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Infecção Urinária é recorrente, com sangue? Conheça os sintomas, tratamentos e causas.

17 de Fevereiro de 2020
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A infecção urinária é frequente e geralmente de fácil tratamento. Contudo, muitas vezes, os sintomas não são facilmente reconhecidos pelo doente.

Sente dor ou ardor quando urina? Necessita de urinar com uma frequência maior que o habitual? Observa sangue na urina e quer saber se é sinal de infecção urinária? Sofre de infecções urinárias recorrentes? Sabe identificar sintomas de uma infecção na urina? Conhece seus tipos e como identificar durante a gravidez, em homens, mulheres, bebés ou idosos?

Descubra quais os sintomas e sinais que surgem numa infecção urinária, as causas mais comuns, tipos, tratamentos, fatores de risco e muito mais. 

Umas das causas da infeção da urina é a incontinência urinária, sobretudo em pessoas que têm necessidade de usar fraldas ou que usam algália. Na Mais que Cuidar poderá receber aconselhamento de profissionais de saúde que ajudarão a prevenir as infeções urinárias e a escolher os melhores produtos para gerir a incontinência.

Saiba tudo sobre infecção urinária neste artigo que elaborámos para si.

Veja abaixo os tópicos que serão abordados neste artigo:

Infecção urinária o que é?

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A infecção urinária é quando existe a presença de bactérias no trato urinário (TU). Pode ocorrer na uretra, bexiga, ureteres e rins. É mais frequente no TU inferior (uretra e bexiga) sendo a Escherichia Coli a bactéria que dá origem a mais de 75% das situações

Na maioria das situações de infecção urinária, as bactérias invasoras do trato urinário provêm do nosso corpo. É o caso da Escherichia Coli que vive no nosso intestino e, que por contaminação invade o trato urinário. Contudo, outras bactérias podem provocar infecções urinárias como o Staphylococcus Saprophyticus ou a Clamídia (esta última, transmissível sexualmente).

A infecção urinária apresenta sintomas e causas diferentes consoante o local onde ocorra. Os tipos mais comuns são as cistites (infecção na bexiga) e uretrites (infecção na uretra).

Caso, a infecção não seja tratada, pode invadir ureteres e rins, no trato urinário superior. Neste caso a situação é mais grave, pode dar origem a uma infecção renal com risco de potenciais danos no órgão, podendo conduzir a uma insuficiência renal. Em situações extremas, a infecção no rim pode levar a um processo de sepsis (urosepsis) que requer tratamento hospitalar urgente.

De forma geral, a infecção urinária é mais comum em mulheres do que homens e cerca de 30% das mulheres têm infecções urinárias recorrentes (cistites de repetição). 

Infecção urinária em mulheres

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Como já referido, a infecção de urina feminina é mais frequente do que a masculina. 

A causa encontra-se na anatomia da mulher que tem uma uretra muito mais curta do que o homem e mais perto do ânus, permitindo a passagem das bactérias do ânus para a uretra.

Outros factores como a alteração da flora vaginal em períodos como a gravidez ou alterações hormonais são risco acrescido para a infecção urinária. Com o avançar da idade, os níveis de estrogénio diminuem, tornando as paredes do trato urinário mais finas e secas. Também se dá uma alteração da acidez da mucosa vaginal (tornando-se menos ácida) o que pode levar a uma maior dificuldade do combate às infecções.

Outros factores como a diabetes, imunodepressão, factores genéticos, doença crónica e atividade sexual intensa podem aumentar o risco de infecção urinária.

Infecção urinária durante a gravidez

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A infecção de urina na gestação é uma complicação frequente na gravidez e muitas vezes assintomática. Sintomas como o peso na bexiga e necessidade de urinar frequentemente (sinais de infecção urinária), são confundidos com sintomas normais da gravidez pelo que deve ser avaliado pelo ginecologista/obstetra, que realizará um teste à urina para determinar a presença de infecção.

Pode surgir em qualquer fase da gestação mas é mais comum na segunda metade da gravidez.

A maior incidência de infecções urinárias em grávidas está relacionado com alterações hormonais normais da gravidez e alteração do PH que favorecem a proliferação bacteriana.

Durante a gravidez, existe um aumento de circulação sanguínea na região pélvica, aumentando a humidade vaginal o que facilita a passagem de bactérias da região do ânus para a uretra.

Dá-se ainda uma diminuição da contração da bexiga e compressão da bexiga pelo útero que vai aumentando de volume ao longo da gravidez.

Por outro lado, o aumento do volume do útero comprime os ureteres fazendo com que a urina fique acomulada, aumentando o risco de infecções.

Se a infecção não for tratada existem riscos para o bebé, uma vez que a infecção pode desencadear contrações no útero, potencializando o risco de aborto ou parto prematuro.

Como referido, muitas vezes a mulher não apresenta sintomas mas pode ocorrer febre, vontade frequente de urinar ou sensação de peso na bexiga, dor ou ardor ao urinar, alteração da cor ou cheiro da urina, sensação de contração no baixo ventre, entre outros.

Infecção urinária em homem

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Apesar da infecção do trato urinário ser mais comum na mulher, a infecção na urina masculina também pode ocorrer.

Também no homem a infecção no trato urinário mais frequente é a cistite (infecção na bexiga). É mais comum em homens que praticam relações sexuais anais e nos que não foram circuncidados. Está muitas vezes associada a cálculos renais, complicações da próstata, estenoses da uretra (bloqueios parciais da uretra), tumores, corpos estranhos como algálias, entre outras situações.

Em homens a partir dos 50 anos é comum a glândula prostática aumentar de volume (Hiperplasia benigna da próstata) o que pode bloquear a saída adequada de urina da bexiga, potencializando o risco de infecção por esta não consegue esvaziar por completo. 

Geralmente, os homens apresentam um quadro assintomático. 

Incontinência urinária

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A incontinência urinária é a perda involuntária de urina pela uretra e ocorre em ambos os sexos mas é mais comum em mulheres e idosos. Afeta cerca de 30% das idosas e 15% dos idosos.

Pode levar a problemas graves na pele como úlceras de pressão e aumenta o risco para infecções urinárias.

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Existem vários tipos de incontinência:

Incontinência de esforço

Perda de urina associada a um esforço, como tossir ou espirar

Incontinência por bexiga hiperativa (urge-incontinência)

Existe uma urgência súbita e repetida de urinar. Associado a infecções, ansiedade, demência, entre outros

Incontinência por regurgitação

A urina é expelida involuntariamente da bexiga quando esté demasiado preenchida, devido a aumento de pressão. Associado a patologias prostáticas e doenças do foro neurológico.

Incontinência Mista

Quando existe incontinência de esforço e de urgência.

No caso da utilização de fraldas de incontinência, esta proporciona um ambiente húmido, quente e abafado, propício à proliferação bacteriana na região genital pelo que é muito importante a escolha da melhor fralda consoante o utilizador bem como a mudança de fralda com a frequência adequada à quantidade de urina e sempre que estiver suja.

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Infecção urinária em bebés e crianças

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A infecção de urina infantil é um tipo de infecção frequente e pode estar associada a vários fatores como higiene inadequada, malformações no trato urinário, entre outros.

Muitas crianças de tenra idade apresentam como sintomas a febre, irritabilidade, falta de apetite/recusa alimentar e perda de peso. Na criança mais velha, os sintomas são semelhantes aos do adulto.

Também nesta fase de vida é mais frequente nas meninas do que nos rapazes, tendo em conta as características anatómicas de cada sexo. Nos rapazes a não circuncisão, colocação de algália, a fimose, aderência do prepúcio, obstipação, entre outras situações, são fatores que aumentam o risco de infecções urinárias.

Nas crianças é fundamental uma educação na higiene dos genitais. Esta deve ser feita da frente para trás, de forma a não arrastar bactérias colonizadoras do ânus para a uretra.

Tipos

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A infecção recebe um nome diferente, consoante a sua localização no trato urinário:

Cistite: infecção da bexiga

Geralmente é provocada pela bactéria Escherichia Coli, apresenta alta incidência no sexo feminino e é a mais comum entre as infecções do trato urinário.

Podem surgir os seguintes sintomas:

  • Dor e/ou ardor ao urinar (disúria)
  • Necessidade de urinar várias vezes e em pequena quantidade (polaquiúria)
  • Febre
  • Alteração da cor e cheiro da urina
  • Presença de sangue na urina (hematúria)
  • Peso no baixo ventre 

Uretrite: infecção na uretra

As uretrites estão divididas em 2 grupos: a uretrite gonocócicas, causadas pela bactéria Nesseria Gonorrheae e não gonocócicas, causadas por outro tipo de agentes (vírus, bactérias, entre outros)

As bactérias sexualmente transmissíveis são as mais causadoras de uretrite, entre elas a Nesseria Gonorrheae, a bactéria causadora da gonorreia. 

Os sintomas mais frequentes nos homens são:

  • Dor e ardor a urinar (disúria)
  • Dor na relação sexual (dispareunia)
  • Sangue no sémen (hematospermia)
  • Urgência urinária e necessidade de urinar frequentemente (polaquiúria)
  • Urina com sangue (hematúria)
  • Comichão, sensibilidade ou inchaço do pénis ou área da virilha.

Sintomas mais frequentes na mulher:

  • Dor abdominal e pélvica
  • Febre
  • Dor pélvica
  • Secreção vaginal
  • Ardor ou dor ao urinar
  • Urgência urinária e necessidade de urinar frequentemente (polaquiúria)

Pielonefrite: infecção nos rins

A infecção renal pode ser aguda (causada por uma infecção bacteriana) ou crónica (infecções bacterianas repetidas, muitas vezes, associado a um sistema imunitário debilitado).

Enquanto que a pielonefrite aguda é um processo bacteriano que se inicia na uretra, bexiga e ureter que ascende até ao rim, na pielonefrite crónica existe uma infecção bacteriana constante que pode ser mais ou menos grave mas que leva à destruição do rim e consequente insuficiência renal crónica terminal.

Os sintomas da pielonefrite podem ser:

  • Dor ou ardor ao urinar (disúria)
  • Urgência urinária e necessidade de urinar frequentemente (polaquiúria)
  • Febre, suores e calafrios
  • Mal estar geral, náuseas e vómitos
  • Presença de pus na urina (piúria)
  • Dor lombar

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Causas da infecção urinária: fatores de risco

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Género

Como já descrito, a mulher é mais suscetível a infecções urinárias pela sua anatomia. Uma vez que a uretra na mulher é mais curta do que no homem e mais perto do ânus, corre maior risco de infecções urinárias do que os homens

Actividade sexual

Existem infecções urinárias relacionadas com doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) como as uretrites. Contudo, é mais frequente a cistite, também denominada de “cistite da lua de mel”. Neste caso, é o pénis que ajuda a levar bactérias para dentro da vagina e para junto da uretra.

Envelhecimento

Na mulher, em particular após a menopausa, as alterações hormonais conduzem a um maior risco para a infecção urinária. O mesmo se passa no homem, no caso da Hiperplasia benigna da próstata. No caso do idoso, existe uma predisposição à doença uma vez que o seu sistema imunitário pode estar mais debilitado com o avançar da idade.

Doenças associadas

Doenças como a diabetes, cálculos renais, doenças do sistema imunitário,tumores, DSTs, entre outras.

Exames médicos invasivos

Uso de algálias ou exames com sondas vesicais.

Gravidez

Pois induz a alterações hormonais e de estruturas do corpo da mulher.

História familiar

Existe predisposição familiar para a infecção urinária. Uma mãe com infecções urinárias frequentes, é possível que a filha tenha episódios semelhantes durante a sua vida.

Maus hábitos no dia a dia

A ingestão de pouca água, retenção da urina na bexiga (por recusa de urinar quando tem vontade) e falta de cuidados com a higiene genital também são fatores de risco para este tipo de infecções.

Métodos contraceptivos

Uso de espermicidas ou diafragma como método contraceptivo aumenta o risco de infecções.

Usos de fraldas para incontinência

A fralda proporciona um ambiente quente, abafado e húmido que é favorável ao aparecimento de bactérias. Desta forma, de forma a evitar infecções é importante a mudança de fralda sempre que estiver molhada ou suja, fazer a higiene íntima e secar bem a pele em cada mudança. Habitualmente as fraldas possuem um indicador de humidade na parte exterior que mudam de claro a escuro, à medida que vão ficando saturadas de urina.

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Prevenção: como evitar a infecção de urina?

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Beber muitos líquidos, preferencialmente água (pelo menos 2 litros por dia)

A ingestão de líquidos provoca a necessidade de urinar mais frequentemente, pelo que ajuda a eliminar as bactérias existentes. 

Não segurar o xixi

Quanto menos vezes urinar, maiores as hipóteses de infecção urinária, pois reter a urina estagnada na bexiga, proporcionando maiores hipóteses de crescimento bacteriano. Assim, devem ser feitas várias micções ao longo do dia.

Urinar após a relação sexual

Urinar logo depois da relação sexual limpa a uretra, ajudando a eliminar bactérias que possam ter entrado durante o ato sexual.

Evitar o uso de espermicidas, diafragmas e desodorantes íntimos

A utilização de produtos desodorizantes, perfumes ou outros químicos podem provocar lesões na pele, ajudando a fixação das bactérias. Pela mesma razão, uso de espermicidas, que causa irritação vaginal, deve ser evitado.

O diafragma deve ser evitado em mulheres que têm infecções urinárias recorrentes uma vez que pressiona a bexiga ou uretra dificultando o esvaziamento da bexiga.

Higiene local adequada

Limpar a região do períneo com papel higiénico da frente (uretra) para trás (ânus), de forma a evitar o arrastamento de bactérias do ânus para a uretra. O mesmo papel não pode ser utilizado uma segunda vez, se necessário utilizar outro pedaço de papel higiénico. Antes e depois de limpar a região do períneo as mãos devem ser bem lavadas.

Evitar duches vaginais

O banho de chuveiro é a forma mais segura na prevenção de infecções urinárias. Contudo, a água não deve ser projectada em direção à vagina pois facilitam a migração de bactérias.

Evitar banhos de imersão

A água da banheira rapidamente fica contaminada com bactérias perineais. Muito tempo em água imersa aumenta o risco de bactérias migrarem para a região da uretra. Contudo, os banhos de piscina ou mar não constituem um problema uma vez que são volumes de água maiores e com cloro ou sal.

Vestuário adequado

A roupa deve ser confortável e, preferencialmente, em algodão com o objectivo de evitar humidade e facilitar a circulação de ar.

Correcção e controle de situações de risco

Doenças como a diabetes Mellitus deve ser tratada e controlada adequadamente.

Alimentação

São conhecidos vários alimentos que ajudam a prevenir a infecção urinária. É o caso do arando (cranberry). Estudos indicam que este alimento evita a fixação da bactéria às paredes do trato urinário prevenindo a infecção urinária. Contudo, a sua eficácia ainda não está completamente provada.

Devem ser consumidos alimentos ricos em probióticos (ex: iogurte), pois são ricos em bactérias benéficas ao organismo que ajudam a manter o equilíbrio saudável do intestino, vagina entre outras partes do organismo. 

Apesar de não ser consensual na comunidade médica, a vitamina C surge como eficaz na prevenção ou diminuição dos sintomas de infecção urinária pois ajudam a diminuir o crescimento bacteriano. Podemos encontrar esta vitamina em laranjas, frutos vermelhos, espinafres, brócolos, entre outros vegetais e frutas frescas.

Deve optar-se por alimentos diuréticos como a cebola, alho, espinafres, espargos, melancia (entre outros) e evitar os que causam irritação no trato urinário (ex: café, chocolate e refrigerantes).

Vacinação

Indicada para tem infecções repetidas (recorrentes), pois diminui em cerca de 30% a sua reincidência. Estas vacinas podem ser de administração intramuscular (ex: Imunoprofilaxia) ou orais (ex: Urovaxom).

Antibiótico

Por vezes, por muitos cuidados que a mulher tenha, permanece o quadro de recorrência de infecções urinárias. Nestas situações podem ser utilizados antibióticos de uso prolongado em baixa doses. Vários estudos demonstram que a eficácia deste tipo de tratamento é eficaz e seguro. 

Existem quadros de infecções urinárias após o coito, que surgem cerca de 24 a 48 horas após a relação sexual. Neste caso, existe uma profilaxia em tomas únicas de antibiótico após cada acto sexual.

Sinais e sintomas da infecção urinária

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A infecção urinária pode ser sintomática ou assintomática.

Os principais sinais e sintomas são a urgência urinária, dor/ardor ao urinar, maior frequência de micções (incluindo no período da noite), dor lombar e alteração das características da cor e cheiro da urina. Contudo, outros sintomas podem surgir.

Os sintomas e sinais que podem ocorrer são:

  • Ardor ou dor ao urinar (disúria)
  • Urgência urinária
  • Micções frequentes e em pequenas quantidades de cada vez
  • Urina com alteração da cor e cheiro: a cor da urina torna-se mais escura e o cheiro mais forte. Pode surgir sangue na urina (hematúria) ou pús (piúria)
  • Sensação de frio, calafrios e febre
  • Dor lombar ou no baixo ventre
  • Incontinência urinária 

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Como diagnosticar infecção urinária?

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Quando surgem sintomas de infecção urinária estas devem ser avaliadas por médico especialista em urologista, clínica geral ou ginecologista. Este irá solicitar a realização de uma análise à urina para determinar a bactéria responsável pela infecção.

É provável que o médico faça um estudo mais profundo do trato urinário após tratar a infecção. Isto para determinar a existência de outros problemas de saúde que possam estar na base da infecção, como o cálculo renal. Neste caso, podem ser utilizados meios de diagnóstico como a cistoscopia, ou exames de imagem como a tomografia axial computorizada (TAC).

Exames

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Os exames realizados podem ser:

Exame de urina

O exame à urina também é denominado por urianálise. Este tipo de análise é rápido e consiste em molhar uma tira plástica, com diferentes compostos, que em contacto com a urina muda de cor.

Este exame pode ser usado para detectar e medir o nível na urina de sangue, cetonas, glicose, proteínas, nitritos, leucócitos, entre outras.

A presença de nitritos em quantidade elevada indica uma infecção urinária. Na urinálise, também pode apresentar sangue e leucócitos, no caso de uma infecção urinária.

Contudo, este tipo de exame não determina a bactéria causadora da infecção.

Cultura de urina

A cultura de urina, também chamada de urocultura, determina a bactéria que está a provocar a infecção urinária. É recolhida uma porção de urina para um frasco esterilizado. A urina é observada em laboratório.

Com este tipo de análise é possível determinar o tratamento mais adequado a cada tipo de bactéria.

Em doentes acamados ou dependentes pode ser necessário a realização da urocultura recorrendo a sonda vesical ou a algália para recolha da urina. Este tipo de técnica habitualmente é feita pelos enfermeiros.

Infecção de urina: tratamentos e cuidados

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A infecção urinária, se não é tratada de forma rápida e eficaz pode provocar lesões renais graves e mesmo uma infecção generalizada. O seu tratamento deve ser indicado pelo médico após observação do doente, conhecimento dos sintomas e avaliação de exame à urina.

Antibiótico

O tratamento é feito com antibiótico que deve ser sempre prescrito pelo médico (exemplo: Sulfametoxazol + Trimetoprima, Fosfomicina, entre outros). A automedicação, como em outras situações, não é recomendada mesmo que sejam situações recorrentes.

O tratamento com antibiótico deve se acompanhado por outras medidas de tratamento como:

Hidratação

A ingestão de cerca de 2 litros/dia de líquidos, em particular água, ajuda na eliminação de bactérias. 

Ingerir alimentos ricos em água (como a melancia) ou chá de carqueja.

Também está indicado a ingestão de sumo de arando (Cranberry ou oxicoco).

Analgésicos, antiespasmódicos e antissépticos

A infecção urinária causa um grande desconforto (dor e ardor a urinar, peso na região do baixo ventre, vontade de urinar constante) pelo que é habitual o uso de antiespasmódicos como o Flavoxato (ex: Urispás) ou a Escopolamina (ex: Buscopan) para aliviar sintomas.

O uso de Fenazopiridina (ex: Urovit) é utilizado no controle de ardor e dor ao urinar.

A Metenamina e o Cloreto de Metiltiomínio (ex: Sepurin) também são indicados como antissépticos no alívio da dor e ardor ao urinar assim como na prevenção de infecções recorrentes e eliminação bacteriana.

Tratamento hormonal

Nas mulheres os níveis de estrogénio vão diminuindo com o avançar da idade. Esta situação conduz a uma mucosa menos ácida e as paredes do trato urinário mas finas e secas. Estas condições aumentam o risco para a infecção pelo que, em algumas situações, se recomende o tratamento hormonal com estrogénios na prevenção das infecções urinárias.

Tratamentos caseiros para curar a infecção urinária

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Outras medidas naturais podem ser tomadas para ajudar a curar uma infecção:

Beber água e chás

A ingestão de líquidos é fundamental. Estes devem ser preferencialmente água mas também é aconselhado chá de carqueja, manjericão ou aroeira. Devem ser evitadas bebidas adocicadas ou com gás, café, bebidas alcoólicas.

A água também pode ser encontrada em alimentos como a melância.

O sumo de arando também ajuda a aliviar os sintomas da infecção urinária.

Alimentos 

O arando ou oxicoco (Cranberry). Este alimento impede a adesão das bactérias ao trato urinário. Assim, colabora para a diminuição do desenvolvimento bacteriano, sendo um complemento ao tratamento da infecção e prevenção de recidivas.

Existem alimentos com características diuréticas como a cebola, alho, pepino, melancia, cenoura que são importantes no tratamento da infecção urinária uma vez que ajuda a eliminar as bactérias através da urina.

Alivie a dor com compressas quentes

O uso de compressas quentes ou bolsas de água quente poderá ajudar no controlo da dor e ardor causado pelas infecções urinárias pois, o calor, atua como um anti-inflamatório no local.

Cada tratamento é adequado a cada doente e situação, pois deverá estar adequado a situações específicas como grávidas, crianças ou doentes com patologias ou alergias específicas.

Infecção urinária tem cura?

Uma infecção urinária provoca grande desconforto mas, de forma geral, o tratamento é eficaz e bem sucedido. Geralmente, os sintomas desaparecem entre 24 a 48 horas após o início do tratamento. 

Conclusão

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Apesar de causar grande desconforto, a infecção urinária tem cura rápida. Contudo, é importante o acompanhamento por um médico para que se possa tratar, estudar e despistar situações que levem a recorrências da doença ou infecções graves a nível renal, evitando assim o risco de lesão deste órgão.

Existem grupos de maior risco para este tipo de doença, pelo que devem estar mais atentos a sinais e sintomas da infecção no trato urinário assim como devem adotar medidas preventivas no seu dia a dia.

O tratamento deve ser prescrito por um médico para que seja adequado a cada situação.

Umas das causas da infeção urinária é a incontinência urinária, sobretudo em pessoas que têm necessidade de usar fraldas ou que usam algália. Na Mais que Cuidar poderá receber aconselhamento de profissionais de saúde que ajudarão a prevenir as infeções urinárias e a escolher os melhores produtos para gerir a incontinência.

Referências

*Atenção: O Blog Mais que Cuidar é um espaço informativo, de divulgação e educação sobre temas relacionados com saúde e bem-estar, não devendo ser utilizado como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde.

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