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Cancro do Colo do Útero: sintomas

Cancro do colo do útero: sintomas

É extremamente silencioso e pode demorar anos até ser descoberto. O cancro do colo do útero é o terceiro tipo de cancro que mais afeta as mulheres. Sendo o sexto mais comum nas mulheres da Europa.

Em Portugal surgem cerca de 750 novos casos a cada ano e a maior parte deles resulta da infeção pelo vírus do Papiloma Humano ou HPV como é geralmente conhecido.

Cerca de 290 milhões de mulheres em todo o mundo são portadoras do HPV, mas apenas 32% acaba por desenvolver cancro do colo do útero.

Este cancro apresenta um tumor maligno que se desenvolve na parte inferior do útero, na zona que faz a ligação com a vagina. Apesar de poder ter uma evolução agressiva, em cerca de 40% dos casos o tumor é totalmente removido através de cirurgia.

Descubra como o cancro do colo do útero pode surgir, quais são os sintomas e como pode ser feito o rastreio neste artigo.

O que é o cancro do colo do útero?

Quando um tumor se desenvolve na zona que liga o útero à vagina, estamos perante um cancro do colo do útero. Esta parte inferior do útero sofre muitas alterações ao longo da vida da mulher, consoante as fases que ela atravessa no seu período fértil.

Quando o vírus se instala nesta zona, pode provocar lesões que depois se transformam em tumor e provocam a doença.

O cancro do colo do útero cresce de forma lenta e muitas vezes não apresenta sinais evidentes no início, mas ao longo do tempo as células afetadas e alteradas vão-se instalando no colo do útero.

Estas células começam por ser diferentes, mas não são cancerígenas, no entanto com o passar do tempo se não forem tratadas, transformam-se em células com cancro.

O nível de gravidade da doença vai depender do formato e do tamanho que estas células têm.

Existem 2 tipos de cancro do colo do útero:

Carcinoma escamoso: é um tumor maligno que nasce da alteração das células da superfície do colo do útero que foram afetadas pelo Vírus do Papiloma Humano (HPV). É o tipo mais comum desta doença e afeta as mulheres mais jovens.

Adenocarcinoma: é um tumor menos comum e tem origem nas glândulas. Tem um crescimento mais rápido e mais agressivo e pode espalhar-se facilmente para outros órgãos.

Quais as causas?

Ainda não foi encontrada uma causa específica para o desenvolvimento de cancro do útero. Contudo, a maioria dos casos é resultado de uma infeção genital pelo HPV. Estima-se que a infeção por este vírus está associada a um aumento de risco 5 vezes mais do que outros vírus ou infeções.

O vírus HPV é frequente nas mulheres e é constituído por vários tipos diferentes do próprio vírus devido a mutações, assim nem todos os tipos deste vírus estão associados ao desenvolvimento de cancro do colo do útero.

Além disso, as lesões que o vírus causa podem ser tratadas e curadas desde que sejam encontradas precocemente, apenas podem evoluir para cancro quando não são tratadas durante anos a fio. Por este motivo, é muito importante fazer consultas e exames ginecológicos regularmente.

A presença do vírus por si só não é suficiente para desencadear o desenvolvimento do tumor, existem outros fatores que também contribuem isso:

Infeção por HPV

Existe uma grande correlação entre a infeção por este vírus e o desenvolvimento do cancro, por isso é considerada como o maior fator de risco. A infeção causa várias alterações nas células do colo do útero que podem dar origem a um tumor.

A infeção ocorre através das relações sexuais com uma pessoa infetada pelo vírus. No entanto, nem todos os subtipos do vírus são causadores de cancro. Os tipos 16 e 18 são os que estão relacionados com o surgimento do tumor, havendo uma vacina para estas estirpes.

Início da atividade sexual muito cedo

Quanto mais cedo começar a atividade sexual, maior a probabilidade de ser infetado pelo vírus.

Existência de muitos parceiros sexuais

Um grande número de parceiros sexuais aumenta a probabilidade de maior contacto com outras pessoas infetadas pelo vírus, porque os parceiros poderão ter contactado outros parceiros também.

Sistema imunitário fragilizado

Quando a imunidade está em baixo aumenta a probabilidade de desenvolver infeções e ser contagiado pelo vírus HPV.

Múltiplas gravidezes

Quando há 3 ou mais gestações o colo do útero fica mais sensível e pode facilitar o desenvolvimento do tumor.

Historial de doenças sexualmente transmissíveis

A existência de doenças que foram transmitidas através do contacto sexual, como a gonorreia, clamídia, HIV ou a sífilis, facilitam o surgimento do tumor no colo do útero.

Consumo de tabaco

Parece haver uma maior predisposição para a ocorrência do cancro nas mulheres que fumam.

Uso prolongado da pílula

Tomar a pílula durante muito tempo, mais de 5 anos, pode contribuir para o aparecimento da doença, sobretudo para as mulheres que têm o HVP.

Hereditariedade

Se a doença afetou alguma mulher na família anteriormente, aumenta a probabilidade de ocorrência do cancro.

Idade

À medida que a mulher vai envelhecendo aumenta também a probabilidade de desenvolver cancro. A probabilidade aumenta substancialmente depois dos 40 anos.

Apesar destes sinais constituírem fatores de risco para a formação do tumor maligno no colo do útero, podem surgir casos em que as mulheres não apresentam qualquer um destes sinais e desenvolvem a doença mesmo assim. Por isso, não é demais relembrar a importância das consultas de ginecologia e da vigilância médica para mais facilmente detetar o cancro o mais cedo possível.

Qual é o tratamento?

O tratamento para o tumor maligno do colo do útero vai depender do nível de gravidade da doença e do estádio de desenvolvimento que o tumor apresenta.

Existem vários tipos de tratamento que podem ser combinados ou podem ser aplicados individualmente mediante a situação de cada doente.

Quando a doença é muito agressiva, mas ainda está nos estádios iniciais, a cirurgia tende a ser o tratamento escolhido.

Noutras situações, é usada uma combinação de radioterapia com quimioterapia para tratar. Quando o tumor está espalhado por outros órgãos, este tratamento é usado como método paliativo.

Tipos de tratamento:

Cirurgia

Através da cirurgia são retiradas todas as células com cancro do colo do útero. Este processo pode referir-se apenas à retirada de uma parte do colo do útero ou a uma remoção total, quando todo o útero é removido com uma histerectomia.

Quando também a vagina e os gânglios linfáticos são removidos trata-se de uma histerectomia radical.

Radioterapia e quimioterapia combinadas

Alguns estudos realizados com pacientes com cancro do colo do útero avançado, demonstraram melhores resultados quando a quimioterapia e a radioterapia são combinadas.

Enquanto a quimioterapia destrói as células cancerígenas, a radioterapia danifica o ADN das células com cancro levando à sua morte.

Este tratamento implica a aplicação de radioterapia ao mesmo tempo que é administrado um ciclo de quimioterapia.

Radioterapia

Este tipo de tratamento utiliza radiação para matar as células com cancro. Podem ser aplicados 2 tipos de radioterapia: externa ou interna.

Radioterapia externa:

Neste caso, a radiação é administrada com um aparelho que direciona o feixe de radiação com uma grande precisão, para a zona do corpo afetada. Normalmente são efetuadas 5 sessões por semana, durante 5 a 7 semanas e a paciente não precisa de ser internada.

Pode também ser aplicada de forma a que o feixe de radiação apenas atinja a zona afetada, deixando a zona saudável intacta.

Radioterapia interna:

Uma substância radioativa é colocada através de implantes dentro da vagina. Este produto pode ficar inserido durante horas ou até 3 dias, ao final deste tempo os implantes são retirados.

Para realizar este tratamento a paciente tem que ser internada com medidas de precaução para evitar que a radiação afete outras pessoas. Pode haver necessidade de repetir este procedimento mais vezes durante várias semanas.

A Radioterapia pode ser utilizada com o objetivo de reduzir ou eliminar o tumor, ou como tratamento complementar da cirurgia ou da quimioterapia.

Quimioterapia

A quimioterapia pode ser usada para reduzir o tumor ou como cuidado paliativo nos casos em que o tumor está espalhado pelo corpo.

Consiste em medicamento ou num conjunto de medicamentos que são administrados através de comprimidos ou de injeção. Pode atingir todo o organismo atacando tanto as células cancerígenas como as saudáveis.

Imunoterapia

Este tipo de tratamento ajuda a estimular as defesas naturais do corpo e assim combater a doença.

Facilita o aumento da capacidade do sistema imunitário para detetar e atrasar o desenvolvimento das células cancerígenas, acabando por levar à sua eliminação.  Ajuda a evitar o desenvolvimento de metástases.

Terapias direcionadas

Utilizam medicamentos para bloquear os mecanismos que estimulam as células cancerosas a crescer, retirando nutrientes e oxigénio e levando as células à morte.

Antes de se desencadear a doença há outros tratamentos que podem ser muito importantes para a sua prevenção:

Vacina contra o HPV:

A vacina é administrada por injeção e previne doenças causadas pelo vírus como o cancro do colo do útero.

Embora a vacina possa ajudar a prevenir a infeção pelo vírus e consequente desenvolvimento cancerosos, não está indicada para tratar a doença quando esta já está instalada.

Por isso, é extremamente importante que as mulheres, além de usarem preservativo em todos os encontros sexuais, consultem o ginecologista uma vez por ano e façam os exames necessários para despistar a doença.

Tratamento das lesões pré-cancerosas:

Quando são encontradas lesões no colo do útero com potencial para desenvolver cancro, têm que ser tratadas e o tecido afetado tem que ser retirado. Este processo pode ser feito de duas maneiras:

Crioterapia: as células lesionadas são congeladas e destruídas. O processo é feito com anestesia local.

Aplicação de laser: o laser é usado nas células para as destruir. É aplicada anestesia local.

Quais são os sintomas do cancro do útero?

O tumor no colo do útero normalmente não apresenta sintomas na sua fase inicial, sendo apenas detetado através dos exames ginecológicos.

Por outro lado, alguns dos sintomas podem estar associados a outras doenças e isto pode dificultar a realização do diagnóstico, se não forem feitos os exames de rastreio.

Alguns dos sintomas associados à doença são:

  • Dor na zona da bacia ou durante as relações sexuais
  • Sangramento na vagina durante o sexo, entre períodos ou já depois da menopausa.
  • Anemia
  • Problemas de bexiga ou intestinos.
  • Corrimento vaginal com cor ou cheiro diferente do normal
  • Perda de peso inesperada

Como é feito o diagnóstico?

Como as lesões no colo do útero não apresentam sintomas, é importante realizar vários exames ginecológicos nas consultas de ginecologia para fazer a deteção atempadamente de alguma alteração que possa existir na zona.

Os exames são:

Papanicolau: também conhecido como citologia, consiste na recolha de tecidos do colo do útero com um instrumento que raspa a superfície. O material recolhido é depois analisado no laboratório.

Colposcopia: é utilizado um aparelho parecido com um microscópio que apresenta uma imagem ampliada do colo do útero no momento. O equipamento tem várias lentes com diferentes tipos de ampliação e filtros, que permitem obter cores específicas dos tecidos.

O exame deteta e carateriza as alterações que podem ser encontradas nos tecidos do colo do útero, vagina e vulva, que não podem ser vistas a olho nu.

Quando o tumor já está instalado, outros exames podem ser feitos para identificar as caraterísticas e o estádio de desenvolvimento do cancro:

  • Ressonância magnética
  • TAC
  • Biópsia: com anestesia local é recolhida uma amostra de tecidos do colo do útero.
  •  Existem diferentes tipos de biópsia:
  • Curetagem endocervical: é utilizado um instrumento para raspar uma amostra de tecido do canal cervical.
  • Biópsia por punção: pequenas amostras do tecido do colo são recolhidas por um aparelho afiado.
  • LEEP: é um procedimento de extração por eletrocirurgia, em que o médico utiliza um elétrodo e através de energia elétrica de baixa voltagem e alta frequência corta uma pequena parte de tecido.
  • Biópsia em cone: o tecido é recolhido num dispositivo em forma de cone para ser analisado. Este procedimento também pode servir para remover uma lesão pré-cancerígena.

É a análise laboratorial da amostra recolhida pela biópsia que permite confirmar o diagnóstico de cancro do colo do útero.

Depois da confirmação do diagnóstico é verificado o estádio de desenvolvimento do tumor.

Existem diferentes estádios em que o tumor pode estar:

  • Estádio 0 ou carcinoma in situ: é quando as células cancerosas estão apenas na superfície do colo do útero.
  • Estádio 1: acontece quando o cancro invade todo o colo do útero, mas não sai dessa zona.
  • Estádio 2: neste caso o cancro já saiu da zona do útero, mas ainda não atingiu a vagina.
  • Estádio 3: aqui o cancro já está disseminado para a vagina e pode ter já atingido a região da bexiga.
  • Estádio 4: o cancro está espalhado para outras zonas do corpo como a bexiga, pulmões, fígado ou reto.

Quais são as complicações?

As complicações com mais impacto resultam dos tratamentos e dos seus efeitos no organismo. A fertilidade e sexualidade da mulher podem ser afetadas.

A radioterapia pode provocar danos no funcionamento da bexiga, vagina, reto, intestino e ovários.

Depois da remoção do tumor através de cirurgia podem ocorrer infeções no local e bloqueio do intestino.

Quando há remoção total do útero através de uma histerectomia, também podem surgir complicações que podem ser temporárias ou não, tais como:

O cancro do útero tem cura?

Este cancro quando é detetado cedo tem uma percentagem de cura elevada que pode chegar a 90%. Esta percentagem vai diminuindo consoante o tempo que demora entre o início da formação das lesões e o seu tratamento.

Os exames de rotina e as visitas ao ginecologista são a forma mais eficaz de facilitar uma atuação rápida para erradicar a doença.

Qual a prevenção do cancro do útero?

A forma mais eficaz de prevenir esta doença é adotar comportamentos sexuais mais seguros com uso de preservativo e prevenir também a infeção por HPV com a vacina. O grande veículo de transmissão deste vírus são as relações sexuais e estas duas medidas são fundamentais para impedir a infeção.

Só a vacina consegue evitar em cerca de 70% os casos de cancro do colo do útero e existem 2 tipos de vacinas disponíveis.

Outra forma importante de prevenção são as consultas de ginecologia que servem também para fazer o rastreio com testes como a citologia, e evitar casos mais graves quer de lesões quer de cancro.

Por último, outra medida importante é terminar com o consumo de tabaco, já que parece haver uma estreita relação entre o tabagismo e a ocorrência de cancro do colo do útero.

Conclusão

O cancro do colo do útero pode afetar qualquer mulher, mas também pode ser prevenido com alguma facilidade.

A maior parte das pessoas afetadas por este cancro foram infetadas pelo HPV, porque este vírus é muito comum e é transmitido facilmente por simples contacto sexual entre as pessoas.

Devido a este facto, surgiu a recomendação de colocar o teste do HPV no plano de rastreio das mulheres entre os 30 e os 65 anos de idade. No entanto, pensa-se que a maioria das mulheres contrai o vírus na adolescência ou início da idade adulta.

Portugal apresenta uma das melhores taxas de cobertura da vacinação para este vírus, atingindo os 87% da população.

Contudo, o rastreio continua a ser a medida essencial para detetar precocemente a doença, porque deteta alterações nas células do colo do útero antecipadamente, ajudando a evitar a evolução para lesões cancerosas.

A combinação do rastreio e da vacinação são a arma mais poderosa para aumentar a eficácia do combate ao cancro do colo do útero.

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Referências:

Liga Portuguesa Contra o Cancro

*Atenção: O Blog Mais que Cuidar é um espaço informativo, de divulgação e educação sobre temas relacionados com saúde e bem-estar, não devendo ser utilizado como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde.

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