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Incontinência urinária em adultos: o que é e como tratar

Incontinência urinária adultos idosos

Caracterizada pela perda involuntária de urina, a incontinência urinária afeta 20% da população portuguesa com mais de 40 anos, o que significa que 1 em cada 5 portugueses sofre desta condição.

Ainda assim, trata-se de uma situação mais frequente nas mulheres e, por isso, entre os 45 e os 65 anos a proporção de casos de incontinência urinária é de 3 mulheres para cada homem.

A verdade é que a incontinência não é toda igual e existem causas diferentes para a incontinência quer nos homens, nas mulheres, nos idosos e nas crianças.

Certo é que muitas pessoas que sofrem de incontinência urinária sentem alguma relutância em admiti-lo, o que pode significar que não irá receber o tratamento mais adequado.

Aliás, dados indicam que apenas 10% dos doentes recorrem ao médico por problemas de incontinência, os restantes recorrem à automedicação ou à autoproteção.

Mas não existe apenas um tipo de incontinência urinária. São várias as tipologias, com diferentes causas e manifestações e com distintas formas de tratamento. Cirurgia, fisioterapia ou terapêutica medicamentosa são alguma das opções que se apresentam nos dias de hoje como opções válidas e seguras de tratar e até curar esta condição.

Na Mais que Cuidar pode encontrar vários produtos de apoio como fraldas, pensos, resguardos e cremes hidratantes para a pele que podem ajudar a lidar com a incontinência urinária em adultos e idosos.

Saiba tudo sobre a incontinência urinária neste guia completo que elaborámos para si. Confira!

O que é a incontinência urinária?

O que é a incontinência urinária

A Associação Portuguesa de Urologia define a incontinência urinária como “uma situação patológica que resulta da incapacidade em armazenar e controlar a saída da urina”.

Esta condição caracteriza-se por perdas urinárias involuntárias que se apresentam de forma muito diversificada, desde fugas muito ligeiras e ocasionais, a perdas mais graves e regulares.

Quais os tipos de incontinência urinária?

Incontinência urinária tipos

Incontinência de esforço

É a perda involuntária de urina associada a um esforço físico, como tossir, rir, correr ou andar e que provoca um aumento da pressão abdominal. Ou seja, devido ao enfraquecimento dos músculos do pavimento pélvico (músculos pélvicos que suportam a bexiga e a uretra) e quando existe uma pressão sobre a bexiga ocorre a perda de urina.

Este tipo de incontinência é mais prevalente em mulheres entre os 45 e 65 anos, e entre os vários tipos de incontinência urinária, este é o mais comum entre as mulheres estimando-se que constitua metade de todos os casos de incontinência urinária.

Pode também afetar os homens, habitualmente, após prostatectomia radical (tratamento utilizado para tratamento do cancro da próstata).

Incontinência por bexiga hiperativa (urgência)

A incontinência por bexiga hiperativa carateriza-se pela perda involuntária de urina associada a uma forte vontade de urinar denominada “urgência”.

Ocorre quando o indivíduo sente uma forte vontade de urinar, mas não consegue controlar a saída da urina antes de chegar à casa de banho, e por isso se denomina de bexiga hiperactiva.

O volume e a frequência das perdas de urina são, normalmente, variáveis mas maiores do que na incontinência urinária de esforço.

Este tipo de incontinência pode estar relacionado com o envelhecimento e o avanço da idade, mas também surge em idades mais jovens, associado a doenças neurológicas ou, muitas vezes, sem causas identificáveis.

Incontinência mista

Incontinência urinária mista

Este tipo de incontinência define-se pela combinação da incontinência de esforço com a incontinência de urgência. Ou seja, uma pessoa pode sofrer dos dois tipos de incontinência.

Incontinência por regurgitação (extravasamento)

A incontinência urinária por regurgitação resulta do facto de a bexiga estar muito cheia e nunca se esvaziar por completo, acabando por haver pequenas perdas de urina.

 Normalmente ocorre quando a bexiga está dilatada e insensível devido a uma retenção crónica de urina. Entre as causas apontam-se a fraqueza dos músculos ou a existência de um bloqueio da uretra.

Em qualquer das causas, as perdas de urina acontecem sempre de uma forma incontrolável, sem depender da vontade da pessoa.

Incontinência funcional

Este tipo de incontinência ocorre quando o doente, depois de reconhecer a necessidade de urinar, não tem capacidade de chegar a tempo à casa de banho, por mobilidade limitada ou doença neurológica, como a doença de Alzheimer ou Parkinson, que a impeça de planear essa acção de forma estruturada.

Enurese noturna

A enurese noturna consiste em perdas de urina durante o sono e que não é consequência de falta de controlo da bexiga, por doença neurológica, ataque epilético ou qualquer alteração estrutural do trato urinário.

É mais frequente em crianças, mas podem ocorrer também em idade adulta. Pode estar presente desde sempre ou relacionar-se com alterações emocionais ou comportamentais.

Incontinência urinária: Quais as causas?

Incontinência urinária causas

A incontinência urinária pode manifestar-se em qualquer idade, embora seja mas comum em pessoas a partir dos 40 anos.

Na maioria dos casos, é causada pelo enfraquecimento dos músculos do pavimento pélvico, mas também por doenças e hábitos que podem favorecer o desenvolvimento da incontinência urinária, estimular a bexiga e aumentar a produção de urina.

Já os problemas urinários neurológicos são causados por lesões no cérebro, na espinal medula ou nos nervos, e podem afetar doentes que sofrem de lesões causadas por trauma, acidente vascular cerebral, esclerose múltipla e doença de Parkinson.

Conheça as principais causas da incontinência urinária:

Retardar a micção

O hábito de não satisfazer a vontade de urinar quando esta surge e retardar a micção, seja por obrigações profissionais ou outras atividades diárias, pode favorecer o aparecimento de infeções urinárias e perdas de urina, já que se está a exercer um peso desnecessário. Este tipo de comportamento pode ser visto como uma das causas da incontinência urinária.

A idade

A incontinência urinária não é um desígnio do envelhecimento, mas é um importante fator de risco, já que o avançar da idade leva ao enfraquecimento dos músculos pélvicos e alguns tecidos percam elasticidade. Para além disso, com o envelhecimento a coordenação dos mecanismos do sistema urinário e do sistema nervoso central pode também deteriorar-se.

Gravidez e parto

A gravidez e o parto são igualmente fatores de risco para incontinência urinária, já que os músculos do pavimento pélvico ficam distendidos devido ao peso e à pressão que o bebé exerce. A boa notícia é que estas alterações que costumam ocorrer na gravidez e no pós-parto podem ser reversíveis e temporárias.

Menopausa

Durante esta fase, o organismo da mulher deixa de produzir estrogénios (hormonas femininas), e em consequência disso os músculos da bexiga enfraquecem e perdem elasticidade originando o aparecimento das perdas de urina. Por isso, a menopausa é conhecida como outra das causas da incontinência urinária.

Obesidade

A obesidade também está associada a incontinência urinária e verifica-se, por vezes, que o emagrecimento reduz a sua gravidade.

Diuréticos

A toma de diuréticos (medicamentos que promovem a diurese, ou seja, que aumente o volume de urina produzida) é muitas vezes a principal causa da incontinência urinária devido ao seu mecanismo de ação, pois estimulam a bexiga e o aumento do volume da urina.

Quais os sinais de alarme?

Incontinência urinária sinais de alarme

O principal sinal de alarme para suspeitar da incontinência é a perda involuntária de urina, no entanto é possível considerar outros sinais de alarme:

  • Necessidade frequente de urinar
  • Sensação de bexiga cheia depois de urinar
  • Perda de força do jato urinário

Quais os sintomas da Incontinência urinária?

Sintomas de incontinência urinária

A perda de urina constitui o principal sintoma da incontinência urinária. No entanto, é possível identificar outros sintomas da incontinência urinária, entre os quais:

Incapacidade de urinar

Está relacionada, por exemplo, com a retenção de urina.

Dor relacionada com o facto da bexiga estar cheia

Pode haver também dor ao urinar sem que exista infeção da bexiga.

Enfraquecimento progressivo do jato urinário

Pode ocorrer com ou sem sensação de esvaziamento completo da bexiga.

Aumento da frequência das micções

Sem relação com infeção da bexiga, durante o dia e/ou noite.

Necessidade de chegar rapidamente à casa de banho

É um sintoma de incontinência urinária muito comum.

Fuga de urina

Pode iniciar-se ou continuar após um procedimento cirúrgico.

Infeções frequentes da bexiga

A elevada frequência de infeções pode levar ao aparecimento de incontinência urinária.

Com é feito o diagnóstico?

Incontinência urinária diagnóstico

Habitualmente, o médico responsável pelo diagnóstico de um problema urinário é o urologista, que para identificar o problema pode pedir alguns exames específicos, como:

  • Exame de urina
  • Diário da bexiga (em que o paciente anota o que bebe, o que come, quantas vezes foi ao wc e qual o volume de urina, entre outras coisas)
  • Medição residual pós-miccional, que consiste em verificar quanto de urina foi produzido e quanto permaneceu na bexiga após a micção.

Sempre que os episódios de incontinência urinária se prolonguem no tempo e afetem a qualidade de vida, criando estigmas sociais, não hesite em consultar o seu médico.

Além disso, a incontinência urinária pode ser um sintoma de outros problemas mais sérios de saúde.

Como tratar a incontinência urinária?

Tratamento da incontinência urinária

O tratamento vai depender do tipo de incontinência. Ou seja, a escolha do tratamento para a incontinência urinária ocorre após o diagnóstico e identificação da causa e do tipo de perda urinária, sendo possível que uma mesma pessoa possa combinar diferentes tratamentos.

Por exemplo, o tratamento da incontinência urinária de esforço pode passar, em grande parte, pela reeducação comportamental, eletroestimulação ou através de uma pequena cirurgia minimamente invasiva que consiste na colocação de uma rede suburetral. 

Já para o tratamento da incontinência de urgência, utilizam-se frequentemente fármacos que controlam a hiperatividade do detrusor, de toma oral ou mesmo através da aplicação intravesical.

Fisioterapia

Consiste num trabalho de reeducação e fortalecimento da musculatura do pavimento pélvico, popularmente mais conhecida como períneo, através de exercícios físicos muito específicos.

Os exercícios podem ser realizados pela própria doente ou com auxílio de fisioterapeutas e de técnicas específicas como biofeedback e eletroestimulação.

É especialmente indicada para os casos de incontinência urinária de esforço ou mista.

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Cirurgia

A cirurgia tem um papel muito importante não apenas pela sua elevada eficácia mas também pela sua simplicidade de execução com mínimos efeitos indesejáveis para o doente

Baseia-se na realização de operações cirúrgicas na bexiga e na uretra e as técnicas cirúrgicas de eleição atualmente passam pela colocação de fitas de material sintético (existem inúmeros tipos no mercado), sob a uretra.

Este é o tipo de tratamento menos utilizado e recorre-se a ele em último recurso quando os outros tratamentos não tiverem resultado.

A maioria das técnicas desenvolvidas encontram-se indicadas para a incontinência de esforço. A taxa de cura da incontinência de esforço é de 90%.

Medicamentos

Remédios para a incontinência urinária

As respostas farmacológicas permitem melhorar a quase totalidade das solicitações e, na maioria dos casos, resolvem-nas.

Na incontinência urinária por urgência, o tratamento com fármacos orais (cuja ação estabiliza o músculo vesical – o detrusor – inibindo a sua contracção involuntária) consegue melhorias sintomáticas na maioria dos doentes.

Nos casos refractários à terapêutica oral (que não respondem) ou que não a tolerem, pode recorrer-se à administração de fármacos diretamente na bexiga, um procedimento simples e com boa eficácia e segurança.

Exercícios de kegel

Exercícios de Kegel para a incontinência urinária

São exercícios de contração lenta e rápida do pavimento pélvico que se destinam ao controlo da bexiga e ajudar a tonificar os músculos envolvidos na micção.

Os exercícios de Kegel podem ser feitos em casa e não exigem supervisão médica.

E como realizar os exercícios de Kegel?

Em posição sentada com as lombares assentes no encosto e os antebraços apoiados nas coxas, focalizar as contracções dos músculos que sentimos quando tentamos reter a saída da urina. Podem também ser feitos de pé e deitada de costas no chão.

Deve contrair os músculos do pavimento pélvico e aguentar 5 segundos. Respirar suavemente e relaxar durante 5 segundos. Repetir em séries de 10 vezes; é recomendável realizar os exercícios, no mínimo, 3 vezes por dia. Os exercícios devem ser realizados sempre com a bexiga vazia.

Estes exercícios estão indicados para mulheres com incontinência urinária de esforço, urgência ou mista; em mulheres grávidas e três meses após o parto.

Produtos de apoio para a incontinência urinária

Produtos de apoio para a incontinência urinária

Entre os principais problemas relacionados à incontinência urinária, estão a humidade da pele, o odor a urina, a possibilidade de perdas urinárias, risco de lesões da pele e, naturalmente, o desconforto causado por cada uma destas situações.

A humidade da pele resulta do contacto prolongado da pele com a urina e podem provocar assadura. Para evitar esta situação, é indicado a utilização cremes protetores da pele e de produtos absorventes com alta performance de absorção, ou seja, que absorvam rapidamente a urina para o interior do produto e que evitem o retorno da urina para a superfície do produto.

Pensos

Existe actualmente uma enorme diversidade de pensos para a incontinência urinária. Variam no tamanho, na marca, e no material utilizado.

Habitualmente testados dermatologicamente, apresentam-se embalados individualmente e uma faixa adesiva para usar com a roupa interior normal.

Proporcionam a máxima protecção, têm barreiras protetoras que ajudam a evitar fugas e têm sistema de neutralizar odores, absorvendo o odor a urina em segundos.

Estão indicados para pessoas com incontinência urinária ligeira.

Fraldas

Fraldas para incontinência urinária

As fraldas têm uma maior capacidade de absorção e são adequadas para pessoas com incontinência urinária muito grave, muito dependentes e até acamados.

São também indicadas para uso prolongado durante a noite.

Têm grande capacidade de absorção, possuem barreiras interiores antifugas e possuem uma camada de distribuição de secagem rápida para que o doente não fique com a sensação de “fralda molhada”.

Resguardos impermeáveis para a cama

Este tipo de produto pode estar indicado para os casos de enurese nocturna uma vez que se aplicam como resguardo do colchão para protecção da cama contra fugas de urina.

Estão fortemente indicados nos casos de incontinência urinária que afeta idosos, pessoas deficientes e, em alguns casos, pessoas com dificuldade na mobilidade.

Produtos especiais para acamados com incontinência urinária

produtos para incontinência urinária idosos

São várias as opções que existem no mercado para os casos de doentes acamados com incontinência urinária.

A opção por um ou outro vai depender da gravidade da incontinência, do grau de dependência e da capacidade de mobilidade do doente.

As opções podem passar por:

Incontinência urinária em idosos

Incontinência urinária idosos

Estudos realizados na população portuguesa apontam para a existência de 600 mil incontinentes nos diferentes segmentos etários, mas com o envelhecimento da população, a tendência será este número continuar a crescer, já que a prevalência da incontinência urinária no idoso varia de 8 a 34% segundo o critério ou método de avaliação.

Como em qualquer faixa etária, também no idoso a continência urinária não depende apenas da integridade do trato urinário inferior.

Alterações da motivação, da destreza manual, da mobilidade, da lucidez e a existência de doenças associadas estão entre os fatores que podem ser responsáveis pela incontinência urinária nesta população.

As principais causas são:

  • Alterações teciduais da senilidade que comprometem o trato urinário inferior
  • Alterações hormonais como a menopausa
  • Poliúria noturna
  • Alterações psicológicas
  • Hiperplasia prostática benigna
  • Doenças concomitantes
  • Efeitos colaterais de medicamentos.

Quais as complicações da incontinência urinária?

Incontinência urinária complicações

A incontinência urinária é, certamente, uma situação embaraçosa, que conduz ao isolamento e afeta a saúde física e psicológicas de quem sofre desta condição.

Apesar de não ser uma situação de risco de vida, tem um impacto negativo na qualidade de vida das pessoas mas pode também trazer riscos para a saúde.

Pielonefrite

A falta de higiene pode conduzir a uma acumulação de bactérias e levar a infecções do trato baixo e subir até aos rins e criar uma infecção generalizada. Além disso, a pielonefrite pode acometer pessoas imunossuprimidas, como grávidas e idosos portadores de diabetes ou hepatite.

Caso a infecção se torne crónica, pode causar lesões irreversíveis e prejuízo da função renal. Assim, se sentir os sintomas característicos, como dor lombar, urgência e dor para urinar ou odor desagradável, procure um médico imediatamente.

Problemas de pele

A urina é a parte filtrada do sangue pelos nossos rins e, por isso, carrega diversos compostos tóxicos e irritativos para a nossa pele.

A pessoa que tem incontinência pode ficar em contacto com a urina por longos períodos de tempo, seja por não notar a perda da urina ou pelo consequente uso de fraldas e pensos, e provocar irritação na pele, comumente chamada de assaduras (dermatite).

Podem surgir áreas avermelhadas, pequenas bolhas, descamação e até o aparecimento de fungos.

Impacto social

O impacto social é, sem dúvida, um dos maiores problemas gerados pela incontinência urinária, uma vez que leva as pessoas a desistir da vida social ou mesmo de realizar simples atividades diárias, como praticar exercício físico ou mesmo jantar fora.

Não poder realizar pequenos esforços ou estar refém de uma casa de banho afeta a confiança da pessoa com esta condição que facilmente desenvolve sentimentos de culpa, vergonha e constrangimento.

Em casos mais graves pode mesmo levar à depressão. Segundo dados da Associação Portuguesa de Urologia, apenas 10% dos doentes recorrem ao médico por problemas de incontinência. Os restantes recorrem à automedicação ou à autoproteção, dado revelador do quanto estigmatizante pode ser esta condição.

Como prevenir a incontinência urinária?

Prevenir a incontinência urinária

Ainda que nem sempre seja possível prevenir a incontinência urinária, existem algumas estratégias que diminuem o risco de incidência. Assim, recomenda-se:

  • Uma dieta equilibrada e saudável, evitando alimentos que promovem a irritação da bexiga, principalmente os mais ácidos;
  • Ingestão de fibras que previnem a obstipação, uma das causas de incontinência urinária;
  • Moderação do consumo de cafeína, tabaco e bebidas alcoólicas;
  • Criação de uma rotina de realização regular de atividades física como os exercícios de Kegel que trabalham o pavimento pélvico;
  • Controlo da diabetes e da obesidade.
Veja também: Diabetes tipo 1 e 2, quais os sintomas, valores e alimentação ideal?

A incontinência acontece só em mulheres?

Incontinência urinária em mulheres

A incontinência pode ocorrer em homens e mulheres, em qualquer idade, mas é mais comum entre as mulheres e idosos, afetando cerca de 30% das idosas e 15% dos idosos.

Entre os 45 e os 65 anos a proporção de casos de incontinência urinária é de 3 mulheres para cada homem.

É uma condição mal entendida, por vezes subvalorizada, mas é um problema de saúde pública que afeta, de forma marcada, a qualidade de vida e com um impacto biopsicossocial relevante.

Nas mulheres ocorre sobretudo após a gravidez e na menopausa e está associada à debilidade dos músculos do pavimento pélvico, e consequente perda de flexibilidade.

Para além disso, está intimamente associada com o prolapso genital (habitualmente causado pelo parto) e afeta 50% das mulheres com mais de um filho.

Conclusão

Conclusão incontinência urinária em idosos adultos

Trata-se de um problema que afeta sobretudo a qualidade de vida das pessoas seja pelo constrangimento e vergonha que os doentes sentem, seja pela limitação que pode constituir a nível social e laboral.

Ainda que nem sempre seja possível prevenir, existem algumas estratégias que diminuem o risco de incidência, e que devem ser adotadas pelas pessoas com maior risco de poder vir a sofrer de incontinência urinária.

Afeta sobretudo mulheres e idosos e, na maioria dos casos, não deve ser ignorada nem adiada já que existem soluções adaptadas ao tipo de incontinência e que passam pela cirurgia, pela toma de medicamentos mas também por medidas simples, mas eficazes.

A perda involuntária de urina é o principal sintoma a que deve estar atento, e na sua presença não hesite em procurar ajuda médica, que o encaminhará para a solução mais adequada ao seu caso. Lembre-se a incontinência urinária não tem de ser permanente.

Na Mais que Cuidar pode encontrar vários produtos de apoio como fraldas, pensos, resguardos e cremes hidratantes para a pele que podem ajudar a lidar com a incontinência urinária em adultos e idosos.

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Referências

*Atenção: O Blog Mais que Cuidar é um espaço informativo, de divulgação e educação sobre temas relacionados com saúde e bem-estar, não devendo ser utilizado como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde.

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