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Oxigenoterapia: o que é, quais os tipos e para que serve?

Oxigenoterapia o que é

A oxigenoterapia consiste na administração de oxigénio numa quantidade maior do que se encontra no ambiente normal e tem como objetivo garantir a oxigenação dos tecidos do corpo.

Trata-se de um tratamento que carece de prescrição médica e está indicado para os doentes com necessidade de oxigénio no sangue. Esta carência pode ser provocada por diferentes fatores sendo que as doenças respiratórias são os motivos mais frequentes de prescrição.

A utilização de oxigénio procura reduzir a dificuldade respiratória manifestada por falta de ar, com o objetivo de melhorar o bem-estar do doente a nível físico e psicológico.

Habitualmente, a prescrição é feita por um médico de medicina familiar ou um pneumologista, que dará indicações da quantidade e do tipo de oxigenoterapia a receber.

Na Mais que Cuidar pode encontrar vários dispositivos de oxigenoterapia tais como concentradores de oxigénio convencionais e portáteis, CPAP e oxímetros. Pode contar igualmente com o serviço de enfermagem ao domicilio 24h/dia que pode dar um apoio fundamental em situações de pessoas com doenças respiratórias e que necessitam de oxigenoterapia em casa.

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Explicamos-lhe neste guia tudo sobre o que é a oxigenoterapia e quais os seus benefícios. Confira!

Oxigenoterapia o que é?

Oxigenoterapia o que é

A oxigenoterapia é um tratamento que tem como objetivo aumentar ou manter a saturação de oxigénio acima de 90% no sangue, através da sua administração.

É uma terapêutica complementar que, na maioria das vezes, é prescrita no tratamento de doenças respiratórias, que em muitos casos comprometem as trocas gasosas e a oxigenação do sangue e dos tecidos do corpo.

Com a administração de oxigénio pretende-se obter efeitos a longo prazo como:

  • Melhoria da função pulmonar e cardíaca
  • Aumento da tolerância ao exercício
  • Diminuição das necessidades de hospitalização
  • Melhoria da qualidade de vida do paciente.

Quais as indicações da oxigenoterapia?

Indicações da oxigenoterapia

O objectivo da administração da oxigenoterapia é o de melhorar a oxigenação dos tecidos, retardar ou amenizar quadros de dispneia (falta de ar) para além de pretender estabilizar os níveis de oxigénio no sangue do doente.

Assim, está indicada nas seguintes condições:

DPOC

Oxigenoterapia dpoc

A doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC) designa um conjunto de condições pulmonares crónicas, incuráveis, que limitam as vias aéreas e causam dificuldade respiratória, cuja causa mais comum é o consumo de tabaco.

É uma doença que não tem cura, obstrui os brônquios e dificulta a respiração, deixando o doente fraco, cansado, com dores de cabeça e falta de ar.

Entre os sintomas da DPOC estão a tosse, falta de ar, infecções respiratórias frequentes, falta de energia, desconforto no tórax e perda de peso não intencional.

Os sintomas surgem lentamente e pioram de forma gradual e progressiva, sobretudo se o doente continuar a fumar. Estes são, muitas vezes, desvalorizados e aceites como uma consequência natural do tabagismo ou do envelhecimento, o que atrasa o diagnóstico e o início do tratamento.

Um tratamento adequado com a administração de oxigenoterapia pode retardar a progressão e aliviar os sintomas. É o melhor método de tratamento para manter a DPOC sob controlo.

Fibrose Pulmonar

A fibrose pulmonar caracteriza-se pelo endurecimento e redução de tamanho dos pulmões e ocorre quando cicatrizes aparecem no tecido dos pulmões, prejudicando a elasticidade e as trocas gasosas.

Os doentes apresentam sintomas como dificuldade de respirar, fadiga, falta de ar e tosse seca.

É uma doença incurável uma vez que não é possível reparar os danos provocados no pulmão, contudo é possível controlar a doença através de terapêutica medicamentosa.

A oxigenoterapia é uma das opções mais recomendada pelos médicos, para aumentar o nível de oxigénio no sangue e, desta forma, melhorar a respiração.

Edema pulmonar

O edema pulmonar é caracterizado pela acumulação de líquidos no pulmão. É causado pela insuficiência cardíaca, que leva ao aumento da pressão nas veias pulmonares e provoca muita falta de ar.

Quando o indivíduo tem uma crise, é necessário recorrer à oxigenoterapia imediatamente, para aliviar os sintomas.

Pneumonia

Oxigenoterapia na pneumonia

A pneumonia é não só a principal causa de internamento hospitalar em Portugal, como também uma das doenças mais mortíferas para os portugueses.

É uma infeção dos pequenos sacos de ar (alvéolos) do pulmão e dos tecidos circundantes, comprometendo as trocas gasosas, provocando dificuldade respiratória.

Assim, quanto maior a infecção, mais dificuldades o paciente apresenta para respirar, sendo necessária a utilização da oxigenoterapia para garantir o nível adequado de oxigénio no sangue. Nestes casos, a oxigenoterapia é utilizada para compensar a baixa concentração de oxigénio no organismo.

Veja também: O que é Pneumonia, quais os sintomas, causas e tratamentos.

Taquipneia

A taquipneia ou “respiração acelerada” é caracterizada por uma frequência respiratória superior ao normal, entre 12 e 20 respirações por minuto num adulto.

Não deve ser confundida com a hiperventilação, porque enquanto na taquipneia a respiração é acelerada e superficial, na hiperventilação a respiração é profunda.

Fatores emocionais como ansiedade e stresse, além da DPOC, podem provocar a taquipneia, que ainda pode ocorrer após um período intenso de atividades físicas. Pode ser utilizada a oxigenoterapia para tratamento pontual da taquipneia.

Quais as contra-indicações da oxigenoterapia?

Contra-indicações da oxigenoterapia

A oxigenoterapia exige prescrição médica, uma vez que o oxigénio é usado com função terapêutica, como se de um medicamento se tratasse. Por isso, é necessário ser doseado e prescrito adequadamente.

As principais contra-indicações situam-se tanto no excesso como por defeito. Ou seja, quando usado em quantidade insuficiente pode não ter o efeito necessário para o tratamento e, quando usado em excesso, pode causar complicações na saúde uma vez que o oxigénio é tóxico para os pulmões.

Os sintomas variam de acordo com o doente, e agravam-se com o decorrer do tempo e da frequência que usa o tratamento:

Uso contínuo de 12 a 24 horas: tosse seca, redução da capacidade respiratória do pulmão, dor subesternal;

  • Uso contínuo de 24 a 36 horas: sensação de dormência nas mãos, nos pés e no corpo, náuseas e vómito;
  • Uso contínuo de 36 a 48 horas: diminuição da expansão pulmonar, exigindo maior esforço para respirar, além da redução da capacidade de transferir oxigénio ao sangue;
  • Uso contínuo de 48 a 60 horas: as estruturas do pulmão comprimem-se, dificultando a respiração e atividade do pulmão, além de aumentar o líquido na estrutura pulmonar;
  • Uso contínuo acima de 60 horas: insuficiência respiratória aguda grave, o que leva a óbito.
Veja também: Insuficiência Respiratória: o que é, tipos, sintomas e tratamento

Quais os tratamentos de oxigenoterapia mais usados em ambiente domiciliário?

Oxigenoterapia no domicilio

Oxigenoterapia de longa duração (OLD)

Administração de oxigénio por um período superior a 15 horas diárias e duração prolongada. Este tratamento é normalmente aplicado a pacientes com Insuficiência Respiratória Crónica (IRC).

Oxigenoterapia de curta duração

Administração de oxigénio por períodos de duração limitada (exemplo: semanas ou meses) como por exemplo na sequência de internamentos motivados por infeções respiratórias (hipoxemia transitória).

Oxigenoterapia de deambulação (OD)

Administração de oxigénio durante períodos de esforço. Permite corrigir as dessaturações, alivia a dispneia e aumenta a capacidade de exercício. É utilizado quando não há vantagem em administrar oxigénio em períodos de inatividade.

Oxigenoterapia adjuvante da ventiloterapia

Administração de oxigénio como suplemento em pacientes que realizam Ventilação Não Invasiva (VNI), quando não há correção completa da dessaturação com a ventilação.

Oxigenoterapia paliativa

Administração de oxigénio com o objetivo de proporcionar bem-estar e a qualidade de vida dos pacientes em fase terminal ou em cuidados paliativos.

Quais os principais tipos de oxigenoterapia?

Tipos de oxigenoterapia

Existem vários tipos de oxigenoterapia que são classificados de acordo com as concentrações de oxigénio que são libertadas.

O médico prescreve o tipo de acordo com as necessidades do doente, tendo em conta o grau de desconforto respiratório e se apresenta sinais de hipóxia (baixa concentração de oxigénio), como boca e dedos arroxeados, suor frio e confusão mental.

Assim, os principais tipos de oxigenoterapia podem ser:

Sistemas de baixo fluxo

Este tipo de oxigenoterapia é recomendado para pessoas que não necessitam de grande quantidade de oxigénio.

Cateter nasal

É um tubo de plástico com duas saídas de ar que devem ser colocadas nas narinas e em média, servem para oferecer oxigénio a 2 litros por minuto.

Óculos nasais

Óculos nasais oxigenoterapia

São constituídos por um pequeno tubo fino com dois orifícios na sua extremidade e introduzidos na cavidade nasal a uma distância equivalente ao comprimento entre o nariz e a orelha. É capaz de fornecer oxigénio até 8 litros por minuto.

Máscara facial

Máscara facial oxigenoterapia

Consiste numa máscara de plástico que deve ser colocada sobre a boca e nariz e funciona para disponibilizar oxigénio em fluxos mais altos que os anteriormente mencionados. Servem essencialmente para pessoas que respiram mais pela boca.

Máscara de traqueostomía

Equivale a um tipo de máscara de oxigénio específica para pessoas que têm traqueostomia, uma vez que têm uma cânula que é introduzida na traqueia para respiração.

Sistemas de alto fluxo

Os sistemas de alto fluxo são capazes de fornecer uma alta concentração de oxigénio, acima do que uma pessoa é capaz de inspirar.

Estão indicados para os casos mais graves, por exemplo, em situações de hipoxia provocada por insuficiência respiratória, enfisema pulmonar, edema agudo de pulmão ou pneumonia.

Máscara de Venturi

Máscara Venturi Oxigenoterapia

A máscara de Venturi é a maneira mais comum deste tipo de oxigenoterapia, sendo que possui diferentes adaptadores que servem para oferecer níveis de oxigénio exatos e diferentes, de acordo com a cor.

Por exemplo o adaptador azul 24% de oxigénio numa quantidade de 2 litros por minuto. Esta máscara possui orifícios que permitem o escape do ar expirado, que contém o dióxido de carbono, e requer humidificação para não secar as vias respiratórias.

Máscara com reservatório

Máscara com reservatório oxigenoterapia

É uma máscara com uma bolsa insuflável acoplada e com capacidade de armazenar até 1 litro de oxigénio. Existem modelos de máscaras com reservatório, chamadas máscara sem reinalação, que possuem uma válvula que impede que a pessoa inspire dióxido de carbono.

Ventilação não invasiva

Ventilação não invasiva

A ventilação não invasiva, também conhecida como VNI, consiste num suporte de ventilação que utiliza a pressão positiva para facilitar a entrada de oxigénio nas vias respiratórias.

Esta técnica é indicada para pessoas adultas com desconforto respiratório e que estão com frequência respiratória acima de 25 respirações por minuto ou saturação de oxigénio abaixo de 90%.

Diferente dos outros tipos, esta técnica não é usada para fornecer oxigénio extra, mas serve para facilitar a respiração através da reabertura dos alvéolos pulmonares, melhorando as trocas gasosas e diminuindo o esforço respiratório.

É recomendada para pessoas com apneia do sono e que têm doenças cardiorrespiratórias.

Existem vários tipos de máscaras de VNI que podem ser utilizadas em casa e variam de acordo com o tamanho da face e da adaptação de cada pessoa:

BPAP

Os aparelhos BPAP designam-se por serem dispositivos biníveis, ou seja, que possuem um grande diferencial permitido a configuração de dois níveis diferentes de pressão – uma sobre a inspiração (IPAP) e outra sobre a expiração (EPAP) – esta última sempre mais baixa para facilitar a expiração.

Dessa forma, o esforço para exalar é menor nos dispositivos biníveis.

CPAP

Cpap oxigenoterapia adulto

O CPAP é o dispositivo mais recomendado para o tratamento de distúrbios respiratórios.

A sigla, em inglês, significa Pressão Positiva Contínua nas Vias Aéreas. Este aparelho fornece um fluxo positivo e contínuo de ar durante toda a noite, evitando que as vias respiratórias fiquem obstruídas.

É o método mais eficaz para o tratamento da apneia do sono.

Quais os sistemas de fornecimento de oxigénio mais usados na oxigenoterapia feita em casa?

Oxigenoterapia em casa

Oxigénio medicinal líquido

Nesta forma de administração de oxigénio, é colocado no domicílio um reservatório estacionário, assim como um sistema portátil, que permite que o paciente possa realizar o tratamento tanto no domicílio como fora de casa (em deambulação), garantindo desta forma que o doente possa manter as suas rotinas diárias.

A duração destes reservatórios (fixo e portátil) depende da posologia (débito e nº de horas) prescrita pelo médico.

Oxigénio medicinal gasoso

É a forma mais tradicional de administração de oxigénio, o qual é armazenado em cilindros a alta pressão, sendo administrado mediante um regulador de acordo com o fluxo prescrito.

A duração dos cilindros depende da posologia (débito e nº de horas) prescrita pelo seu médico.

Concentrador de oxigénio convencional

Concentrador de oxigénio convencional

A oxigenoterapia por concentrador convencional consiste na disponibilização de um equipamento no qual o oxigénio é concentrado a partir do ar ambiente.

O ar é separado e filtrado no próprio domicílio do paciente.

Este dispositivo permite uma maior mobilidade, segurança e independência do doente, já que não está dependente de reposições, como no oxigénio gasoso e líquido. Todos os parâmetros do tratamento são indicados pelo médico responsável pela prescrição.

Concentrador de oxigénio portátil

Concentrador de oxigénio portátil

É a mais recente forma de administrar oxigénio no domicílio. Trata-se de um concentrador transportável ou portátil, que dá ao paciente autonomia e mobilidade fora do domicílio.

Por se tratar de um dispositivo portátil e leve permite aos doentes ativos manter as suas atividades diárias fora e dentro de casa sem se preocuparem com o fato do oxigénio que consomem se esgotar. Todos os parâmetros devem ser indicados pelo responsável da prescrição.

Quem prescreve a oxigenoterapia?

Médico prescrição oxigenoterapia

A oxigenoterapia é habitualmente prescrita por um clínico geral ou pneumologista depois de verificar os níveis baixos de oxigénio no sangue.

Trata.se de uma terapêutica complementar a doenças respiratórias, que em muitos casos comprometem as trocas gasosas e a oxigenação do sangue e dos tecidos do corpo.

Como medir o nivel de oxigénio no sangue?

Medir o oxigénio no sangue

Para medir o nível de oxigénio no sangue é utilizada a oximetria, um exame que permite medir a saturação de oxigénio do sangue, ou seja a percentagem de oxigénio que é transportada na circulação sanguínea. Existem duas formas de medir a saturação de oxigénio:

Gasimetria Arterial

Ao contrário da oximetria de pulso, a gasometria arterial é uma forma invasiva de medir a taxa de oxigénio no sangue, pois é feita através da colheita de uma amostra de sangue retirado da artéria radial, que fica junto ao punho. Por vezes, a amostra pode também ser colhida na artéria braquial ou femoral.

A vantagem da gasimetria arterial é uma medida mais exata dos níveis de saturação de oxigénio o no sangue, além de poder fornecer outras medidas importantes, como os valores de pH sanguíneo, a pressão parcial de oxigénio (pO2), a pressão parcial de dióxido de carbono (pCO2), o equilíbrio ácido/básico (ião HCO3-) e a saturação do oxigénio (Sat02).

Oximetria

Oximetro de dedo

Esta é a forma mais utilizada para medir a saturação de oxigénio, pois é uma técnica não invasiva que mede a quantidade de oxigénio através de um pequeno aparelho, chamado de oxímetro de pulso, que é colocado em contacto com a pele, geralmente na ponta do dedo.

O oxímetro de pulso tem um sensor de luz que capta a quantidade de oxigénio que passa no sangue debaixo do local onde está a ser feito o exame e, em poucos segundos, indica o valor.

Estes sensores fazem medidas imediatas e regulares, e são desenvolvidos para serem usados nos dedos da mão, nos dedos do pé ou na orelha.

A principal vantagem desta medida é que não é invasiva e pode ser capaz de medir outros dados vitais, como quantidade de batimentos cardíacos e frequência respiratória, por exemplo.

Quais os níveis normais de oxigénio no sangue?

Niveis normais de oxigénio no sangue

A saturação de oxigénio varia de pessoa para pessoa conforme as actividades que desenvolve ao longo do dia.

Os fatores que influenciam este resultado e devem ser considerados são o movimento, a temperatura, a luminosidade do ambiente e até mesmo o facto de ter verniz nas unhas que pode afetar a leitura da saturação.

A saturação de oxigénio mede a quantidade de oxigénio que o sangue transporta em comparação com a capacidade total.

O valor normal da saturação de oxigénio no sangue situa-se entre os 95 e os 99%.

Assim, uma saturação de oxigénio superior a 95% geralmente é considerado normal, já um valor de 92% ou menos sugere hipoxémia (baixo teor de oxigénio nos tecidos).

Oxigenoterapia e DPOC: Quais a cuidados a ter?

Oxigenoterapia num doente com dpoc

A DPOC afeta cerca de 64 milhões de pessoas no mundo. Em 2002 foi a quinta causa de morte a nível mundial mas a Organização Mundial da Saúde prevê que passe para o terceiro lugar do ranking em 2030.

A Sociedade Portuguesa de Pneumologia calcula que 5,42 % da população portuguesa entre os 35 e os 69 anos sofre desta síndrome.

De acordo com a gravidade dos sintomas observados, a DPOC classifica-se em 4 estadios de desenvolvimento da doença: 0 – em risco; 1 – leve; 2 – moderada; 3 – grave; e 4 – severa, sendo que nos diferentes patamares da doença estão indicados diferentes tratamentos farmacológicos.

A oxigenoterapia começou a ser utilizada como terapêutica em doentes com DPOC nos anos 50 mas só nos anos 80 é que os seus benefícios clínicos ficaram demonstrados.

Grande parte dos doentes de DPOC faz oxigenoterapia em contexto domiciliário, usando várias fontes diferentes de oxigénio, tais como garrafas de oxigénio, reservatórios de oxigénio líquido ou concentradores que filtram oxigénio a partir do ar atmosférico, de acordo com as suas necessidades de mobilidade, débito e utilização.

A utilização de oxigénio em repouso ou em esforço, em casa ou na rua, vai permitir ao doente de DPOC uma maior qualidade de vida e a realização de actividades do quotidiano que, de outra forma, lhe seriam difíceis.

No entanto, na DPOC, a oxigenoterapia pode ser uma faca de dois gumes, uma vez que ocorre retenção do dióxido de carbono, fazendo com que a atividade do centro respiratório passe a ser mantida apenas pelos baixos níveis de oxigénio.

Assim, embora estes doentes necessitem da administração de oxigénio para corrigir a hipoxémia e prevenir os seus efeitos adversos, esta não deve ultrapassar determinados níveis sob pena de conduzir a uma narcolepsia por retenção de dióxido de carbono, que pode ser potencialmente fatal.

Veja também: Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC): o que é, sintomas e tratamentos

Quando se deve usar humidificador na oxigenoterapia?

Utilização do humidificador na oxigenoterapia

Dependendo do fluxo de oxigénio utilizado, pode originar que o nariz e as vias aéreas superiores fiquem ressequidos causando algum desconforto e dificuldade em respirar.

A utilização de um humidificador de oxigénio permite que isso não ocorra, proporcionando maior conforto ao paciente durante o tratamento.

O humidificador para oxigenoterapia deve ser utilizado em concentradores ou cilindros de oxigénio e é indicado para pacientes que utilizam fluxo acima de 3 litros por minuto, embora também possa ser utilizado para fluxos menores, proporcionando um maior conforto.

Quais as empresas de oxigenoterapia que existem em Portugal?

Empresas de oxigenoterapia em Portugal

Vitalaire

O grupo Air Liquide nasceu em 1902 pela iniciativa do investigador Georges Claude, fundador do processo de liquefação do ar, em parceria com o seu sócio Paul Delorme. A empresa expandiu-se rapidamente pela Europa e outros continentes, surgindo assim o primeiro grupo líder mundial em gases, tecnologias e serviços para a indústria, saúde e ambiente.

Atualmente, o grupo Air Liquide está presente em 80 países, com cerca de 68.000 colaboradores e atende mais de 3.7 milhões de clientes e pacientes.

Gasoxmed

A Gasoxmed – Gases Medicinais S.A., foi constituída em 2003 pela Gasmedi S.A. para prestar assistência domiciliária a doentes com patologia respiratória, apostando no crescimento e criação de uma posição de relevo no Mercado português.

O Grupo GASMEDI (Gasoxmed em Portugal) foi adquirido em 2012 pelo grupo Air Liquide, consolidando os objetivos de crescimento dos cuidados respiratórios domiciliários e fortalecendo a posição de liderança da Air Liquide Home Healthcare na Europa.

Desta forma a Gasoxmed beneficiou do Know-how e compromissos de uma política integral de Segurança, Qualidade e Ambiente do grupo Air Liquide tornando-se numa empresa de referência na assistência de tratamentos respiratórios no domicílio.

Gasin

Fundada em 1940, a Air Products construiu uma reputação pela sua cultura de inovação, excelência operacional e compromisso para com a segurança e o ambiente.

A Air Products toca positivamente as vidas dos consumidores em todo o mundo, todos os dias. Com mais de 17.000 funcionários e operações em 50 países, atende a uma ampla gama de indústrias: alimentação e bebidas, medicina, energia e transportes.

Fornecem um portefólio único de gases atmosféricos e de processo, de equipamentos e de serviços.

Conclusão

Conclusão oxigenoterapia adultos

A oxigenioterapia é um tratamento que visa aumentar a saturação de oxigénio, com o objectivo de a deixar acima dos 90%.

O tipo de fluxo a aplicar bem como a forma que o especialista propõe o tratamento vai depender do quadro clínico do doente e que pode variar entre ligeiro a muito grave.

Esta terapêutica está habitualmente indicada em diferentes condições, como o enfisema pulmonar, asma grave, bronquite crónica, fibrose pulmonar, edema pulmonar, taquipneia e pneumonia.

Com a administração de oxigénio pretende-se obter como efeitos a longo prazo, nomeadamente na melhoria da função pulmonar e cardíaca, num aumento da tolerância ao exercício, na diminuição das necessidades de hospitalização e na melhoria da qualidade de vida do doente.

Na Mais que Cuidar pode encontrar vários dispositivos de oxigenoterapia tais como concentradores de oxigénio convencionais e portáteis e oxímetros. Pode contar igualmente com o serviço de enfermagem ao domicilio 24h/dia que pode dar um apoio fundamental em situações de oxigenoterapia em casa.

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Referências:

*Atenção: O Blog Mais que Cuidar é um espaço informativo, de divulgação e educação sobre temas relacionados com saúde e bem-estar, não devendo ser utilizado como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde.

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