consulte a tabela de tensão arterial para saber os valores ideais para sua pressão.

Segundo a Fundação Portuguesa de Cardiologia, em Portugal, existem cerca de dois milhões de hipertensos. Todavia, deste número, apenas:

  • 50% sabe que sofre desta patologia;
  • 25% está medicado;
  • 11% tem a tensão efectivamente controlada.

Exactamente por existir uma percentagem tão elevada de doentes cuja hipertensão não é controlada ou corrigida, é que a HTA é um dos principais factores de risco no aparecimento de doenças cardiovasculares como o AVC.

Desta forma, é muito importante que aprenda a identificar os sintomas do AVC a tempo de reduzir sequelas graves ou até morte por derrame cerebral.

Nas lojas Mais que Cuidar poderá receber aconselhamento por profissionais de saúde que o ajudarão a escolher o melhor medidor de tensão arterial.

Confira neste artigo, se sua tensão arterial está baixa, normal ou alta, e caso a sua tensão arterial estiver alta, descubra como baixar. 

Além disso, aprenda como medir a tensão arterial, quais os perigos da alteração na pressão e o que fazer neste guia completo gratuito que elaborámos para si!

Veja abaixo os tópicos que serão abordados neste artigo:

Tensão arterial: o que é?

pressão arterial o que é

A Pressão Arterial (PA) é a força com que o sangue circula pelo interior das artérias no corpo.  A Hipertensão Arterial (HTA) ocorre quando esta pressão se encontra elevada de forma crónica. A PA tem duas medidas: a pressão arterial sistólica ou “máxima” e a pressão arterial diastólica ou “mínima”.

Sistólica

Aparece em primeiro lugar e mede a força com que o coração se contrai e “expulsa” o sangue do seu interior.       

Diastólica   

É o segundo valor e diz respeito à medição da pressão quando o coração relaxa entre cada batimento.

Valores ideais e de risco da pressão arterial

tensão arterial valores ideais

Tensão arterial baixa   

Não há um número específico que defina a pressão sanguínea baixa. Desta forma, pode ser considerada hipotensão, todos os valores de tensão arterial baixa que causem algum tipo de sintoma. Geralmente, os sintomas podem surgir quando a pressão arterial é inferior a 90/60mmHg.

Tensão arterial média   

Diz-se que uma pessoa tem valores de PA normais, quando apresenta ambos os valores abaixo de 130/85mmHg.

Pré-hipertensão

Para valores entre 130-139mmHg de PA sistólica e/ou 85-89mmHg de PA diastólica, diz-se que os valores são normais-altos e, portanto, essa pessoa apresenta um maior risco de vir a ter HTA.   

O conceito de pré-hipertensão vem recordar que é por esse caminho que se chega à hipertensão. Serve de aviso para quem não leva uma vida saudável: não precisa ainda de tomar medicamentos, mas… se a pessoa fuma deve parar de fumar, se tem excesso de peso tentar baixar para o normal, reduzir drasticamente o sal e consumir menos álcool, fazer exercício físico todos os dias, e aprender também a gerir o stress da vida diária.

Tensão arterial alta (hipertensão)

Considera-se que uma pessoa é hipertensa, quando apresenta, em pelo menos duas ocasiões diferentes, um dos valores de PA (sistólica ou diastólica) ou ambos, iguais ou superiores a 140/90mmHg, determinados por um profissional treinado e utilizando um aparelho calibrado e validado.

A HTA define-se por graus, de acordo com os valores de PA encontrados, sendo que os graus são importantes para definir a gravidade da doença e orientar a sua abordagem.

Hipertensão na gravidez

hipertensão gravidez tipos hta

Cerca de 3% de todas as mulheres em idade fértil têm HTA e 6-10% de todas as gravidezes são complicadas por esta patologia.

A HTA é uma das intercorrências clínicas mais frequentes na gravidez que acarreta riscos quer para a saúde da mãe, quer para a saúde do bebé. Pode complicar a evolução normal da gravidez, condicionando a restrição de crescimento do feto, prematuridade ou mesmo a própria morte do feto. 

A presença de HTA na gravidez requer uma cuidada vigilância por uma equipa multidisciplinar face aos riscos acrescidos para a mãe e para o feto   

Tipos de HTA que existem na gravidez

A HTA na grávida (valores iguais ou superiores a 140/90mmHg documentados em 2 determinações separadas de pelo menos 4 horas) pode surgir sob várias formas:

Hipertensão arterial crónica ou pré-existente

HTA que já existia antes da mulher engravidar ou que surgiu até às 20 semanas de gestação e que se prolonga depois das 12 semanas após o parto.

Hipertensão arterial gestacional

HTA que surge após as 20 semanas de gestação e que desaparece até às 12 semanas após o parto.

Pré-eclâmpsia

HTA gestacional associada a um aumento de proteínas na urina. É uma situação mais grave e que em muitas vezes requer uma monitorização e internamento hospitalar;

Pré-eclâmpsia sobreposta a Hipertensão arterial crónica

HTA crónica em que após as 20 semanas de gestação surge um aumento das proteínas na urina. Tal como a situação anterior, muitas vezes requer uma monitorização e internamento hospitalar.

Eclâmpsia

HTA associada a um aumento de proteínas na urina e convulsões.

Sempre que se detete alguma destas situações, a mulher grávida deve ser referenciada para a Consulta de Alto Risco Obstétrico para uma vigilância cuidada, face aos riscos acrescidos para a mãe e para o feto.

Tabela dos níveis de pressão arterial

tabela dos níveis de pressão arterial
Fonte: Sociedade Portuguesa de Hipertensão Arterial (SPHTA)

Causas e Fatores de Risco da Hipertensão

tensão arterial alta causas

Em cerca de cinco por cento dos casos, a hipertensão pode ser resultado de outras condições, tais como doença renal, complicações da diabetes, perturbações hormonais e apneia do sono. Também pode ocorrer durante a gravidez. Em todas estas circunstâncias, é conhecida como hipertensão secundária.

Nos restantes 95 por cento, porém, a hipertensão não tem uma causa óbvia. Neste caso, é referida como hipertensão primária ou essencial, e está muitas vezes associada a fatores de risco que podem aumentar a probabilidade do seu desenvolvimento. Alguns, tais como a idade e a história familiar, não podem ser controlados.

No entanto, os fatores de risco relacionados com atitudes, comportamentos e estilos de vida pouco saudáveis, quando corrigidos, poderão prevenir o aparecimento de HTA.

São fatores de risco da HTA:

Idade

pressão arterial alta em idosos

A Pressão Arterial (PA) tende a aumentar com a idade. Para tal contribui o fato dos nossos vasos sanguíneos perderem a sua elasticidade ao longo dos anos. Estima-se que cerca de dois terços das pessoas com idade superior a 65 anos são hipertensas, sendo este o grupo etário em que a hipertensão sistólica isolada (aumento isolado da PA sistólica) é mais frequente.

Raça

A HTA pode acometer qualquer pessoa. Contudo, é mais comum e tendencialmente mais precoce e grave em indivíduos de raça negra, comparativamente com os caucasianos.

Sexo

Antes dos 45 anos, a HTA parece ser mais frequente entre os homens. No entanto, a partir dos 65 anos, após o início da menopausa, são as mulheres que estão em maior risco de desenvolver esta condição.

Hereditariedade

A existência de uma história familiar de HTA aumenta a probabilidade de desenvolver esta doença. Este risco é ainda maior, quando para além de um fundo genético predisponente, são partilhados estilos de vida pouco saudáveis. Não se consegue controlar a hereditariedade, mas podem ser adotadas medidas para diminuir o risco de HTA.

Consumo excessivo de álcool

pressão arterial bebida alcoólica

O consumo excessivo de bebidas alcoólicas pode aumentar significativamente a PA. Sabe-se que o álcool constitui a terceira causa de doença e morte prematura a nível mundial, sendo um fator de risco importante para várias neoplasias, doenças cardíacas, doenças hepáticas, depressão e suicídio.

Obesidade

hipertensão em obesos riscos

A obesidade é um fator de risco para doença cardiovascular. As pessoas com obesidade, para além de apresentarem um maior risco de desenvolver HTA, têm tendencialmente níveis mais elevados de colesterol e triglicerídeos e maior probabilidade de vir a ter diabetes e problemas cardíacos.

Tabagismo

tensão arterial em fumadores

É muito conhecida a relação entre o tabagismo e os problemas respiratórios e cancro do pulmão. Mas, o consumo crónico e prolongado do tabaco também constitui uma causa importante de doenças cardiovasculares. O tabaco é um grande inimigo do coração.

Alimentação inadequada e consumo excessivo de sal

tensão arterial sal gordura alimentação

Uma dieta rica em calorias, com alto teor de gorduras saturadas e pobre em nutrientes essenciais é prejudicial à saúde e contribui para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

Sedentarismo

pressão arterial em sedentários

Uma vida sedentária está intimamente relacionada com um maior risco de obesidade, HTA e doenças cardíacas.

Stress

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Elevados níveis de stress podem aumentar temporariamente a PA, mas não está provada a relação entre o stress e a HTA. Não obstante, as pessoas expostas a situações de maior stress, têm habitualmente comportamentos e estilos de vida menos saudáveis que poderão influenciar o risco de HTA.

Causas da Pressão Arterial Baixa

Causas da Pressão Arterial Baixa

Após a abordagem das causas de HTA apresentamos de seguida as principais causas de hipotensão ou pressão arterial baixa.

Diminuição do volume sanguíneo

Pode ocorrer como resultado de uma hemorragia abundante ou desidratação;

Medicação

Alguns tipos de medicamentos podem baixar a PA, incluindo os diuréticos e outros anti-hipertensores, alguns antidepressivos, medicamentos usados no tratamento da doença de Parkinson, entre outros;

Patologias graves 

Tais como o choque séptico (infeção grave) ou anafilático (reação alérgica) provocam um declínio importante da PA, que pode colocar a vida em risco;

Problemas cardíacos

doenças cardíacas tensão arterial

Algumas condições como a insuficiência cardíaca, o enfarte agudo do miocárdio, a bradicardia (frequência cardíaca baixa) e doenças das válvulas cardíacas, podem conduzir a uma diminuição da PA.

Problemas endocrinológicos

Alguns problemas hormonais como o hipotiroidismo e a insuficiência supra-renal podem causar diminuição da PA.

Hipotensão neurologicamente mediada

Esta condição relaciona-se com um problema de comunicação entre o coração e o cérebro, e ocorre após um longo período em pé.

Problemas neurológicos

A Pressão Arterial pode diminuir se houver algum problema com o sistema neurológico autonómico (parte do sistema nervoso que controla funções como a respiração, circulação do sangue e digestão)

Repouso prolongado no leito

Situações de repouso prolongado na cama podem levar a episódios de hipotensão.

Consequências da pressão alta

tensão arterial alta consequências

A hipertensão arterial é uma doença séria com complicações graves (por vezes mortais), mas há muitos medicamentos para a tratar, de forma a trazer os valores da tensão para níveis abaixo de 14/9, mas não muito baixos (se o doente já tiver doença cardíaca, diabetes, insuficiência renal ou colesterol elevado, não parece desejável menos que 12/8).

As consequências mais frequentes da HTA são:   

  • AVC: Acidente Vascular Cerebral   
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Quais os sintomas do AVC isquémico e hemorrágico? Aprenda a identificar a tempo de reduzir sequelas graves ou até morte por derrame cerebral.

  • Ataque cardíaco       
  • Insuficiência renal       
  • Insuficiência cardíaca
  • Angina de peito
  • Lesões da retina

Como prevenir   

Fernanda Nicodemos Fernanda Nicodemos 7:22 AM Dec 13 tensão arterial alta avc derrame cerebral Fernanda Nicodemos Fernanda Nicodemos 7:24 AM Dec 13 tensão arterial alta como evitar baixar

As estratégias de prevenção, se aplicadas precocemente na vida, apresentam um potencial enorme para prevenir o desenvolvimento de HTA e de reduzir a carga total de doença hipertensiva e suas complicações.

Para diminuir a pressão arterial e o risco cardiovascular, as alterações no estilo de vida são largamente consensuais e devem ser instituídas a todas as pessoas, independentemente da necessidade de medicamentos anti-hipertensores:

  • Redução da ingestão de sódio na alimentação (o sódio é o constituinte do sal responsável pelo aumento da pressão arterial e encontra-se naturalmente não só no sal de cozinha, mas também em vários alimentos, como os produtos de charcutaria, os queijos curados, entre outros);
  • Dieta equilibrada: aumento do consumo de frutas, legumes e alimentos ricos em fibra e potássio; diminuição da ingestão de gorduras saturadas presentes em certos alimentos (por exemplo carnes vermelhas, gema de ovo, manteiga, queijos curados, produtos de charcutaria e alimentos pré-cozinhados);
  • Moderação do consumo de álcool (por exemplo, um copo de vinho tinto à refeição);
  • Prática regular de exercício físico, sobretudo com movimentos aeróbios (marcha, corrida, natação ou dança);
  • Deixar de fumar;
  • Redução e/ou controlo do peso, caso se verifique excesso de peso ou obesidade.
pressão arterial prevenção problemas cardíacos

Além de todas estas medidas gerais de modificação dos hábitos e estilo de vida, deve ter-se sempre em consideração que, tratando-se de uma doença crónica, com potenciais repercussões e complicações, é preciso uma maior conscientização para:

  • O controlo de outros fatores de risco cardiovascular;
  • Caso o doente faça medicação anti-hipertensora, deve cumprir SEMPRE o esquema terapêutico proposto pelo médico em detrimento das complicações que possam daí advir com a suspensão do(s) fármaco(s) e nunca por iniciativa própria.
  • Sinais e sintomas de alerta associados à elevação da pressão arterial, embora a doença em si seja considerada uma “doença silenciosa” por na maioria das situações não se encontrar associada a sintomas específicos.
  • A medição de forma regular da tensão arterial, com registo dos valores para averiguar o controlo da PA no domicílio.

Medir tensão arterial

tensiómetro medidor tensão arterial

A medição da Pressão Arterial (PA) em casa é um complemento importante à medição da PA no consultório médico, sendo útil na avaliação do controlo da Hipertensão Arterial (HTA). A medição em ambiente de consulta, pelo médico, mostra como está a PA naquele momento.

Contudo, a PA sofre várias oscilações ao longo do dia, sendo influenciada por diversos fatores tais como a alimentação, o stress, o esforço físico e a medicação   

A auto-medição da PA em ambulatório, ao fornecer um maior número de medições da PA, em condições ideais, fora do contexto de consulta, permite ter uma perceção mais fidedigna do perfil tensional do doente.

Como escolher o aparelho para medição da PA?

tensiómetro aparelho medição pressão alta

Existe uma grande variedade de aparelhos existentes no mercado, mas nem todos são recomendados. É importante o aconselhamento com um profissional de saúde (médico ou enfermeiro) na seleção do dispositivo mais apropriado.

Na escolha do aparelho para medição da PA ou tensiómetro, deve ter-se em consideração as seguintes características: 

  1. Devem ser aparelhos automáticos de medição da PA no braço. Os dispositivos que pressupõem a medição no punho ou nos dedos, ainda que colocados junto ao coração, fornecem valores tensionais pouco credíveis;
  2. Escolher um aparelho validado. As especificações relativas à validação deverão constar das informações fornecidas pelo fabricante. Para verificar a lista de aparelhos validados, consultar www.dableducational.org;
  3. Devem ser utilizadas braçadeiras de dimensões adequadas (pequenas, standard ou largas) de acordo com o diâmetro do braço;
  4. Idealmente os tensiómetros devem possuir uma memória suficiente para um número relevante de medições.   

Exemplos de aparelhos de medição da PA calibrados e validados

Medidor de tensão arterial de braço M2 da Omron
Tensiómetro de braço M3 da Omron
Medidor de tensão arterial M7 IT da Omron
Tensiómetro digital de braço Evolv

Como funciona o aparelho de tensão arterial ou tensiómetro?

aparelho pressão arterial como funciona

A tensão arterial é medida com um esfigmomanómetro, um tensiómetro ou monitor da tensão arterial. É composto por uma braçadeira insuflável que é colocada a envolver o braço, mais ou menos ao nível do coração, e por um dispositivo de monitorização que mede a pressão da braçadeira.

O aparelho mede duas pressões: a sistólica e a diastólica. A pressão sistólica é mais alta e ocorre quando o coração bate e bombeia o sangue através das artérias. A pressão diastólica é medida com o coração em repouso e se enche de sangue. Assim, por exemplo, a tensão arterial pode ser de 120 de máxima e 80 de mínima.

Os aparelhos de tensão arterial podem ser manuais ou medidores digitais, mas normalmente os de uso doméstico são digitais e todo o processo de medição é automático, à exceção da colocação da braçadeira no braço.

A braçadeira enche-se de ar até apertar no braço, cortando a circulação sanguínea e, em seguida, a válvula abre-se para esvaziar a braçadeira. Quando a braçadeira atinge a pressão sistólica, o sangue começa a circular pelas artérias. Isto cria uma vibração que é detetada pelo medidor, que regista a pressão sistólica. Num esfigmomanómetro analógico tradicional, os sons do sangue são detetados pelo médico que usa um estetoscópio.

À medida que a braçadeira continua a esvaziar, atinge a pressão diastólica e a vibração pára. O medidor deteta essa situação e regista de novo a pressão.

Com que frequência deve ser feita a medição da tensão arterial?   

A avaliação da tensão arterial deve ser feita pelo menos durante 3-4 dias, preferencialmente durante 7 dias consecutivos, em 2 períodos do dia: de manhã e à tarde. Em cada avaliação da PA, devem ser feitas 2 medições, com 2 minutos de intervalo.

Como medir a tensão arterial: passo-a-passo   

como medir tensão arterial
  1. Escolha um local tranquilo, com uma temperatura amena
  2. Repouse 15 minutos antes da mediação
  3. Evite substâncias estimulantes, como café, álcool ou tabaco, até 30 minutos antes
  4. Evite roupas apertadas
  5. Apoie o braço, onde será feita a medição, à altura do coração
  6. A medição no braço é mas fiável do que no pulso
  7. Faça 2 medições com 2 minutos de intervalo e calcule a média
  8. Anote o dia, hora e valor obtido

O que fazer se a pressão arterial estiver baixa?

tensão arterial baixa perigos o que fazer

Se o doente não tiver nenhum sintoma, não há motivo para preocupações. Os sinais e sintomas relacionados com a PA baixa incluem:

  • Tonturas
  • Desmaio
  • Sensação de desequilíbrio
  • Visão turva
  • Palpitações
  • Confusão mental
  • Fadiga
  • Dificuldade de concentração
  • Pele fria e pálida
  • Náuseas

Se o doente apresentar algum destes sintomas, a PA baixa pode ter uma causa subjacente, pelo que é importante que seja observado pelo médico.

Sintomas   

Regra geral, a HTA não provoca quaisquer sintomas nos primeiros anos de doença por este motivo é essencial o seu controle através da medição regular da PA.

Os sintomas mais frequentes são:

Cefaleias

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Tonturas

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Mal-estar difuso

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Visão desfocada

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Dor no peito ou sensação de falta de ar

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Zumbidos no ouvido

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Diagnóstico

tensão arterial diagnóstico pressão arterial

Como por norma a HTA não causa sintomas, o seu diagnóstico é feito através da medição dos valores de PA e pela verificação de que os mesmos estão acima do limite normal. Um valor de PA aumentado isolado não significa que a pessoa seja hipertensa.   

Exames   

Para o diagnóstico de HTA são necessários:

  • pelo menos duas medições de PA aumentadas, em duas ocasiões diferentes;
  • um profissional de saúde treinado para a medição;
  • um esfigmomanómetro (aparelho de medição da PA) calibrado e validado e uma braçadeira adequada ao tamanho do braço.

Compete ao médico fazer o diagnóstico da doença, uma vez que a PA do adulto pode variar, devido a fatores como o esforço físico ou stress, sem que tal signifique que o indivíduo sofra de HTA. O médico especialista no diagnóstico e tratamento da HTA é o cardiologista.

Tratamentos   

Atividade física e exercício físico

exercícios físicos pressão arterial tratamento

A atividade física engloba qualquer movimento corporal pelos nossos músculos esqueléticos, com gastos energéticos acima dos níveis de repouso. Inclui as atividades do dia a dia que envolvem movimento como, por exemplo, trabalhos domésticos, jardinagem, caminhar, subir escadas.

O exercício físico, por outro lado, é planeado, estruturado, repetitivo e com a finalidade de alcançar um objetivo. Inclui natação, corrida, musculação, ciclismo entre outros.

O exercício físico tem um papel importante tanto na prevenção, como no tratamento e controlo da HTA. O exercício aeróbio regular reduz a Pressão Arterial (PA) em repouso em indivíduos normotensos (com PA arterial normal) e nos hipertensos.

Além dos benefícios na PA, o exercício físico aeróbio, influencia favoravelmente a composição corporal (com diminuição da massa gorda), melhora a condição física e diminui os triglicerídeos e LDL e aumenta HDL.

Portanto, o exercício contribui tanto na prevenção de HTA em doentes com a pressão arterial normal (normotensos) como no controlo da PA em pessoas hipertensas.

Deve-se optar preferencialmente por exercício aeróbio (corrida, ciclismo, caminhada) devendo ser suplementado com exercícios de resistência/força, que levem ao aumento da força e massa muscular (flexões, agachamentos, pesos).

A frequência ideal na prática de exercício físico será todos os dias ou, pelo menos, 4 a 5 vezes por semana.

A duração deve ser entre 30-60 minutos, de forma contínua ou acumulada durante o dia.

A prática de exercício físico, preferencialmente deve ser acompanhada por um profissional qualificado como por exemplo, um personal trainer.

Alimentação/dieta adequada   

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Segundo a Sociedade Portuguesa de Hipertensão Arterial (SPHTA), o plano alimentar DASH (abordagem alimentar contra a hipertensão) é um plano flexível e equilibrado, que mostrou ser eficaz na diminuição da pressão arterial, na perda de peso e na melhoria dos níveis de colesterol.

O plano alimentar DASH:

  • Realça o consumo de vegetais, fruta e produtos lácteos magros;
  • Inclui grãos integrais, peixe, aves, feijão, sementes, nozes e óleos vegetais;
  • Limita o consumo de sal, doces, bebidas açucaradas e carne vermelha.

Em termos de conteúdo nutritivo a DASH é:

  • Baixa em gorduras saturadas;
  • Rica em potássio, cálcio, magnésio, fibras e proteínas.

Por outro lado, a dieta mediterrânea é um plano alimentar saudável, baseado em alimentos e receitas típicas da cozinha de estilo mediterrânico. Esta dieta apresenta variações consoante a região/país da costa do mar mediterrâneo, no entanto, existe um padrão de características em comum:

  • Elevado consumo de frutas, vegetais, cereais, batatas, feijão, nozes e sementes;
  • Azeite é uma fonte de gordura monossaturada importante nesta dieta;
  • Produtos lácteos, peixe e aves são consumidos de forma moderada, e a carne vermelha é consumida pouco regularmente;
  • Ovos são consumidos entre 0 a 4 vezes por semana;
  • Vinho é consumido em doses baixas a moderadas.

A dieta Mediterrânea está associada a um estilo de vida mais saudável, com melhor qualidade de vida, incluindo um coração mais saudável e um bom controlo do peso.

Deixar de fumar

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Fumar provoca um aumento agudo da Pressão Arterial (PA) e da frequência cardíaca, que persiste por mais de 15 minutos depois de fumar um cigarro. Vários estudos demonstraram que os fumadores apresentam valores da PA diária mais elevados do que os não-fumadores.

Além do impacto sobre os valores da PA, o tabagismo, tal como a hipertensão, são importantes fatores de risco cardiovascular, contribuindo para doenças como acidente vascular cerebral, enfartes e doença arterial periférica.

Benefícios em deixar de fumar

  • A família e amigos do fumador deixarão de inalar o fumo dos seus cigarros;
  • Desaparecerá o mau hálito e as manchas amarelas nos dentes;
  • O paladar e olfato melhoram, bem como a capacidade para o desporto;
  • Acabará o cheiro a tabaco da roupa, carro, casa, etc;
  • Os sintomas respiratórios como a tosse melhorarão.
  • Vai sobrar mais dinheiro para outras coisas.

Para saber mais informações sobre cessação tabágica, o doente deve falar com o médico assistente e consultar o site www.deixar.net.

Controlar o consumo de sal

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A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda o consumo de 5g de sal por dia para um adulto (1 colher de chá rasa) e 3g diárias para as crianças. Isto já inclui não só o sal acrescentado aos alimentos, como o que faz parte da sua composição, na totalidade de todas as refeições realizadas ao longo de um dia.

O sal não faz mal, aliás é necessário à sobrevivência dos seres humanos. É o seu excesso que faz mal. Quando consumido em demasia faz o organismo reter mais líquidos e aumentar o volume, levando a uma sobrecarga no sistema circulatório, prejudicando os rins e contribuindo para o aumento da pressão sanguínea.

Segundo dados da população portuguesa, se cada pessoa consumisse menos 2g de sal (0,8g de sódio) por dia a taxa de AVC cairia entre 30 e 40% nos 5 anos seguintes, ou seja, em média, seriam menos 11.000 casos de AVC por ano em Portugal!

Em todo o mundo, o consumo excessivo de sal é responsável por 2,3 milhões de mortes por ano, devido a doenças cardiovasculares.

Medicamentos para tensão arterial

medicamentos para tensão arterial

O médico dispõe de várias opções disponíveis para o tratamento ideal. Estas opções dependem da idade, da história clínica pessoal, da medicação que está a fazer, das possíveis causas da hipertensão e, como é evidente, do nível de hipertensão.

Desta forma, o médico pode prescrever medicamentos para controlar a HTA, chamados de anti-hipertensores.

Os principais remédios anti-hipertensores são:

  • Diuréticos
  • Vasodilatadores
  • Bloqueadores dos canais de cálcio
  • Inibidores da enzima conversora da angiotensina (IECA)
  • Beta-bloqueantes

Terapias Complementares

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A prática da meditação pode levar o corpo a um estado de repouso profundo, o que pode reduzir a tensão arterial.

O Ioga, Tai Chi, Pilates e técnicas de respiração profunda também ajudam.

Todas estas técnicas de relaxamento devem ser combinadas com mudanças no estilo de vida – por exemplo, dieta e exercício.

Conclusão

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Ser hipertenso em Portugal é, infelizmente, uma realidade comum. De tão comum que temos de estar atentos a como a hipertensão arterial é diagnosticada e como a pressão arterial é medida no consultório, nas farmácias, nos rastreios ou em casa.

Ser hipertenso (aumento da pressão arterial), em repouso é apresentar uma pressão sistólica superior ou igual a 140 milímetro de mercúrio (mmHg) e/ou uma pressão diastólica superior ou igual a 90 mmHg.

O diagnóstico da hipertensão arterial passa, obrigatoriamente, pela determinação correta da pressão arterial. Para a medir, são necessários um aparelho adequado (esfigmomanómetro) e um técnico de saúde que saiba o que vai fazer: que não prescinda das condições mínimas, técnicas e ambientais, para a efetuar.

Visite um centro Mais que Cuidar no Porto, Entroncamento, Lisboa e Almada e encontre profissionais de saúde que vão aconselhá-lo e ajudá-lo a escolher o melhor aparelho de medição da tensão arterial. Além disso, vai descobrir uma gama completa de cuidados de saúde ao domicílio tais como serviços de enfermagem e serviço de apoio domiciliário.

Com vista a sensibilizar a população para a importância da prevenção e controlo desta patologia, impedindo o seu desenvolvimento, comemora-se, a 17 de maio, o Dia Mundial da Hipertensão.

Referências

*Atenção: O Blog Mais que Cuidar é um espaço informativo, de divulgação e educação sobre temas relacionados com saúde e bem-estar, não devendo ser utilizado como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde.

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