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Demência: o que é, quais as causas e como tratar

Demência idosa

Entende-se a demência como uma síndrome de declínio cognitivo-comportamental que se manifesta pelo comprometimento, de pelo menos, duas funções mentais: a memória e a linguagem. O tipo mais comum de demência é a doença de Alzheimer, responsável por 50 a 70% dos casos, cujo dia mundial se assinala e 21 de setembro.

Existem dezenas de tipos de demência, com sintomas diferentes em cada um deles, mas que se caracterizam pela perda progressiva da função cognitiva ao afetar a memória, o pensamento, a orientação espacial e temporal, a compreensão, o cálculo, a capacidade de aprendizagem, a linguagem, o julgamento e o comportamento.

Segundo a Organização Mundial de Saúde estima-se que em todo o mundo existam 47.5 milhões de pessoas com demência, um número que tem tendência a aumentar significativamente uma vez que é mais frequente em pessoas com mais de 65 anos.

Contudo, pode afetar qualquer pessoa e estima-se mesmo que cerca de 10% de todas as pessoas desenvolvam demência em algum momento da vida.

São raras as demências que se podem tratar ou prevenir eficazmente. Acredita-se, no entanto, que um estilo de vida saudável possa retardar o surgimento da maioria. Na Mais que Cuidar pode encontrar serviços de cuidados de saúde domiciliários como a fisioterapia, a enfermagem ao domicílio e o apoio domiciliário que poderão dar uma ajuda importante no tratamento e nos cuidados a doentes com demência.

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Poderá também encontrar produtos de apoio como camas articuladas, cadeiras de rodas, andarilhos, cadeiras de banho, produtos para incontinência que ajudam a melhorar a qualidade de vida do doente e dos cuidadores.

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Descubra o que é demência, quais as causas, sintomas e tratamentos e como pode prevenir o seu aparecimento neste guia completo que elaborámos para si. Confira!

O que é demência?

Demência o que é

Demência é o termo genérico utilizado para designar um conjunto de doenças que causam um declínio progressivo, cognitivo e comportamental que condiciona o funcionamento e a autonomia da pessoa. É um termo abrangente que descreve a perda de memória, capacidade intelectual, raciocínio, competências sociais e alterações das reações emocionais normais.

Quem desenvolve demência?

Qualquer pessoa pode desenvolver demência. No entanto, é mais comum acontecer após os 65 anos, apesar de afetar pessoas com idades entre os 40 e os 60 anos. Ou seja, a maioria dos casos ocorre em pessoas mais velhas, mas importa salientar que não faz parte do processo natural de envelhecimento e que nem todas as pessoas idosas desenvolvem demência.

Qual a taxa de prevalência em Portugal?

Prevalência da demência em Portugal

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que em todo o mundo existam 47.5 milhões de pessoas com demência, número que pode atingir os 75.6 milhões em 2030 e quase triplicar em 2050 para os 135.5 milhões.

Em Portugal não existem dados estatísticos que revelem a real situação do problema, contudo um relatório da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) divulgado em 2018 (Care Needed: Improving the Lives of People with Dementia) apontou para uma taxa de prevalência de demência de 19,9 casos por 100 mil habitantes, bem acima da média da OCDE (14,8). Pior, só o Japão, a Itália e a Alemanha.

Uma vez que existe uma maior incidência (novos casos) nas pessoas acima dos 65 anos, e segundo o mesmo relatório, a projecção para 2037 – com o envelhecimento da população – não é animadora: 31,3 casos por 100 mil habitantes.

Qual o tratamento da demência?

Demência tratamento

Atualmente não existe tratamento curativo ou que altere a história natural da maioria das formas de demência.

Contudo, existem terapêuticas medicamentosas e não medicamentosas disponíveis que podem reduzir alguns sintomas, otimizar as funções cognitivas, ou reduzir a disfunção comportamental.

Medicamentos para a demência

  • Antipsicóticos
  • Estabilizadores do humor
  • Estimulantes do sistema nervoso central
  • Fármacos para retardar a evolução da demência
  • Medicamentos para dormir

Estimulação cognitiva

Demência estimulação cognitiva

A estimulação cognitiva, social e física do paciente pode ajudar a manter as funcionalidades e o seu bem-estar. Um paciente que seja mais ativo e estimulado vai utilizar o cérebro de forma mais ativa.

Esta estimulação deve ser utilizada por profissionais de saúde como o médico, psicólogo, terapeuta ocupacional, gerontólogo, enfermeiro de reabilitação, entre outros, mas também pela família e pelos cuidadores.

Geralmente são utilizadas técnicas como jogos, desafios mentais, puzzles, entre outras.

Estimulação social

A estimulação social é importante para evitar o seu isolamento e apatia e estimular a comunicação e o convívio assim como para retardar o esquecimento das pessoas que lhe são próximas.

O contacto com a família tende a ser a principal fonte de convívio e satisfação. Por exemplo: a realização de pequenos convívios familiares em que se relembra momentos familiares agradáveis.

Fisioterapia e o exercício físico

Fisioterapia demência idosos

Dependendo de cada situação, podem ser indicados movimentos de alongamento e fortalecimento muscular que poderá ser realizado durante cerca de 30 a 40 minutos, pelo menos, 3 vezes por semana.

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Musicoterapia

Musicoterapia tratamento demência

A musicoterapia pode ajudar o paciente a  diminuir o stress, a ansiedade e a agressividade. A música ajuda a trabalhar o estado emocional do paciente com demência, estimula a sua memória assim como a sua parte motora.

Cuidados de saúde especializados

Cuidados saúde especializados demência

Com a evolução da doença podem surgir novos sintomas ou problemas com que o paciente e sua família terão que lidar. Habitualmente pode surgir dificuldade em andar, engolir, comunicar, auto-cuidar-se, entre outras situações.

Desta forma, é muito importante existir o envolvimento e o apoio de vários profissionais especializados em cada área da saúde, como os psicólogos, terapeutas ocupacionais, enfermeiros, terapeutas da fala, assistente social, fisioterapeutas, médicos, psicoterapeutas, nutricionistas, entre outros.

Numa fase avançada da demência, o paciente normalmente apresenta um elevado grau de dependência. Nestas situações pode ser necessário o suporte de um serviço de apoio domiciliário.

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Afinal a demência tem cura?

Demência tem cura

A maioria dos tipos de demência não tem cura, e uma vez instalada a tendência é para piorar com agravamento dos sintomas e diminuição da qualidade e expectativa de vida do doente. Porém, como já foi dito, existem opções de tratamento eficazes que podem ajudar a reverter os sintomas de algumas demências.

Quais os tipos de demência?

São várias as classificações utilizadas para dividir os tipos de demências.

Assim, há quem defenda que as demências podem ser agrupadas em dois grandes grupos:

Demência reversíveis

São aquelas que, apesar de causarem danos ao cérebro, podem ter seus sintomas revertidos. Bons exemplos para esse caso são tumores cerebrais, deficiência de vitamina B12, hidrocefalia normotensiva, entre outros.

Demências irreversíveis

Também chamadas de degenerativas e progressivas, ou seja, pioram com o passar do tempo. O melhor exemplo de demência degenerativa é a doença de Alzheimer. Os danos causados ao cérebro, neste caso, não podem, portanto, ser interrompidos ou revertidos.

Em temos clínicos há quem prefira a divisão em:

  • Primárias: degenerativas, em que a demência é a própria doença.
  • Secundárias: em que há outra doença que se manifesta por demência. Entres estas há algumas demências passíveis de serem tratadas e/ou prevenidas, com o diagnóstico correto, para o qual contribuem a colheita pormenorizada da história clínica, o exame neurológico e neuro psicológico, e o recurso a exames laboratoriais e imagiológicos.

Doença de Alzheimer

Doença Alzheimer demência idosos

A doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência, constituindo cerca de 50% a 70% de todos os casos.

É uma doença progressiva, degenerativa e que afeta o cérebro. À medida que as células cerebrais vão sofrendo uma redução, de tamanho e número, formam-se tranças neurofibrilhares no seu interior e placas senis no espaço exterior existente entre elas.

Esta situação impossibilita a comunicação dentro do cérebro e danifica as conexões existentes entre as células cerebrais, que acabam por morrer, traduzindo-se numa incapacidade de recordar ou assimilar a informação. Deste modo, conforme a doença de Alzheimer vai afetando as várias áreas cerebrais, vão-se perdendo certas funções ou capacidades.

Doença de Parkinson

Doença de parkinson demencia idoso

A doença de Parkinson é uma perturbação progressiva do sistema nervoso central, caracterizada por tremores, rigidez nos membros e articulações, problemas na fala e dificuldade na iniciação dos movimentos. Numa fase mais avançada da doença, algumas pessoas podem desenvolver demência.

Demência vascular

Demência vascular é um termo utilizado para descrever o tipo de demência associado aos problemas da circulação do sangue para o cérebro, e constitui o segundo tipo mais comum de demência.

Existem vários tipos de demência vascular, mas as duas formas mais comuns são:

  • Demência por multienfartes cerebrais: causada por vários pequenos enfartes cerebrais, também conhecidos por acidentes isquémicos transitórios. É provavelmente a forma mais comum de demência vascular.
  • Doença de Binswanger: também denominada por demência vascular subcortical, está associada às alterações cerebrais relacionadas com os enfartes, e é causada por hipertensão arterial, estreitamento das artérias e por uma circulação sanguínea deficitária.

A demência vascular pode parecer semelhante à doença de Alzheimer e em algumas pessoas ocorre um quadro combinado destes dois tipos de demência.

Demência de Corpos de Levy

Demência de corpos de levy idosos

A demência de Corpos de Lewy é causada pela degeneração e morte das células cerebrais. O nome deriva da presença de estruturas esféricas anormais, denominadas por corpos de Lewy, que se desenvolvem dentro das células cerebrais e que se pensa poderem contribuir para a morte destas.

As pessoas com demência de Corpos de Lewy podem ter alucinações visuais, rigidez ou tremores (parkinsonismo) e a sua condição tende a oscilar rapidamente, de hora a hora ou de dia para dia. A demência de Corpos de Lewy pode ocorrer, por vezes, simultaneamente com a doença de Alzheimer e/ou com a demência vascular.

Pode ser difícil fazer a distinção entre a demência de Corpos de Lewy e a doença de Parkinson, verificando-se que algumas pessoas com a última desenvolvem uma forma de demência semelhante à primeira.

Doença de Huntington

A doença de Huntington é uma doença degenerativa e hereditária, que afeta o cérebro e o corpo. Inicia-se, habitualmente, no período entre os 30 e 50 anos e é caracterizada pelo declínio intelectual e movimentos irregulares involuntários dos membros ou músculos faciais.

As alterações de personalidade, memória, fala, capacidade de discernimento e problemas psiquiátricos são outros sintomas característicos desta doença.

Não existe tratamento disponível para impedir a sua progressão, contudo a medicação pode controlar as perturbações do movimento e os sintomas psiquiátricos. Na maioria dos casos, a pessoa desenvolve demência.

Demência Frontotemporal

Demência frontotemporal

Demência frontotemporal é o nome dado a um grupo demências em que existe a degeneração de um ou de ambos os lobos cerebrais frontal ou temporais. Neste grupo de demências estão incluídas a demência:

  • Fronto-temporal
  • Afasia Progressiva não-fluente
  • Demência semântica
  • Doença de Pick

Cerca de 50% das pessoas com demência frontotemporal tem história familiar da doença. As pessoas que herdam este tipo de demência apresentam frequentemente uma mutação em determinados genes. Não são conhecidos outros fatores de risco.

Doença de Creutzfeldt-Jacob

A doença de Creutzfeldt-Jacob é uma perturbação cerebral fatal, extremamente rara, causada por uma partícula de proteína denominada por prião. A sua incidência por ano é de um caso por cada milhão de pessoas. Os primeiros sintomas incluem falhas de memória, alterações do comportamento e falta de coordenação.

À medida que a doença progride, usualmente com rapidez, a deterioração mental torna-se evidente, surgem movimentos involuntários, podendo a pessoa cegar, desenvolver fraqueza nos membros e, por fim, entrar em coma.

Demência provocada pelo álcool (Sindrome de Korsakoff)

Demência sindrome korsakoff

O consumo excessivo de álcool, particularmente se estiver associado a uma dieta pobre em vitamina B1 (tiamina) pode levar a danos cerebrais irreversíveis. Este tipo de demência pode ser prevenido e se houver cessação do consumo podem existir algumas melhorias.

As partes cerebrais mais vulneráveis são as implicadas na memória, planeamento, organização e discernimento, competências sociais e equilíbrio. Tomar vitamina B1 (tiamina) parece ajudar a prevenir e a melhorar esta condição.

Quais são os sinais iniciais da demência?

Demência sinais iniciais

Os sinais iniciais de uma demência podem ser muito subtis e vagos e, por isso, podem passar despercebidos durante muito tempo sem que sejam associados a algum tipo de demência.

Esteja atento a sinais comuns como:

  • Perda de memória frequente e progressiva
  • Sinais de confusão
  • Alterações da personalidade
  • Apatia e isolamento
  • Perda de capacidades para a execução das tarefas diárias.

Quais os sintomas de demência?

Demência sintomas

Os sintomas das demências variam dependendo da causa, mas devem-se principalmente às alterações da memória que se podem agravar ao longo dos anos. Os mais comuns incluem:

  • Perda de memória
  • Dificuldade em perceber o tempo e o espaço: perda da noção de tempo e desorientação
  • Dificuldade na comunicação oral e escrita e uso de palavras erradas
  • Dificuldade em executar tarefas familiares
  • Perda de iniciativa e de interesses
  • Alterações do humor e de personalidade
  • Agitação, irritabilidade inexplicável
  • Dificuldade em planear ou resolver problemas
  • Afastamento do trabalho
  • Comportamento inadequado
  • Paranóia e alucinações
  • Desinteresse pela vida social.

Que funções se podem perder com a demência?

Perda de funções demência

À medida que a demência vai progredindo e agravando, é notória a perda de certas funções e/ou capacidades, com os principais domínios cognitivos a serem afectados.

Cada tipo de demência tende a afetar estes domínios cognitivos num padrão relativamente típico. Isto resulta, por um lado, da predileção que cada uma das demências tem por determinadas regiões do cérebro e, por outro, da relevância que cada um dos tipos assume para cada função cognitiva.

As principais funções afectadas são:

  • A capacidade de organização, planeamento, decisão e julgamento (funções executivas).
  • A capacidade de reter e evocar informação (memória).
  • A capacidade de expressão e compreensão verbal (linguagem).
  • A capacidade de reconhecer pessoas e objetos (gnose).
  • A capacidade de orientação no espaço.
  • A capacidade de produzir sequências de atos motores (praxis).

Como é feito o diagnóstico da demência?

Demência diagnóstico

Existem várias situações que produzem sintomas semelhantes à demência, por exemplo algumas carências vitamínicas e hormonais, a depressão, a sobredosagem ou incompatibilidades medicamentosas, ou mesmo, algumas infeções e tumores cerebrais.

É por isso essencial que o diagnóstico médico seja realizado numa fase inicial, quando os primeiros sintomas aparecem, de modo a garantir que a pessoa que tem uma condição tratável seja diagnosticada e tratada corretamente.

Para além disso, é fundamental que seja feita a exclusão de outras doenças. Se os sintomas forem causados por uma demência, o diagnóstico precoce possibilita o acesso mais cedo a apoio, informação e medicação, caso esta esteja disponível.

O diagnóstico é habitualmente realizado pelo médico assistente que analisa a história do doente e realiza um exame físico com análise de possíveis alterações:

  • Atenção
  • Orientação
  • Memória
  • Julgamento
  • Linguagem
  • Habilidades motoras e espaciais

O médico assistente pode ainda recorrer a exames médicos complementares de diagnóstico como: testes de memória e psicotécnicos, exames de sangue e urina, exames de imagem (Ressonância Magnética e/ou Tomografia Axial Computorizada) eletroencefalograma, etc., conforme o tipo de manifestações da doença.

Quais as complicações da demência?

Demência complicações

As complicações dependem da causa da demência, mas podem incluir:

  • Aumento das infecções em qualquer parte do corpo.
  • Perda da capacidade funcional ou de cuidar de si mesmo.
  • Perda da capacidade de interagir.
  • Menor expectativa de vida.
  • Efeitos secundários dos medicamentos usados para tratar a doença.

A demência pode ser hereditária?

Segundo os especialistas, a maioria dos casos de demência não é hereditária. Uma minoria de casos é de origem hereditária. No entanto, a hereditariedade irá depender da causa e do tipo de demência.

Como prevenir a demência?

Como prevenir a demência

A investigação médica avança, e desenvolvem-se novos e inovadores estudos todos os dias em todo o mundo. Embora a investigação sobre a prevenção da demência esteja a fazer progressos significativos, o Défice Cognitivo Ligeiro, uma fase de pré-demência, tem sido considerado o ponto-chave para os métodos preventivos.

Pesquisas recentes revelaram que o desenvolvimento da demência pode ser interrompido e prevenido se forem tomadas medidas na fase de Défice Cognitivo Ligeiro, pelo que se compreende a importância do diagnóstico precoce do Défice Cognitivo Ligeiro.

Porém, enquanto as investigações decorrem e não existe uma forma definitiva de prevenir a demência, apontam-se alguns cuidados e hábitos de vida que podem ajudar a retardar, ou mesmo impedir, o aparecimento da demência.

Não fume – A médio e longo prazo, o tabaco é prejudicial às funções cognitivas do cérebro. Uma investigação de 2011 mostrou que pessoas de meia-idade que fumavam mais de dois maços por dia duplicavam o risco de terem demência na velhice.

Controle o seu peso – São vários os estudos que relacionam a obesidade com o risco de se vir a ter demência. Por isso controlar o peso é uma boa forma a prevenir.

Adote uma alimentação equilibrada – Ainda não há certezas relativamente à ligação entre a alimentação – nutrientes e vitaminas – e o risco de demência. Mas vários estudos sugerem que uma dieta mediterrânica pode reduzir o risco de demência.

Pratique exercício físico – O exercício físico é bom para manter o corpo em forma e a mente limpa, já se sabe. Há estudos que indicam que aqueles que começaram a praticar regularmente exercício apresentaram uma melhor função cognitiva, relativamente aos outros.

Exercite a mente – Exercitar a mente e afastar a preguiça mental é, segundo os especialistas, um dos melhores hábitos para estimular a actividade cerebral e impedir o declínio cognitivo.

Tenha uma vida social ativa – É essencial manter uma vida social ativa e não se afastar da família e amigos. O diálogo, a troca de ideias, ou simplesmente o convívio impedem o desenvolvimento de muitas causas da demência.

Durma bem e o suficiente – Os distúrbios de sono como a insónia crónica têm sido associados a um aumento do risco de declínio cognitivo na velhice. Portanto, é importante manter o seu sono regular e dormir horas suficientes e de qualidade.

Como lidar com pessoas com demência?

Cuidar de idosa com demência

As pessoas com demência podem ter alterações de comportamento, o que pode originar algumas atitudes agressivas, como violência verbal, partir objetos ou mesmo violência física contra outra pessoa.

Habitualmente, o comportamento está relacionado com as alterações que decorrem no cérebro, e noutros casos, podem existir acontecimentos ou fatores no ambiente que desencadeiam o desconforto da pessoa, mas estarão sempre associados aos défices cognitivos.

Por isso, é importante perceber que não é possível mudar o doente, uma vez que tem uma perturbação cerebral que o está a moldar. Ao tentar controlar a situação ou tentar mudar o comportamento da pessoa, poderá não ser bem-sucedido e ainda encontrar alguma resistência.

Embora muitas vezes possa não ser fácil, aconselha-se:

Tente acomodar o comportamento e não controlá-lo: mudar o nosso comportamento, muitas vezes resulta na mudança de comportamento da pessoa de quem se cuida.

Tente perceber a necessidade por detrás de cada comportamento: as pessoas com demência, normalmente, não conseguem verbalizar o que querem ou o do que precisam. Com algumas atitudes podem apenas estar a satisfazer uma necessidade de se sentir ocupada e produtiva. Se possível tente satisfazer a necessidade.

Tente perceber a razão do comportamento: todos os comportamentos são desencadeados por alguma razão. Podem ter sido desencadeados por uma mudança no ambiente da pessoa ou por alguma coisa que alguém fez ou disse. Perceba o que causou esse comportamento.

Use a criatividade e flexibilidade: a variedade de factores que influenciam os comportamentos das pessoas com demência e a progressão normal da doença levam a que as estratégias que são eficazes hoje possam não o ser amanhã. Encontre novas formas de lidar com o problema.

Consulte o médico: os problemas comportamentais podem ter uma razão médica – dor ou reação secundária aos medicamentos.

Demência e Alzheimer são a mesma coisa?

Diferença entre Alzheimer e demência

Embora estejam intimamente relacionados, a doença de Alzheimer e a demência não são a mesma coisa. O que leva as pessoas a acharem que sim é a elevada incidência da doença de Alzheimer. Ou seja, o tipo mais comum de demência é a doença de Alzheimer, responsável por 50 a 70% dos casos.

Por outro lado, a similaridade entre os sintomas das demências e da doença de Alzheimer podem levar a pensar que se trata apenas e só de uma doença. Não. A doença de Alzheimer é um tipo de demência. Por sua vez, a demência engloba um grupo de doenças com mais de 150 tipos diferentes, onde se inclui a Alzheimer.

Conclusão

Conclusão demência senil

A demência é um termo genérico para englobar as várias doenças neurodegenerativas que afetam principalmente as pessoas da terceira idade. No entanto, como foi explicado, a demência pode afetar qualquer pessoa sem que haja única e exclusivamente relação com a idade.

Em Portugal não existem dados estatísticos que revelem a real situação do problema, contudo um relatório da OCDE apontou para uma taxa de prevalência de demência de 19,9 casos por 100 mil habitantes.

Os sinais iniciais de uma demência podem ser muito subtis e vagos e, por isso, podem passar despercebidos durante muito tempo sem que sejam associados a algum tipo de demência. E uma vez que não existe atualmente cura para a maioria das demências, tomar algumas medidas preventivas pode ser a melhor opção no presente para evitar as consequências nefastas destas doenças.

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Referências 

*Atenção: O Blog Mais que Cuidar é um espaço informativo, de divulgação e educação sobre temas relacionados com saúde e bem-estar, não devendo ser utilizado como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde.

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