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A solidão pode contribuir para o desenvolvimento da Diabetes Tipo 2

Idoso solidão e risco de diabetes

As pessoas que sofrem de solidão crónica depois dos 50 anos correm maior risco de desenvolver diabetes do tipo 2. 

O estudo, que foi publicado no jornal Diabetologia, da Associação Europeia para o estudo da Diabetes ( European Association for the Study of Diabetes -EASD), mostra que a ausência de relacionamentos pessoais de qualidade, não necessariamente a falta de contactos sociais, leva a uma maior probabilidade de desenvolvimento da doença.

O estudo sugere também, que ajudar as pessoas a formar e experienciar relações positivas com os outros, pode ser uma ferramenta útil no desenvolvimento de estratégias preventivas para a diabetes tipo 2.

Estes resultados podem ajudar igualmente no contexto da Covid-19. Têm sido reportadas ligações entre a existência de diabetes nos doentes com Covid-19 e uma maior taxa de mortalidade, sendo a experiência de confinamento um fator importante para o desenvolvimento de uma maior vulnerabilidade, no contexto da pandemia, para a solidão prolongada, o que por sua vez pode influenciar o desenvolvimento da diabetes.

A solidão ocorre quando os indivíduos têm a perceção de que as suas necessidades de relacionamento e contatos sociais não são satisfatórias e não têm qualidade, havendo um desequilíbrio acentuado entre os contactos sociais existentes e os desejados.

Um quinto dos adultos no Reino Unido e um terço dos adultos nos Estados Unidos, indicam sentir-se sós. Em Portugal, cerca de 9% dos adultos entre os 50 e os 64 anos indicam sentir solidão.

Este estudo analisou os dados de um outro estudo longitudinal sobre o envelhecimento realizado no Reino Unido, uma amostra de 4112 participantes com idades a partir dos 50 anos foi analisada.

Solidão e diabetes nos adultos

Todos os participantes no estudo não sofriam de diabetes e tinham níveis normais de glucose no sangue quando os dados começaram a ser recolhidos. Os dados foram colhidos entre 2002 e 2017.

A análise dos dados revelou que ao longo de 12 anos, 264 pessoas desenvolveram diabetes do tipo 2, sendo que o nível de solidão reportado por estes participantes no início do estudo, serviu como um forte indicador do surgimento da doença mais tarde.

Esta correlação manteve-se inalterável em relação a outras variáveis que podem contribuir para a doença, como o consumo de tabaco, nível de glicose no sangue, pressão sanguínea alta, consumo de álcool, doença cardiovascular, depressão e isolamento social.

O estudo aponta também para uma distinção entre solidão e isolamento social, sendo que o isolamento ou viver sozinho não são fatores indicadores da doença, ao contrário da  solidão, que se refere à qualidade das relações e que se apresenta como um fator relevante para o desenvolvimento da diabetes.

Uma das explicações para esta relação entre os fatores, pode ser o impacto biológico que a solidão constante pode ter no sistema responsável pelas respostas ao stress, que ao longo do tempo afetam o corpo e podem contribuir para o desenvolvimento de diabetes.

Se o sentimento de solidão se torna crónico, todos os dias o sistema de resposta ao stress é estimulado e com o tempo leva ao desgaste do corpo, o que potencia o surgimento de doenças.

Outra explicação pode estar no comportamento psicológico dos indivíduos, dado que quando as pessoas sentem solidão tendem a esperar que os outros tenham reações negativas, o que dificulta a formação de boas relações sociais.

O interesse pela influência da solidão na saúde tem vindo a aumentar nos últimos anos, vários estudos indicam o seu papel no aumento do risco de morte e de desenvolvimento de doenças cardíacas.

Em Portugal cerca de 40% da população com mais de 65 anos vive sozinha, com a expetativa de aumento da população idosa no futuro, as questões de isolamento social e solidão são de extrema importância para definir estratégias de prevenção de doenças e melhoria da qualidade de vida.

Referências:

  • Ruth A. Hackett, Joanna L. Hudson, Joseph Chilcot. Loneliness and type 2 diabetes incidence: findings from the English Longitudinal Study of Ageing. Diabetologia, 2020; DOI: 10.1007/s00125-020-05258-6
  •  King’s College London. (2020, September 15). Loneliness predicts development of type 2 diabetes. ScienceDaily. Retrieved November 1, 2020 from www.sciencedaily.com/releases/2020/09/200915105943.htm

*Atenção: O Blog Mais que Cuidar é um espaço informativo, de divulgação e educação sobre temas relacionados com saúde e bem-estar, não devendo ser utilizado como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde.

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