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Paralisia Cerebral (PC): sintomas, tipos, causas e tratamentos

20 de Janeiro de 2020
paralisia cerebral infantil criança

Em cada 1000 bebés, em média dois serão afectados por Paralisia Cerebral (PC). A criança com PC apresenta uma perturbação do controlo da postura e movimento em consequência de uma lesão não progressiva que atinge o cérebro em desenvolvimento.

Na paralesia cerebral infantil existe um enorme espectro de gravidade. Algumas crianças terão perturbações ligeiras, quase impercetíveis. Outras terão grave incapacidade, sendo totalmente dependentes nas atividades da vida diária.

Embora a paralisia cerebral não tenha cura, muitas destas pessoas poderão ter uma vida quase normal, estudando, trabalhando, praticando desporto, entre outros.

Nas lojas Mais que Cuidar existem serviços na área dos cuidados de saúde domiciliários, tais como o apoio domiciliário, a fisioterapia, a terapia da fala e os serviços de enfermagem 24h/dia que podem dar uma ajuda importante no tratamento de pessoas com Paralisia Cerebral.

Além disso, pode encontrar aconselhamento profissional especializado na área dos produtos de apoio e ajudas técnicas como camas articuladas hospitalares, colchões ortopédicos, poltronas especiais, cadeiras de rodas, andarilhos, scooters, elevadores de transferência, produtos para apoio na higiene e casa de banho, ortóteses e terapias respiratórias.

Descubra o que é a Paralisia Cerebral, quais os tipos, as causas, os sintomas, as complicações e o tratamento. Confira as características da PC espástica e a importância da tecnologia e dos produtos de apoio no tratamento de doentes com Paralisia Cerebral, neste guia completo gratuito.

Veja abaixo os tópicos que serão abordados neste artigo:

Paralisia Cerebral (PC) o que é

paralesia cerebral o que é pc

A paralisia cerebral (PC) é uma perturbação não progressiva caracterizada por uma dificuldade no controle da postura e do movimento, causada por alguma anomalia ou lesão cerebral ocorrida num período precoce do desenvolvimento do cérebro.

Alguns autores defendem a idade limite dos 2 anos de idade, outros autores, baseados na plasticidade cerebral, propõe os 5 anos de idade.

Paralisia Cerebral Tipos   

Existem os seguintes tipos de PC:

PC Espástica

paralisia cerebral infantil espática tipos

Caracterizada por paralisia e aumento de tonicidade dos músculos resultante de lesões no córtex ou nas vias daí provenientes. Pode haver um lado do corpo afectado (hemiplegia), os quatro membros afectados (tetraplegia) ou os membros inferiores (diplegia).   

PC Disquinésia

Também denominada de Atetose/Coreoatetose ou Distonia é caracterizada por movimentos involuntários e variações na tonicidade muscular resultantes de lesões dos núcleos situados no interior dos hemisférios cerebrais (Sistema Extra-Piramidal).   

PC Atáxica       

Caracterizada por diminuição da tonicidade muscular, incoordenação dos movimentos e equilíbrio deficiente, devidos a lesão ou anomalia no cerebelo ou das vias cerebelosas.

Qual a causa da paralisia cerebral?   

paralisia cerebral infantil causas

As causas da PC podem surgir num dos três períodos de gestação (antes, durante e após o parto).

Pré-natais (antes do parto) 

  • Infeções: Rubéola, Sífilis, Listeriose, Citomegalovirus, Toxoplasmose e AIDS;
  • Uso de drogas, tabagismo, álcool;
  • Desnutrição materna;
  • Alterações cardiocirculatórias maternas;
  • Diabetes
  • Tensão alta

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Peri-natais (durante o parto)

  • Anóxia;
  • Hemorragias intracranianas;
  • Traumas obstétricos (durante o parto).

Pós-natais (pós-parto)

  • Traumas cerebrais;
  • Meningites;
  • Convulsões;
  • Desnutrição;
  • Falta de estímulo;
  • Hidrocefalia.

Quais são os sintomas da paralisia cerebral? 

paralisia cerebral infantil sintomas

Os primeiros sinais de paralisia cerebral geralmente surgem antes de uma criança completar 18 meses de idade. As crianças com paralisia cerebral são frequentemente lentas em atingir marcos do desenvolvimento, tais como aprender a sentar, gatinhar, sorrir ou caminhar.

Os pais muitas vezes são os primeiros a suspeitar que seu bebé não está a ter um desenvolvimento normal das suas habilidades motoras.

Os principais sintomas de PC são:

Alterações da linguagem e da fala

As crianças com paralisia cerebral tendem a ter alterações da linguagem, especialmente devido a disartria: problema neurológico no qual existe a dificuldade em articular as palavras. Isso porque os músculos envolvidos no processo da fala costumam ser atingidos.

Fraqueza muscular generalizada

Os músculos são incapazes de trabalhar adequadamente, sendo que essa fraqueza pode ser ligeira ou grave.

Alteração do tónus muscular

Os músculos da criança podem ficar muito moles ou muito duros.

Dificuldade em respirar

Devido à dificuldade em movimentar o diafragma.

Terapias respiratórias: Confira

Disfunções e atrasos no desenvolvimento motor

paralisia cerebral em bebês sintomas

Geralmente, entre os 6 e os 9 meses de idade, as crianças começam a desenvolver a sua motricidade grossa — conseguem fazer movimentos mais amplos, ainda que bruscos e imprecisos. As crianças com paralisia cerebral têm dificuldades nesse desenvolvimento;

Má coordenação motora

Algumas crianças conseguem realizar movimentos mais amplos, no entanto não conseguem desenvolver essa habilidade ao ponto de conseguirem fazer movimentos mais precisos (motricidade fina);

Utilizar mais um lado do corpo

A criança pode tentar pegar em objetos utilizando apenas uma mão ou gatinhar arrastando uma perna, sinais de que há dificuldade na movimentação do outro lado do corpo;

Dificuldade em andar

A marcha das crianças com PC pode ser atingida. Podem desenvolver uma “marcha em tesoura”, na qual a criança cruza uma perna na frente da outra para conseguir andar. Outra manifestação comum, especialmente quando apenas um lado é afetado, é o andar manco;

Salivação excessiva (baba)

Dificuldades nos movimentos dos músculos da região bucal podem fazer com que a salivação não fique retida dentro da boca;

Dificuldade em engolir

Problemas nos músculos da garganta provocam dificuldade em engolir. Este problema também pode piorar a baba, visto que a criança não consegue engolir a própria saliva;

Dificuldade para chupar na fase de amamentação

Quando os músculos da boca são atingidos, o movimento de sucção impede que o bebé consiga “chupar” o bico do seio da mãe, o que pode provocar dificuldades e problemas na amamentação;

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Dificuldade em urinar

Embora a micção seja involuntária até certo ponto, existem diversos músculos voluntários relacionados ao processo. Por isso, problemas nestes músculos podem provocar dificuldades na hora de urinar como retenção urinária ou dificuldade em esvaziar completamente a bexiga.

Muitos dos doentes com PC têm necessidade em ficar algaliados ou necessitam de fazer o esvaziamento da bexiga várias vezes ao dia.

Problemas de sono

Crianças com paralisia cerebral podem apresentar alterações do sono. Bebés com músculos muito rígidos têm dificuldade em pegar no sono, além de chorarem mais frequentemente que os bebés saudáveis.

Problemas na alimentação

alimentação nutrição paralisia cerebral sintomas

Devido aos problemas musculares, as pessoas com PC podem apresentar limitações na alimentação. Os danos na motricidade fina impedem a preparação de alimentos e o manusear de pratos e talheres. Além disso, as pessoas com os músculos da face afetados podem ter dificuldade em mastigar e engolir.

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Outros sintomas

Outros sintomas relacionados com a paralisia cerebral são:

  • Osteoporose;
  • Desnutrição;
  • Alterações do humor e do comportamento, como depressão e ansiedade;
  • Obstipação;
  • Vómitos;
  • Incontinência urinária e fecal.

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Complicações da paralisia cerebral

paralisia cerebral sequelas

A fraqueza ou rigidez muscular e os problemas de coordenação podem contribuir para uma série de complicações em doentes com paralisia cerebral, desde a infância até a vida adulta.

Contraturas

Encurtamento do tecido muscular devido ao aperto intenso do músculo (espasticidade). As contraturas podem inibir o crescimento ósseo, dificultar o movimento e resultar em deformidades das articulações ou luxação e deslocamento parcial.

Desnutrição

Pode surgir uma vez que os problemas de deglutição podem dificultar a alimentação.

Osteoartrite

A pressão sobre as articulações ou o alinhamento anormal das articulações pode provocar o desenvolvimento precoce de osteoartrite (artrose).

Problemas de saúde mental

O isolamento social e os desafios de lidar com a deficiência podem aumentar o risco de problemas psiquiátricos.

Crises epilépticas

Varia de 25 a 35% dos casos de PC, ocorrendo mais associado com a forma hemiplégica ou tetraplégica.

Deficiência intelectual

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Surge em cerca de 30 a 70% dos doentes. Está mais associada às formas tetraplégicas, diplégicas ou mistas;

Problemas respiratórios   

Pessoas com paralisia cerebral podem desenvolver doenças pulmonares e problemas respiratórios como pneumonias ou secreções brônquicas com necessidade de aspiração.

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Escoliose

É provável que algumas crianças desenvolvam escoliose — uma deformação na coluna vertebral — antes dos 10 anos de idade, em especial aquelas com muitas dificuldades na motricidade grossa. Estima-se que 21 a 64% dos doentes com PC venham a desenvolver esta deformidade.

Dores crónicas

Como resultado das deformidades, as crianças com PC podem sofrer de dores crónicas, muitas vezes não diagnosticadas em crianças pequenas. Estas dores são causadas, geralmente, pelo encurtamento dos músculos, postura anormal, rigidez das articulações, entre outros.

Convulsões

Alterações cerebrais são um fator de risco para as convulsões. Deste modo, as crianças com paralisia cerebral podem vir a apresentar crises convulsivas.

Fatores de risco

paralisia cerebral riscos

Vários fatores de risco podem aumentar a probabilidade de paralisia cerebral. No entanto, é importante saber que estes fatores de risco podem não resultar necessariamente na doença.

Estes fatores de risco normalmente estão presentes:

  • Durante o desenvolvimento fetal, antes, durante ou logo após o nascimento
  • Durante a infância   

Fatores de risco para a paralisia cerebral incluem:

  • Nascimento prematuro
  • Baixo peso ao nascer
  • Má nutrição intra-uterina
  • Falta de fatores de crescimento durante a vida intra-uterina
  • Incompatibilidade de RH ou tipo de sangue A-B-O entre a mãe e a criança
  • Infeção da mãe com sarampo ou outras doenças virais (Rubéola, Citomegalovírus) no início da gravidez
  • Infeção bacteriana da mãe, do feto ou criança que ataca direta ou indiretamente o sistema nervoso central do bebé
  • Perda prolongada de oxigénio antes ou durante o parto
  • Icterícia grave logo após o nascimento

Diagnóstico

como diagnosticar paralisia cerebral bebé

O diagnóstico é definido com base na avaliação clínica, na qual o médico examina alterações do movimento e da postura, sendo os exames complementares utilizados apenas para certificar de que não há outras causas para os sintomas.

O reconhecimento precoce da PC é extremamente difícil. Muitas das vezes, e na maior parte dos casos, é impossível diagnosticar a PC em crianças com idades inferiores aos quatro meses de idade, ou até mesmo em crianças com seis meses, com um comprometimento neurológico ligeiro.

Nos primeiros meses de vida, a maioria dos bebés com PC não mostram muitos sinais de comprometimento como sendo definitivos (durante os primeiros dois, três anos de vida), mas antes, sinais de atraso em relação aos outros bebés “ditos normais”.

Exames

exames para diagnosticar paralesia cerebral

A fim de detectar anomalias cerebrais ou descartar a hipótese de outros distúrbios, o médico pode pedir os seguintes exames:

Eletroencefalograma (EEG)

Se a criança apresentar convulsões, o médico pode pedir um eletroencefalograma para detectar o problema. Este exame consiste em monitorizar a atividade elétrica do cérebro.

Visto que as convulsões são resultado de um desequilíbrio eletroquímico do cérebro, o padrão das ondas mostradas pelo EEG pode apresentar uma alteração, que auxilia no diagnóstico do problema.   

Ressonância magnética

A ressonância magnética (IRM) é um tipo de exame que utiliza campos magnéticos para criar imagens transversais do cérebro (como se ele tivesse sido cortado) e mostra alterações na sua estrutura.

Ultrassonografia craniana

A ultrassonografia craniana usa ondas sonoras para criar uma representação visual dos tecidos dentro do corpo.

Exames adicionais

Caso o diagnóstico seja confirmado, o médico pode pedir outros exames para avaliar as habilidades da criança. Estes podem ser: exames oftalmológicos, auditivos, habilidades intelectuais, entre outros.

Para verificar a possibilidade de problemas metabólicos ou genéticos, também podem ser pedidos análises ao sangue.

Tratamentos

paralisia cerebral tratamentos

Como a PC não tem cura, o tratamento procura melhorar as capacidades motoras e cognitivas a fim de assegurar maior autonomia e qualidade de vida para a pessoa.

Para isso, o tratamento deve ser feito com uma equipe multidisciplinar composta por profissionais de saúde especializados. O neurologista é o especialista em doenças do sistema nervoso, que compreende a doença e trata problemas como convulsões. O fisiatra é o médico responsável por identificar os danos e as capacidades motoras do doente, a fim de elaborar um programa de reabilitação.

Outras especialidades que podem estar colaborar no tratamento são: ortopedista, pneumologista, gastroenterologista, oftalmologista, enfermeiro, fisioterapeuta, psicólogo, nutricionista, terapeuta da fala, terapeuta ocupacional, entre outros.

Neuropediatria

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A Neuropediatria (também denominada Neurologia Pediátrica ou Neurologia Infantil) constitui uma especialidade ou sub-especialidade médica dedicada às doenças ou disfunções do sistema nervoso e do sistema muscular que se manifestam na criança ou na adolescência.

Habitualmente, o neuropediatra elabora e prescreve os programas de neuro-reabilitação para doentes afetados por paralisia cerebral. Estes programas devem enfatizar a maximização da função, sem perder de vista os limites já conhecidos do doente.

Fisioterapia

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É uma das terapias mais importantes no tratamento da paralisia cerebral. Geralmente, o tratamento começa bem cedo (assim que se descobre a doença), e consiste na realização de exercícios específicos para melhorar a resistência e força muscular, assim como a motricidade e o equilíbrio.

A fisioterapia é muito útil porque pode ajudar a:

  • Melhorar a postura da criança, o tónus muscular e a respiração;
  • Controlar os reflexos e facilitar os movimentos;
  • Aumentar a flexibilidade e a amplitude das articulações.
  • Prevenir ou diminuir as complicações da PC.

Desta forma, é possível prevenir contraturas e outros problemas relacionados ao mau funcionamento muscular.

Terapia Ocupacional

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A Terapia Ocupacional é indispensável para o doente com paralisia cerebral, visto que estes apresentam dificuldades na realização das suas atividades de vida diária, como a alimentação, o banho, o vestuário, a higiene pessoal, a mobilidade e as transferências.

O terapeuta ocupacional trabalha com a rotina do doente e ajuda-o a gerir as suas atividades de forma autónoma e independente, procurando o melhor nível de desempenho em todas as suas atividades, incluindo o autocuidado, lazer, trabalho, participação social e educação.   

Terapia da Fala

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O Terapeuta da Fala intervém baseado no diagnóstico e no tratamento da estimulação sensório motora oral que atua na alimentação, produção da fala, desenvolvimento da linguagem e comunicação. Concretamente, trabalham com a comunicação ampliada e verbal da criança para obterem um nível satisfatório de comunicação.

O tratamento pode orientar a vocalização através da articulação, fonação e formação de palavras, alimentação, função de deglutição e controlo eficaz da baba.

As formas de comunicação ampliada envolvem linguagem de sinais, quadros de comunicação simples, onde as crianças apontam para os símbolos e expressem os seus desejos ou sistemas computadorizados que permitam uma comunicação não-verbal mais sofisticada.

Existem vários tipos de equipamento disponíveis no mercado que podem ser operados através de um simples movimento de mão ou cabeça, através do olhar fixo ou do controlo da respiração.

Medicamentos para a paralisia cerebral

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A seleção dos medicamentos depende do conjunto de sintomas, que pode atingir apenas certos músculos (isolado) ou todo o corpo (generalizado). Os tratamentos medicamentosos podem incluir:

  • Espasticidade isolada: podem ser recomendadas injeções de toxina botulínica diretamente no músculo, nervo ou ambos. 
  • Espasticidade generalizada: relaxantes musculares administrados por via oral podem ajudar quando os músculos ficam contraídos. Alguns medicamentos podem ser administrados diretamente na medula espinhal, através de uma bomba que é cirurgicamente implantada sob a pele do abdómen.

Também podem ser prescritos medicamentos específicos para crianças que tendem a apresentar excesso de saliva (baba).

Profissionais de atividades recreativas

Artes marciais, dança e natação ajudam a estimular coordenação motora e promovem a interação social.

Cirurgia

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A intervenção cirúrgica como a rizotomia seletiva envolve a remoção de aproximadamente 50% das raízes dorsais, diminuindo o tónus muscular nas extremidades inferiores.

Dessa forma, o desconforto ou dor serão aliviados e a aquisição da posição sentada ou da marcha será melhorada. O candidato ideal é a criança que tem força normal ou quase normal nas extremidades inferiores e que ainda não desenvolveu contraturas físicas para que a alteração do tónus melhore.

Musicoterapia

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A musicoterapia apresenta-se muito eficaz no tratamento das pessoas com paralisia cerebral. A paralisia cerebral é uma patologia ou grupo de distúrbios caracterizado por reduzida habilidade para se fazer uso voluntário dos músculos, podendo ocorrer ou não variável atraso cognitivo.

O uso da música tem demonstrado melhorias na atenção, motivação, relaxamento e vocalização do portador de paralisia, na presença de recursos musicais. Esta terapia utiliza tanto o som, o silêncio, o ritmo, o timbre, a melodia e outros elementos da música, quanto à própria música para alcançar os propósitos terapêuticos.

Tecnologias e Produtos de Apoio

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De acordo com as limitações de coordenação motoras e/ou de comunicação oral, as pessoas com Paralisia Cerebral são muitas vezes excluídas do convívio social.

No intuito de melhorar a qualidade de vida destas pessoas, tornando-as mais participativas na sociedade, estão a ser criadas e aperfeiçoadas as Tecnologias Assistivas e os Produtos de Apoio, que se constituem como: toda e qualquer ferramenta ou recurso utilizado com a finalidade de proporcionar uma maior independência e autonomia à pessoa com deficiência, das quais destacamos:

Mão Biónica

É como uma mão dita “normal”, tem motores nos dedos para que a pessoa possa movimentar os dedos normalmente, e a mão possui um sensor de pressão que percebe quando os dedos já pegaram no objecto.

Bastão de Boca

Para quem não pode utilizar as mãos, serve para escrever.

Varinhas de Cabeça

Serve também para escrever, como o Bastão de Boca, e para fazer pesquisas na Internet.

Teclados Adaptados

Nos casos em que uma pessoa não tem controlo ou precisão dos movimentos na musculatura das mãos, uma adaptação do teclado pode ser útil.

Tics – Sistemas auxiliares ou próteses para a comunicação

Forma pela qual diversas pessoas podem dialogar com o mundo exterior, podendo explicar os seus desejos e os seus pensamentos.

Recursos de acessibilidade ao computador

Conjunto de hardware e software especialmente desenhado para tornar o computador acessível, no sentido de que possa ser utilizado por pessoas com limitações sensoriais e motoras.

Projetos arquitetónicos para a acessibilidade

São adaptações estruturais e reformas na casa e/ou ambiente de trabalho, através de rampas, elevadores especiais, adaptações em casas de banho, que desviam ou reduzem as barreiras físicas, facilitando a deslocação e a mobilidade da pessoa com paralisia cerebral.

Produtos para auxiliar a vida diária e a vida prática

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São os materiais/produtos que auxiliam o desempenho autónomo e independente em atividades de vida diária ou ajudam a cuidar de pessoas em situação de dependência de auxílio. 

Damos como exemplo:

Próteses e ortóteses

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As próteses são as peças artificiais que substituem partes ausentes do corpo e as ortóteses são colocadas junto a um segmento do corpo, garantindo-lhe um melhor posicionamento, funcionamento e estabilização.

Ortóteses: quais os tipos e para que servem?

Produtos para melhorar a mobilidade

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A utilização de bengalas, uletas, andarilhos, cadeiras de rodas manuais, de posicionamento ou elétricas, scooters e qualquer outro veículo ou equipamento ou estratégia utilizada ajuda na melhoria da acessibilidade pessoal.

As cadeiras de rodas manuais ou elétricas devem ser personalizadas por um técnico de mobilidade especializado.

Adaptações em veículos

São os acessórios e adaptações que possibilitam uma pessoa com deficiência física conduzir um automóvel, são facilitadores de embarque e desembarque como elevadores e rampas para cadeiras de rodas.

Conclusão

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A Paralisia Cerebral é uma perturbação do controlo da postura e movimento, consequente de uma lesão cerebral que atinge o cérebro num período de desenvolvimento. Algumas crianças têm perturbações ligeiras, quase imperceptíveis mas outras são gravemente afectadas sendo dependentes nas atividades da sua vida diária.

Temos a consciência de não haver cura para a paralisia cerebral mas sabemos que muitas destas pessoas poderão ter uma vida quase normal, estudando, trabalhando, praticando desporto, entre outros.

Para que estes indivíduos, com características e necessidades tão especiais, aprendam a conviver com a própria condição, poderão contar com o apoio de diversos profissionais de saúde.

Nas lojas Mais que Cuidar existem serviços na área dos cuidados de saúde domiciliários, tais como o apoio domiciliário, a fisioterapia, a terapia da fala e os serviços de enfermagem 24h/dia que podem dar uma ajuda importante no tratamento de pessoas com Paralisia Cerebral.

Além disso, pode encontrar aconselhamento profissional especializado na área dos produtos de apoio e ajudas técnicas como camas articuladas hospitalares, colchões ortopédicos, poltronas especiais, cadeiras de rodas, andarilhos, scooters, elevadores de transferência, produtos para apoio na higiene e casa de banho, ortóteses e terapias respiratórias.

A adaptação e a melhoria da acessibilidade da casa com plataformas ou elevadores especiais bem como a configuração personalizada de cadeiras de rodas manuais e elétricas são outros serviços especiais que podem ajudar a proporcionar mais conforto, segurança, bem-estar, mais mobilidade e mais qualidade de vida à pessoa com PC.

Referências:

*Atenção: O Blog Mais que Cuidar é um espaço informativo, de divulgação e educação sobre temas relacionados com saúde e bem-estar, não devendo ser utilizado como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde.

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