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Dicas para reduzir o medo de cair em casa para os idosos

Dicas para reduzir o medo de cair nos idosos

Para quem cuida de um idoso, existe sempre a preocupação com as quedas em casa e o impacto que possam ter na saúde e bem-estar do idoso.

Por causa disto é importante não só considerar algumas modificações no domicílio para uma melhor prevenção de acidentes como também com o aspeto psicológico do idoso e a sensação de segurança que é importante que tenha.

O medo de cair, surge em muitos idosos, que os caem, quer os que nunca caíram.

Muitas pessoas idosas têm várias dificuldades psicossociais adversas relacionadas com a queda ou com cair, incluindo o medo, a ansiedade, a perda de confiança e uma perceção um pouco distorcida da sua capacidade de andar em segurança sem cair.

As consequências deste tipo de receio incluem evitar a atividade física, o isolamento social e o aumento da fragilidade e do risco de novas quedas, independentemente da deficiência física que possa existir ou não.

Embora o medo de cair seja comum e debilitante, não há uma forma estruturada e estabelecida para compreender como fazer a gestão desta situação  por parte do idoso.

No entanto, garantir a segurança do idoso em casa é importante para todas as áreas da casa, mas a casa de banho é especialmente crucial porque quase um terço de todas as quedas em casa ocorrem nesta divisão.

Algumas simples modificações na casa de banho, por exemplo, podem não só melhorar a segurança física real como a sensação de segurança do idoso.

Estas modificações podem reduzir significativamente o risco de queda, reduzir o medo de cair e, em última análise, ajudar a pessoa idosa a ganhar mais independência na sua vida diária.

O que é o medo de cair nos idosos?

O medo de cair é um problema de saúde pública comum entre os idosos.

Este medo pode levar à perda de confiança, reduzindo as atividades físicas e sociais, depressão, perda de mobilidade, aumento do risco de quedas, fraqueza física e forte impacto negativo na qualidade de vida de uma pessoa idosa.

O medo de cair e as quedas anteriores são dois preditores importantes e diferentes de atividades diárias limitadas em pessoas mais velhas.

O medo de cair e uma preocupação persistente com as quedas, pode levar os idosos a evitar atividades que ainda são capazes de fazer.

Estima-se que uma percentagem considerável de pessoas idosas tem medo de cair, e muitas outras têm atividades diárias limitadas devido ao medo de cair.

Cerca de metade dos idosos que vivem independentemente têm receio de cair, quer tenham ou não sofrido quedas anteriores.

A curto prazo, o medo de cair pode até reduzir a ocorrência de quedas ao facilitar evitar as atividades que podem implicar maior perigo, e pode proteger os idosos.

Por exemplo, após uma lesão, o medo de cair pode impedir as pessoas idosas de se envolverem em atividades relativamente perigosas.

Mas, a longo prazo, pode limitar a capacidade dos mais velhos de realizar atividades diárias, resultando no declínio da função física.

Dicas para reduzir o medo de cair em casa

Algumas estratégias e modificações simples em casa podem ser uma grande ajuda para criar uma maior sensação de segurança.

Estas são algumas dicas:

Manter o equilíbrio no chuveiro

As banheiras escorregadias podem ser um grave perigo, especialmente para os idosos e pessoas com problemas de mobilidade.

Vários fatores podem aumentar o risco de queda durante a utilização do duche ou banho.

Estes incluem:

Uma das soluções mais eficazes e simples para prevenir as quedas e dar uma maior sensação de segurança são as barras de apoio.

As barras de apoio são um dos produtos mais eficazes para evitar quedas, devido à sua capacidade de apoiar o equilíbrio e o controlo da mobilidade.

Além disso, barras de apoio estrategicamente colocadas podem ajudar o idoso a entrar e sair mais facilmente do duche.

Antes de fazer a aquisição e a instalação destas barras, é importante verificar quer as condições da casa quer da capacidade do idoso.

Um especialista, como um terapeuta ocupacional, pode avaliar cuidadosamente o espaço da casa de banho e avaliar cada aspeto do duche ou banho.

Depois da avaliação poderá recomendar a colocação mais segura e eficaz das barras de apoio com base na altura específica do idoso, mobilidade e preocupações de saúde.

Também uma pessoa qualificada para instalar conhece os protocolos específicos em torno da instalação correta das barras e pode minimizar o risco de ficarem soltas ou inseguras.

Se a instalação for feita incorretamente ou for escolhida um tipo de barra de apoio insuficiente, como uma barra sem parafusos de parede, pode ser contraproducente para a segurança do idoso e levar a um maior risco de queda ou ferimentos.

Facilitar acesso à sanita

Outra modificação importante, se a pessoa idosa tiver dificuldade em entrar ou sair da sanita, é a instalação de um elevador de sanita, que pode ser uma solução eficaz.

Estes elevadores são uma grande ajuda para qualquer pessoa com mobilidade limitada, fraqueza da força das pernas ou problemas de equilíbrio.

Aumentar a altura da tampa da sanita aumenta também a mobilidade global e permite a qualquer pessoa idosa utilizar a sanita sem medo ou risco de cair.

Para escolher um elevador de sanita adequado, alguns fatores devem ser tidos em conta:

  • Saber qual a forma da sanita que o idoso tem, se é redonda ou alongada. Este pormenor é crucial para garantir que o assento elevado encaixa corretamente
  • Determinar se a tampa da sanita elevada suportará o peso da pessoa idosa
  • Considerar se são necessárias pegas na tampa levantada da sanita. As pegas fornecem apoio adicional quando a pessoa estiver sentada e de pé a partir da sanita

Se aplicável, a altura da tampa da sanita deve ter uma dimensão suficiente para acomodar o acesso de cadeiras de rodas.

Eliminar os riscos de tropeçar

Outra forma de melhorar a segurança em casa é encontrar e eliminar os potenciais perigos para tropeçar. Uma das formas mais eficazes é instalar uma porta adequada.

Existem apetrechos para portas que acomodam as transições irregulares do pavimento, que são as diferenças de altura entre as diferentes superfícies do pavimento dentro de casa.

Por exemplo, muitas casas têm tapetes entre divisões ou entre transições de pavimento, como entre o mosaico da casa de banho e o corredor em madeira.

Estes tapetes e os diferentes pavimentos dentro da casa podem ser um risco significativo de tropeçar e que é maior ainda se a pessoa idosa usar um andarilho ou uma cadeira de rodas.

Colocar uma rampa entre as diferentes alturas de superfície nas divisões da casa pode ajudar a atenuar as diferenças.

Estas rampas proporcionam uma transição suave para qualquer pessoa que possa ter tendência a arrastar os pés, precisar de andar com rodas sobre a área ou ter a visão afetada que dificulta o movimento seguro pela casa.

As modificações da casa aumentam a capacidade de o idoso viver de forma independente e contribuem para a prevenção antes de ocorrer uma queda ou lesão.

Ter uma atitude proactiva quanto à segurança do idoso em casa pode ajudar a que vivam mais independentemente durante mais tempo e adiar a necessidade de cuidados e assistência adicionais.

Dependendo das necessidades específicas de cada idoso, algumas ou muitas modificações em casa para uma maior de segurança doméstica podem ser necessárias para reduzir o risco de queda dos idosos.

Como utilizar a tecnologia para uma maior segurança

Alguns dispositivos domésticos inteligentes utilizados pelos idosos podem ajudar a aumentar a sua segurança e independência.

Não é possível a uma só pessoa monitorizar um idoso 24 horas por dia, 7 dias por semana.

É necessário fazer intervalos, revezar ou efetuar outras atividades. Quando não é possível estar pessoalmente com o idoso, alguns dispositivos domésticos inteligentes podem ajudar a manter a sua segurança.

Alguns dispositivos como tomadas elétricas inteligentes, termóstatos inteligentes e sistemas de segurança inteligentes podem beneficiar os idosos e os prestadores de cuidados.

Outros dispositivos para a casa podem incluir campainhas de porta com vídeo, leitores de música controlados por voz e assistentes virtuais como a Alexa da Amazon que respondem a perguntas e dão informações muito variadas.

Aplicar a tecnologia nos cuidados e seguranças dos idosos, como os sistemas de segurança, por exemplo, podem contribuir muito para ajudar os idosos a permanecerem seguros, confortáveis e tão independentes quanto possível.

Para os prestadores de cuidados, a utilização da tecnologia pode ser um complemento para assegurar um cuidado mais abrangente e eficaz. Estes inovadores dispositivos domésticos inteligentes para idosos podem tornar a sua vida mais segura e mais conveniente.

Estes são alguns exemplos de como a tecnologia pode ser aplicada:

Proteger os idosos dos perigos de incêndio com fichas e tomadas inteligentes

As casas contêm muitos perigos potenciais de incêndio, como um fogão que se deixa ligado ou aquecedores que aquecem em demasia ao lado da roupa de cama ou de vestir.

Instalar algumas fichas ou tomadas inteligentes para usar com estes dispositivos pode retirar alguma preocupação, mesmo quando o idoso não está a ser supervisionado.

Pode ser possível controlar e monitorizar remotamente a energia aplicada em fichas, tomadas ou outros dispositivos elétricos, através do smartphone e verificar a qualquer momento se existem alguns perigos potenciais.

Os idosos que utilizam smartphones também poderão ligar alguns dispositivos elétricos ou o aquecedor a partir do sofá ou da cama.

Estas aplicações inteligentes também permitem programar quando os dispositivos se ligam e desligam. Por exemplo, as luzes podem ser programadas para ligar sempre antes de o dia escurecer, mantendo as divisões bem iluminadas.

Isto é especialmente útil para os idosos que precisam de mais luz para ver claramente, que têm demência ou que estão a sofrer alterações na visão devido à demência.

Manter a temperatura ambiente confortável

Outro dispositivo doméstico inteligente útil é o termóstato inteligente, que permite manter os idosos confortáveis numa temperatura ambiente aceitável para eles. Muitos termóstatos modernos incluem também controlos por WiFi e programação inteligente.

Em alguns casos o técnico de saúde, enfermeiro ou cuidador, pode aceder remotamente ao termóstato para definir a temperatura num determinado horário, aumentar o calor antes de uma grande tempestade no inverno ou ligar o ar condicionado durante uma onda de calor no verão.

Se a pessoa idosa tiver mobilidade limitada, um termóstato inteligente pode permitir-lhe controlar facilmente a temperatura a partir do seu smartphone ou tablet, em vez de ter de se levantar.

Por outro lado, estes dispositivos podem também ajudar a tornar a utilização de energia mais eficiente e ajudar a baixar as contas da energia elétrica.

Manter a segurança

Uma das ferramentas mais valiosas para os prestadores de cuidados é um sistema de segurança inteligente habilitado para WiFi. O que permite manter os idosos seguros com estes sistemas de segurança inteligentes.

Estes sistemas permitem, entre outras coisas, alertar as autoridades em caso de alarme e de perigo.

Em alguns sistemas mais complexos é também possível utilizar o acesso remoto a câmaras de vídeo em casa para monitorizar o idoso, sobretudo se estiver sozinho em casa. Este sistema permite o acesso remoto, mesmo a distâncias grandes.

No entanto, é importante respeitar também a privacidade dos idosos. Dando preferência à colocação das câmaras em áreas comuns, informando e debatendo a presença das câmaras com o idoso e com os cuidadores domiciliários.

Existem diferentes opções para encontrar diferentes e variados dispositivos domésticos inteligentes para idosos. Mesmo alguns aparelhos mais simples podem fazer uma grande diferença em manter os idosos seguros e confortáveis.

Para encontrar estes dispositivos domésticos inteligentes, pode ser útil visitar lojas de hardware, consultar os fornecedores de serviços de Internet sobre os produtos domésticos inteligentes que possam disponibilizar, ou empresas privadas de segurança ou de instalação de alarmes para casa.

O mais importante é preservar o conforto do idoso ao mesmo tempo que se mantém a sua segurança, tranquilidade e bem-estar.

Conclusão

O medo de cair ou síndrome pós-queda, é a ansiedade de uma pessoa em caminhar ou mobilizar-se como habitualmente ou normalmente, com a perceção de que uma queda irá ocorrer. É comum após uma queda, embora possa também ocorrer na ausência de uma queda.

O medo de cair é comum nos idosos e experimentada mais pelas mulheres do que pelos homens. O seu efeito pode causar declínio funcional, mobilidade reduzida e também outras quedas. As quedas são uma causa significativa de morbidade e mortalidade na população idosa.

Por causa disto é importante não só fazer as necessárias alterações em casa do idoso para garantir a sua segurança, como para dar também a sensação de segurança.

Não é só importante que o idoso esteja seguro, também é muito importante que se sinta seguro.

Sobretudo as pessoas com várias doenças em simultâneo, tais como artrite reumatoide e AVC, por exemplo, apresentam muitos casos de medo de cair.

Assim, muitas pessoas idosas receosas recorrem à restrição da atividade, o que a longo prazo pode ter um impacto negativo na saúde física e mental e aumentar o risco de quedas futuras.

Embora não se possa afirmar que o ambiente doméstico seja totalmente seguro, a complexidade do ambiente em termos de perigos e riscos aumenta em vários aspetos quanto mais complexos forem os ambientes em que o idoso se move.

Desta forma, as restrições biomecânicas e as exigências no processamento da informação necessária para o controlo do equilíbrio e manutenção da estabilidade são significativamente mais exigentes num ambiente externo, mas isso não significa que também não seja em casa.

Por exemplo, caminhar num ambiente doméstico familiar e relativamente estático pode ser muito menos desafiante do que caminhar num centro comercial cheio de gente ou atravessar uma rua com um semáforo, mas mesmo no ambiente doméstico o medo de cair pode ser avassalador para o idoso.

Assim, fortalecer os músculos, fazer exercícios para manter o equilíbrio e fazer as alterações necessárias em casa, sobretudo nas divisões mais essenciais para a qualidade de vida do idoso, são essenciais para dar uma maior sensação de segurança e evitar não só o medo de cair como as próprias quedas.

Viver em casa à medida que se envelhece requer consideração e planeamento cuidadosos, mas pequenas alterações e ajustamentos simples, por vezes combinadas com serviços de cuidados ao domicílio, podem ajudar os idosos a envelhecerem com mais tranquilidade e com mais independência por mais tempo em casa.

E talvez não haja nada mais importante do que garantir que os idosos possam ter acesso a tudo o que necessitam em segurança e no conforto das suas casas.

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