Doença de Parkinson

Doença de Parkinson

DOENÇA DE PARKINSON

A Doença de Parkinson está associada ao envelhecimento, ainda que se verifiquem casos em pessoas jovens, e nasce de um desequilibro que ocorre no sistema nervoso central que faz com que determinadas células nervosas (neurónios), responsáveis pela produção de dopamina – um neurotransmissor que assegura a comunicação intercelular -, sejam eliminadas devido ao ataque de alguns tóxicos. Esse processo faz com que a produção de dopamina diminua, perdendo-se assim a possibilidade da tal interacção e o estímulo que proporciona a normal atividade muscular. Esta doença degenerativa afeta segundo a Associação Portuguesa de Doentes de Parkinson cerca de 20 mil portugueses.

QUAIS OS SINTOMAS E EFEITOS DA DOENÇA DE PARKINSON ?

A identificação precoce de sinais e/ou mudanças de comportamento pode agilizar o tratamento.

Movimentos mais lentos: a pessoa perde gradualmente o dinamismo, tem tendência a ficar parada e a demorar mais tempo a comer, a fazer a higiene ou a virar-se na cama.

Tremor: só acontece numa fase bem adiantada da doença, e em fases de repouso, quando não há movimento.

Dificuldade em engolir: verifica-se em fases mais avançadas da doença. A Doença de Parkinson também afeta a musculatura neurofacial, o que pode levar os doentes a falar mais baixo, com alterações da voz marcada.

Rigidez muscular: a Doença de Parkinson altera a postura, fazendo com que as pessoas passem a andar curvadas, com os braços para a frente, fletidos. Outra consequência é assentar os pés na sua ponta em vez de nos calcanhares. Isto torna as quedas mais frequentes.

Falta de expressão facial: o rosto de um doente de Doença de Parkinson fica tipo «jogador de póquer».

EXISTE FORMA DE PREVENÇÃO DA DOENÇA DE PARKINSON?

Infelizmente não. Aquilo que se recomenda, por questões relacionadas com um bom envelhecimento, é seguir práticas de vida saudável, nomeadamente em termos de alimentação e exercício físico. Dançar ou jogar ténis são exemplos de atividades que promovem o bem-estar motor. As relações sociais também são benéficas para a saúde do cérebro. Ao pôr em prática um estilo de vida saudável, provavelmente, vão reduzir-se alguns riscos da doença, mas a ciência ainda não comprovou uma relação direta.

QUAL A IDADE EM QUE A DOENÇA DE PARKINSON É MAIS FREQUENTE?

O pico de incidência é entre os 60 e os 70 anos, pois, tal como outras doenças relacionadas com o envelhecimento, provoca alterações no organismo, até mesmo pelo desgaste «natural» da passagem dos anos que o torna mais frágil.

QUAIS OS TRATAMENTOS DA DOENÇA DE PARKINSON?

Existem 3 formas terapêuticas: medicação, cirurgia e a bomba infusora. Todas têm um timing próprio, principalmente a cirurgia, sendo que um dos maiores desafios é selecionar o doente certo, pois só assim retiraremos o máximo benefício. Convém ressalvar que a cirurgia não é um tratamento  substituto mas sim complementar, pois o doente vai continuar sempre a tomar medicação.

-Medicação: o medicamento Levodopa acaba sempre por ser necessário, mas não deve ser o ponto de partida do tratamento. A sua introdução deve ser feita numa fase mais avançada e, entretanto, ir-se tentando outros fármacos (como os agonistas da dopamina ou inibidores da recaptação de dopamina) se estiverem a ser positivos para o doente. Esses fármacos não têm influência direta nas células, ao contrário do Levodopa, que implica o aumento do metabilismo celular, o que pode ter um efeito tóxico.

-Cirurgia: a operação é uma opção delicada e só é aconselhada quando, através da medicação, não se consegue o efeito pretendido. Consiste na introdução de um elétrodo num determinado local do cérebro, para estimular uma zona específica e corrige a falha de comunicação entre neurónios, reduzindo os sinais da doença.

-Bomba infusora: este tratamento inovador (Duodopa) é recomendado a doentes que têm flutuações enormes de dopamina, com uma resposta positiva à Levodopa, e já não têm idade para a cirurgia. Envolve a colocação, via endoscopia, de um sistema com uma bomba infusora que permite introduzir no tubo digestivo – através de uma sonda inserida na parede do abdómen – de forma contínua, a dopamina, evitando os tais picos. Apesar dos ótimos resultados, tem o problema de, por vezes, a sonda se enrolar no tubo digestivo, condicionando o processo, e ser muito dispendioso.

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